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BOOM! A quem interessa uma guerra de Comic Cons no Brasil?

Como vocês sabem (ou não, muito pelo contrário) este ano teremos (pelo menos) duas ComicConzes aqui no Brasil: a Brasil ComicCon, braço desgarrado do Anime Friends, e a ComicCon Experience (ou CCXP, não CCE) da Chiaroscuro Studio junto com o pessoal do Ovolete.

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Uma em novembro (15 e 16) e outra em dezembro (4 a 7). Ambas em São Paulo, ambas com preços nada desprezíveis de ingresso (R$57,50 e R$69,90 a meia entrada por dia, respectivamente), era normal que parte do público acabasse por ter de escolher entre uma ou outra. Normal. Isso configura uma guerra? Segundo os guerrilheiros do Judão, sim.

(Não, eu não vou entrar no mérito de julgar o comprometimento de um texto que se pauta no “ficamos sabendo”, “muita gente veio nos dizer”, “vários amigos meus disseram” e etc. Isso é factóide. Isso, pra mim, é desonestidade. Não se afirma esse tipo de coisa sem números consolidados. Fim.)

Mas o que eu quero trazer a baila é: faz sentido a política Gil do Cruzeiro, que vem sendo usada pelos dois eventos? Tudo é suposição, mas parece óbvio que o descolamento da Brasil ComicCon do Anime Friends se deu em decorrência do anúncio da ComicCon Experience, assim como aquela conversa de que o evento do Ovolete usava o nome “ComicCon” sem ser, de fato, ligado às ComicCons norte-americanas parece ter uma origem certa. Da mesma forma como esse novo “Pode ser que muita gente tenha notado que confundiu a BCC com a CCXP” parece ter marca d’água indicando a maternidade onde nasceu.

Aí deixa de ser concorrência. Aí é coisa de guerrinha mesmo.

Enfim: essa birrinha besta, na base do disse-me-disse, do “fiquei sabendo que o piru dele é menor que o meu”, isso interessa a alguém? Interessa ao público? Sim, são dois eventos comerciais. Sim, a proximidade de preço, localização e datas tendem a fazer com que parte do público escolha entre um ou outro (e a culpa é dos nobres bacharéis das organizações) mas… a melhor forma de disputar o público é via dedo no olho e chute no saco? A escolha de um evento pra ir precisa ser também na base do Fla X Flu? É essa a grande contribuição do bazzinguismo ao cenário nerd do Brasil? Não dava pra se esforçarem em trazer convidados com aquele diferencial maroto pra cambalear a concorrência?

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Porque, se em 2011 nós tínhamos o FIQ, a GibiCon e a Rio Comicon se reunindo num fórum de festivais a fim de se organizarem gerando, entre outras coisas, um calendário único que beneficiasse os eventos e o público, em 2014 o cenário é um tanto mais desolador: a competição pura e desleal dominando o panorama, e que se lasquem os atingidos. Pior do que isso é pensar qual o futuro do cenário caso venha a ser dominado por essa política.

Eu já fiz a minha escolha. E você, fez a sua?

Sobre Poderoso Porco

O mar não tem cabelos. Eu também não.

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