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A Gente Vimos – Marco Polo, 1ª Temporada

[a resenha abaixo contém pequenos spoilers]

Não tinha nada pra fazer nos findi, então peguei pra ver a nova produção do (“canal”? “Estúdio”? “Serviço-de-streaming-com-produções-independentes”? “Rival da Locadora do Falecido”?) NetflixMarco Polo. Como já disse o Nerd Reverso quando assistiu o piloto na CCXP, o troço tem sexo, violência, fidelidade-histórica-mas-non-tropo e custou os olhos do cu da cara. Mas, e além disso, sobra alguma coisa?

Além desse cabelinho?

Te falar, sobrar sobra, mas não muito. Mas o que sobra dá pro gasto!

Fazer resenha de temporada inteira é sempre complicado porque – como todo seriado – ela acabou tendo altos e baixos e como o Netflix tem essa coisa de lançar “tudinho de uma vez no fim do ano” eu acabo sempre esperando uniformidade (como em House of Cards ou Orange is the New Black), o que nem sempre é o caso.

Por isso vou lançar mão do tripé sagrado de “coisas que seriados precisam ter hoje em dia pra fazer sucesso”: Roteiro, Produção e Porrada/Peitinhos.

Roteiro

Como o Reverso também disse, o enredo é bem aquilo que a gente já aprendeu na “receitinha Game of Thrones” de fazer trama: intriga, poder, nobreza, peitinho, mimimimimi, sem muita surpresa. Pior, como é histórico você já sabe que o Marco Polo NÃO MORRE, pelo menos não agora. A vantagem é que como eu CAGO pra história mongol (e você também leitor, não se faça de senhor fodão), acaba tornando o seriado imprevisível – diferente de Vikings, por exemplo, que eu sei que o Ragnar vai MORRER NUM POÇO DE SERPENTES HUAHAUAHU

STOP BITCH! Sem spoiler, porra!

Mesmo assim algumas novidades aparecem como por exemplo, lá pelo episódio cinco, colocam o Polo para investigar uma suspeita de traição na corte e o seriado vira quase um enlatado de investigação. Ou ainda quando aparecem a ordem – já manjada pra quem curte os Assasins Creed da vida – dos Assassinnos, com direito a “Velho da montanha” e tudo. Aliás, esse é outro ponto bacana: existe “magia” em Marco Polo, mas diferente dos “dragões-largatixa” de Game of Thrones, tudo aqui tem “explicação” em coisas bem mundanas. Mas é bem pouco e soa quase como um filler dentro da trama.

Produção

É, é, foi caro pra caralho, é bem feito pra caralho, tem locação pra caralho, mas tem problemas, SIM. Tem horas que você consegue ver onde começa e onde termina o CG nos cenários além de ter aquela tática manjadíssima de rolar uma batalha e você só saber dela por algum personagem contando (pra economizar dinheiro), mas isso é compensado por outras coisas como figurino e cenários.

O elenco não tem rostos conhecidos, apesar de ter atores excelentes (e de ter a Joan Chen que eu reconheci lááááá do Twin Peaks) (sou velho, foloda-se). Isso é ótimo porque cria mais empatia com os personagens, não sobrepondo a imagem do ator na interpretação. Outra coisa digna de nota é dizer que NENHUM ATOR do seriado é norte-americano. Parece bobagem, mas é bem audacioso pros padrões gringos e dá ares de internacionalidade a produção.

A dona de serraria mais gostosa dos anos 90!

O personagem principal, olha aí, é bem passável e convence como o Marco Polo, embora o personagem não seja lá essas coisas (o cara é poliglota, desenhista, porradeiro, arqueiro, engenheiro…), mesmo tendo essa cara de Obi-Wan Kenobi+Anakin Skywalker+Charles Xavier da nova geração. Destaques também vão para Benedict Wong como Kublai KahnChin Han como Jia Sidão Sidao, o vilãozão da parada, perfeitos como os dois polos da trama.

Porrada/Peitinhos

Eu sei que você, se é que leu alguma coisa, pulou direto pra cá e ler o que interessa, então vou dizendo logo: tem ambos, e são porradas e peitinhos DE RESPEITO (sic).

Eu sempre fui fã de filmes wushia e cresci vendo a sessão kickboxer, então sempre presto atenção em coreografias de luta e quando são boas me empolgo igual ao gordinho que fui sentado na frente da TV, e as porradas de Marco Polo me empolgaram! São todas muito bem elaboradas pelo coreógrafo Brett Chan e dão um tom de ação muito bem-vindo tanto em cenas com armas quanto no braço mesmo. Lá no episódio sete ou oito rola uma porrada entre três personagens que é DO CARALHO.

I KNOW KUNG FU

Pelo lado ruim, dá pra notar que muitos movimentos são floreados demais e até ficcionais, mas não chega a comprometer – nem quando tem arame-fu (e tem arame-fu pra cacete, mas fica muito maneiro!), além de eu acabar sempre achando MUITO ESCROTO isso do “cara branco que chega no oriente e treina pra virar o batman”, mas sem isso não tem seriado. No mais as porradas da série SALVAM muito do resultado final, e isso acaba sendo bom.

Pelo lado dos peitinhos, se você tem fetiche em orientais, esse é o seriado perfeito pra você! Pode não ser tão gratuíto como GoT mas é bem abundante, tendo cenas inteiras só com haréns do extremo oriente/oriente médio com todas as mulenua nuapelada pornor porfavor google o tempo todo. Tem cena de sexo, sexo lésbico, sexo Tem até porrada com mulher pelada! HAUHAUAHUAH

As imagens eu não vou por, se você quiser VAI LÁ NO NETFLIX E ASSISTE! AHUAHUAHAUH 

Conclusão

Acabou que vimos, minha senhora e eu, todos os episódios em dois dias quando queríamos ver somente o primeiro na hora do almoço. Isso é maneiro, porque mostra que prende o suficiente para querer ver um depois do outro, mas por outro lado é ruim porque mostra o seriado como sendo meio descartável, não dando vontade de “guardar pra depois pra aproveitar”.

As subtramas do enredo são BEM LEGAIS, como a investigação da suspeita de traição já mencionada, mas o andamento fica meio arrastado no último terço da temporada, chegando quase sem fôlego no final, que não decepciona, mas eu esperava mais. Acaba sendo mais um seriado de drama do que de ação, mas as porradas compensam. Tem gancho pra outra temporada que deve acabar ocorrendo, embora eu não saiba como se mede audiência num serviço de streaming…

Resumindo: se você gosta de Vikings, da idéia dum Game of Thrones e curte porrado-fu e peitinhos, o seriado é pra você!

 

Nota: 7,0 (sem porrada e peitinho)/ 8,5 (com porrada e peitinho)

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