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#FIRE_______ – o Falcão “pedófilo” e a polícia-da-internet

E enquanto a gente se iludia com a Copa do Mundo, outro bafafá acontecia nos quadrinhos envolvendo o Falcão no título atual do Capitão América, escrito pelo Rick Remender.

Logo na primeira edição no comando do título, Remender colocou o bandeiroso, enfrentando seu vilão recorrente Arnim Zola em outra dimensão por 12 anos enquanto que na Terra você-já-viu-esse-clichê-que-o-tempo-passa-mais-devagar-em-outra-dimensão-antes. Ao mesmo tempo apresentou também dois filhos do vilão, Ian Zola e Jet Zola/Jet Black, sendo que o primeiro ele decidiu matar e a outra voltou com o capitas para a nossa dimensão. E quando a menina chegou aqui, em Captain America #22 (que saiu na última Quarta-feira ), o Falcão veio como quem não quer nada, chamou a muié pruns bons drink, e deu-lhe uns foks, zé fini.

Tá na boca do brazí!

Qual o problema?

A menina (supostamente) era menor de idade (14 anos), tornando Sam Wilson um criminoso.

E a notícia se espalhou e a hashtag “#FIREREMENDER” (algo como “DEMITEESSEFILHODAPUTAAAA”) começou a pipocar pelo twitter. E como vocês sabem, não é a primeira vez que algo assim acontece lá pela gringa. O problema é que dessa vez a merda atingiu o ventilador com tamanha força que ventilou o mal-cheiro até os altos escalões da editora, fazendo com que um dos picas-grossas da Casa das Idéias, Tom Brevoort, se pronunciasse sobre o assunto.

Obóvio que a menina não era menor de idade, pois a confusão reside na idéia de “dimensões paralelas” onde por mais que a personagem tivesse sido retratada com dez anos em sua primeira aparição em 2012, por estar em uma dimensão paralela, ao sair da mesma junto com o capitas estaria com 22, pronta pro abate.Mesmo assim, outras questões chamaram atenção como por exemplo a representação do consumo de bebidas alcoólicas, sobre o caráter apelativo dos poderes/uniforme da personagem (que pode “ler o futuro na superfície da própria pele”, fazendo com que o uniforme tenha pouco pano) e até mesmo quanto ao mal-estar acerca de ter um personagem afro-americano (um dos mais antigos e queridos da editora) envolvido numa polêmica envolvendo sexo, bebidas e (quase) menores de idade.

Apelativo? ‘magina… Aquele trompetista ali não é um estereótipo, é uma homenagem!

E não é a primeira vez que Remender já tinha tomado decisões complicadas para o título, pois já tinha matado anteriormente um personagem tradicional do “capitãoverso” (Sharon Carter). Juntando isso com o mal-estar politicamente correto, infundado, mas ainda assim complicado, é capaz que o cabra pegue uma geladeira ai. Ainda mais em tempos de popularização da marca e do personagem do Falcão, que emplacou como co-protagonista do Soldado Invernal e que certamente aparecerá em incursões futuras no cinema.

Mas é mesmo um absurdo isso da Marvel! Meu deus, onde é que vamos parar! Nunca que isso aconteceu antes! Imagine só! Uma personagem feminina, com uniforme provocativo, que parece uma ninfeta por conta da “física/biologia dos super-heróis” e que acaba dando para um personagem tradicional da editora! Que absurdo! Isso nunca, ouviram, NUNCA aconteceria na DC…


Êêêêêêêê Marvel… copiando a Distinta Concorrência até nas escolhas editoriais questionáveis? Brincadeira…

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