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Gary Frank fala do Azulão


Depois de Geoff Johns falar de seus planos para o Superman, é a vez do sensacional desenhista Gary Frank (finalmente justificando seu contrato de exclusividade com a DC Comics) falar sobre a nova fase do personagem.

Depois do Hipérion de Poder Supremo, uma espécie de “Ultimate Superman”, todo mundo tava louco pra ver o que Gary Frank faria com o Homem de Aço. Esse momento chegou (lá fora, aqui chega lá pro início de 2009, se não pegar muito engarrafamento). O desenhista falou com o Newsarama sobre sua versão do personagem e nós oboviamente roubamos descaradamente traduzimos com muito carinho e dedicação as partes mais interessantes pra vocês.

Frank começa dizendo que não espera que as pessoas peguem a revista Action Comics #858 (a primeira com sua participação) apenas para conferir os seus desenhos, mas para lerem a história e perceberem o quanto tem sido divertido produzi-la. Perguntado sobre qual é o visual do seu Superman e como ele chegou a esse visual, Frank disse:
— Como a maioria da pessoas da minha idade, sempre penso um pouco no Christopher Reeve quando penso no Superman. Ele era, na minha opinião, de longe a melhor escolha de elenco que uma franquia de filmes de quadrinhos já teve, e esse pareceu um bom lugar para começar quando eu tentei desenvolver minha versão do personagem. Eu adoro o fato dele não tentar fazer o Superman parecer cool, apenas bom. O Superman tentando ser cool é um pouco embaraçoso (lembram do mullet?). O Superman sabe quem ele é e, se ele for um pouco anacrônico, bem, isso é bom também. Além disso, a última coisa que eu queria era um grande cara musculoso ou super-herói genérico de quadrinhos espremido dentro do uniforme. O fato é que você não consegue desenhar um músculo grande o suficiente para fazer o que o Superman pode fazer, então por que ir por esse caminho? Ele não tira sua força da academia ou dum punhado de esteróides, então não vejo razão de fazê-lo super-enorme.

O desenhista revelou que não conhecia bem a Legião dos Super-Heróis antes desse arco e que não entendia a relevância deles na história do Superman. Ele disse que agora entende os personagens, graças ao modo como Geoff Johns os escreve:
— O grande barato do Geoff é que ele tem a paixão o fanboy mais geek do mundo, mas ainda assim ele não está limitado pelo peso da história como a maioria dos fãs ficaria se estivesse nessa posição. Ele vê possibilidades e oportunidades que permitem que esses personagens respirem e se tornem reais, em vez de simplesmente colocá-los em seus lugares dentro da narrativa. Acho que o resultado é uma história em que o fã antigo pode curtir personagens clássicos em ação novamente, mas que também parece renovada e perfeitamente ajustada nos quadrinhos modernos.

Sobre a pesquisa pra decidir que rumo tomar em relação ao uniformes da Legião, Frank disse que procurou nas primeiras versões dos personagens, mas ignorou completamente as versões mais recentes. “Infelizmente , se eu tentasse usar todos os uniformes originais teria o perigo do gibi parecer algo retrô, ou, pior ainda, um pastiche do original. Alguns visuais resistiram à prova do tempo muito bem, mas outros sentiram um pouco a idade. E essa história precisa fazer parte do contexto do Universo DC atual“, disse o desenhista, ressaltando que a própria natureza da história permitiu que ele modificasse alguns dos trajes. Mesmo assim, ele diz ter deixado intactos alguns penteados e outros detalhes do visual original, “afinal ninguém sabe o que vai estar na moda no século 31”.
Ao ser perguntado sobre como poderia ser definido o Superman retratado por Geoff Johns e Gary Frank e o que o leitor pode esperar do personagem, o desenhista respondeu:
— Eu espero que o leitor veja no Superman uma pessoa que eles possam entender e com quem possam se identificar. Com um personagem tão icônico (e poderoso) como esse, acho que você às vezes pode perder de vista a humanidade, e então ele pode parecer um super-herói genérico. Acho que a nobreza é muito mais importante que os poderes na mistura do que faz um bom Superman. O Superman de Curt Swan tinha isso, e o Superman de Christopher Reeve transbordava de nobreza. É isso o que destaca esse personagem nas prateleiras lotadas de super-heróis nos dias de hoje.

Sobre surpresas na série, Frank escondeu o jogo e disse que a única coisa realmente surpreendente é que essa parte da mitologia do Superman envolvendo a Legião tenha sido deixada de lado por tantos anos. Por fim, uma ótima notícia, nerdalhada: o desenhista disse que pretende continuar em Action Comics por muito tempo, enquanto a DC quiser que ele permaneça lá. “Posso dizer com sinceridade que não há outra revista sendo publicada hoje na qual eu preferisse estar”, completou Frank.
Taí, essa é uma fase que fiquei curioso pra ler. Afinal, são Geoff Johns e Gary Frank, não são uns Loeb e McGuinness da vida! É GARY FRANK, CACETE! COMEMOREM, NERDS!!!

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O que esse cara ainda tá fazendo aí? VAI EMBORA DO AMÉRICA!!!

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Um comentário

  1. Gary Frank detona!
    mto foda o desenho do cara, sem exageros desnescessarios, dominio absurdo de tecnica…enfim…o suficiente pra dar uma chance pro azulao

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