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Comic-Con Brasil? Não! É Comic-Con Experience!

Esse fim de semana, a VEJA (eita!) trouxe uma bomba maior que a da Ana Maria Bahiana: Pierre Mantovani, do Ovolete, anunciou que em dezembro realizará a Comic-Con no Brasil. O evento ocorrerá em São Paulo e se chamará Comic Con Experience, porque a ideia é trazer aos bazzingeiros, digo, nerds locais a experiência de uma Comic Con. Afinal, segundo Mantovani, “Já acontecem por aqui pequenos encontros de quadrinhos, mas nada é tão representativo como uma Comic-Con.”

Alguns artistas de quadrinhos como Eddy Barrows e Greg Tocchini já estão confirmados, e a organização do evento está em contato com a Disney, Marvel, DC, Paramount e Warner Bros., entre outros estúdios, para trazer suas personalidades para o Brasil.

A escolha de dezembro é para casar com as festas de fim de ano e proporcionar o “melhor natal geek” aos participantes, segundo Mantovani.

Pronto, acabou a notícia. No intervalo, fique com o Piripaque do Chaves e voltamos a seguir com os comentários do Suíno de Petrópolis, digo, de Belo Horizonte.

E aí, negada? Bem, muito bom pra começo de conversa que surjam novos eventos de quadrinho e tal – sobretudo um internacional como a Comic-Con, porque demonstra o quanto o mercado nérdico está aquecido e coloca o Brasil definitivamente no mapa do mundo dos quadrinhos.

Mas peralá: a Comic-Con é um evento de quadrinhos? Desde que surgiu, a San Diego Comic-Con, segundo a própria matéria da VEJA, já abraçava outras mídias, movimento que só cresceu até que, hoje, as HQ’s ocupam um espaço menor no evento, se comparado ao cinema e aos games, por exemplo. Isso faz com que a gente perceba o quanto o Ovolenauta aí manja do paranauê: o FIQ é o maior evento de quadrinhos das Américas em número de público. MAIOR-EVENTO-DE-QUADRINHOS-DAS-AMÉRICAS. “Ah, mas o FIQ não é comercial”, você mimimiza. A Fest Comix em São Paulo tem filas de dobrar quarteirão para comprar os ingressos! Chamar ambos de “pequenos encontros de quadrinhos” é piada de salão ou miopia – coisa de quem não manja nada de quadrinhos. Ou manja, mas quer enaltecer o seu evento, que ainda nem rolou, diminuindo os outros. A famosa puxada de brasa pra própria sardinha. Bazzinga! Ou ele se referia ao abandonado evento do próprio Omelete, a King Con – que rolou em 2011 e Corvo do Alan Poenever more.

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A única forma da Comic-Con Experience ser algo que valha a vista só virá se as grandes americanas (Marvel, DC, Warner, Disney, etc e tal) fizerem anúncios exclusivos, como fazem nas gringas – coisa que eu duvido que role. Vai ficar como a equipe da Disney/Star Wars que chamou os blogueiros durante o FIQ pra… comer de graça. E só.
Essa parada toda me cheira a uma mistura de altos níveis de bazzinguismo e tino comercial para aproveitar o tradicional complexo de vira-latas brasileiro. Mas quem somos nós, né? Nêgo vai dizer que é recalque porque o Ovolete tá na cabeça do lance. Vai que é mesmo, né?

P.S.: E o “perfil do nerd brasileiro” by Ovolete?
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Star Stars?

P.S².: Na tarde de domingo, o Ivan Freitas da Costa, curador do FIQ e autor do fodástico “Ícones dos Quadrinhos”, anunciou que o Chiaroscuro Studios, empreitada dele com o Joe Prado e que, entre outros, agencia gente sem talento >ironic mode of< como o Ivan Reis, Eddy Barrows, Greg Tocchini, Ig Guara, Renato Guedes, Tony Silas e Paulo Siqueira, entre outros, também faz parte da organização – na verdade, a Comic-Con Experience é uma parceria entre Ovolete e Chiaroscuro. Bem, isso quer dizer um cuidado maior com quadrinhos e menos com mídia pela mídia. Inclusive, o Ivan disse, via Facebook, que provavelmente a frase dos “pequenos encontros de quadrinhos” não foi dita pelo Mantovani, mas invenção da VEJA. Se assim foi, eles deveriam quebrar o pau, soltar nota, exigir retratação ou coisa que o valha – a frase saiu entre aspas! Fica feio (e sério) quando um dos organizadores desse novo evento é justamente um dos envolvidos no velho evento. Vamos aguardar.
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