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[Mês da Consciência Negra] E o Pantera Negra, hein?

O filme do Pantera Negra tá chegando, geral tá na pilha pra vê-lo (eu também, ainda que não devia), mas não é dele que eu vou falar.

Porque a Panini lançou este ano o começo da elogiada fase escrita pelo jornalista Ta-Nehisi Coates no personagem e, assim como fiz com Dylan Dog, aproveito o lançamento (e o Mês da Consciência Negra) pra fazer uma retomadona do personagem no Brasil (eu ia fazer um vídeo, mas nunca que cabia em 15minutos.net, então vai de texto mesmo).

Ta-Nehisi Coates e o Pantera Negra

Em 2015, o jornalista Ta-Nehisi Coates ganhou as manchetes com seu brilhante livro Between the World and Me. No livro, uma grande carta de Ta-Nehisi a seu filho adolescente, o autor discute a questão do racismo nos EUA, à luz da morte de mais um homem negro pela polícia norte-americana. A editora Objetiva lançou o livro aqui sob o título Entre o mundo e eu no ano seguinte. O relato que Nehisi faz de sua experiência como homem negro norte-americano é tocante: como ele está escrevendo tendo em mente seu filho de (então) 15 anos, não há grandes elaborações teóricas, mas um relato personalíssimo sobre a experiência vivenciada por Coates. Sua juventude e, com maior impacto, sua entrada na universidade são alvo do livro, sempre claro sob a luz das dinâmicas raciais envolvidas. O livro foi um bestseller da lista do New York Times e, como disse, chamou atenção para o nome de Coates.

BREAKING NEWS: o pai de Ta-Nehisi Coates, com quem o autor tinha uma relação bastante ambígua (e cuja ambiguidade ele só entenderia já adulto), era membro do Partido dos Panteras Negras, o que obviamente remete ao personagem da Marvel Comics (e não, Stan Lee não se inspirou no movimento social para nomear o personagem. Os dois surgiram quase que simultaneamente, com o super-herói tendo surgido primeiro).

Essa relação (Ta-Nehisi Coates e Pantera Negra) foi selada quando a Marvel Comics contratou o jornalista para retomar o título do personagem, dando início ao Volume 6 da série na gringa. A abertura desse volume retoma um histórico de publicação, em títulos próprios, que estava encerrada desde 2010. Entre 2010 e 2016, o Pantera Negra apesar de ausente num título próprio-próprio (em 2011 o Pantera Negra se “tornara” o Demolidor, iniciando o título Black Panther: A man without fear – não sei dizer se isso foi publicado no Brasil. Segundo o Guia dos Quadrinhos, não foi – que porém não conta na cronologia de publicação do personagem em si), rodou bastante o Universo Marvel 616: se envolveu em tramas políticas, cósmicas, nos Illuminati e em outros movimentos coletivos, mas careceu de um título próprio que solidificasse suas bases e estruturas.

Pantera Negra – Uma nação sob nossos pés (livro um) de Ta-Nehisi Coates (roteiro) e Brian Stelfreeze (arte gráfica).

Esse primeiro encadernado lançado pela Panini reúne as quatro primeiras edições do Vol. 6 (2016) do personagem (e reimprime o número 52, de 1966, do título original do Quarteto Fantástico, onde o Pantera fez sua estréia). Nelas Nehisi estabelece sua visão de Wakanda, apresenta os conflitos que nortearão a trama e joga T’Challa no meio deles. Pra começo de conversa, a irmã de T’Challa, Shuri, que no final da fase de Hudlin envergava o uniforme e o título de Pantera Negra, está morta. Wakanda vem sofrendo ultimamente com ataques dos mais diversos oponentes: Namor, Dr. Destino e até Thanos, fazendo com que a nação não esteja em sua plena potência. Nesse cenário, T’Challa tem que se ater com dissidências (inclusive entre sua guarda de honra pessoal, as Dora Milaje), conflitos civis e ameaças de nações vizinhas.

Contra todas as expectativas, esse início da fase de Coates não me agradou não. Isso porque o autor aparentemente não sacou (ou foi intencional, sei lá) que a grande graça de Wakanda é ser a nação mais avançada do mundo – e esse avanço não é recente. Em seu primeiro número, Reginald Hudlin estabelecera a nação como vanguarda tecnológica mundial desde antes do período colonial. Nesse sentido, todos os autores de maior expressão que passaram pelo título aliaram desenvolvimentismo tecnológico a desenvolvimento humano. Wakanda não era apenas a nação de melhor tecnologia do planeta, mas a nação mais avançada do planeta, cheia de uma população fina, elegante e sincera. Quando Coates lança mão de conflitos étnicos, homens-bomba, estupros coletivos e mulheres escravizadas, o que ele faz é transformar Wakanda numa nação africana do mundo real, assolada por conflitos étnicos e civis, mas com tecnologia fantástica. No meu entendimento, empobrece o conceito: é como retratar Superman como um vigilante hiper-poderoso e violento, porque isso é mais real. Oras, pois se o charme da coisa está justamente em sua irrealidade, em seu aspecto fantástico, místico.

E ignora uma noção muito poderosa que Reginald Hudlin explicitou já no início de sua passagem pelo título (falo dela a seguir): “Mas os wakandanos não podem ser comprados. Não são um bando de órfãos famintos oprimidos por ditadores que os venderiam em troca de uma gorda contribuição às suas contas na Suíça.” Enfim, eu que tanto gostei do livro de Coates, confesso a broxada forte com o seu começo em Pantera Negra.

Pantera Negra: Uma Nação Sob Nossos Pés n° 1, editora Panini (agosto de 2017), 148 páginas, capa dura, R$29,90.

Nota: 5

 

O Pantera Negra de Reginald Hudlin (Black Panther Vol. 4, 2005-2008)

Em 2005, outro roteirista também estranho aos quadrinhos abalou as estruturas do personagem criado por Stan Lee e Jack Kirby na década de 1960: o produtor de cinema Reginald Hudlin (de Django Livre).

Continuando a vida do personagem dentro do selo Marvel Knight (de quadrinhos mais adultos e concisos que a linha regular mas ainda menos que a linha MAX. A estreia do personagem nele se deu na fase do Priest), a proposta de Hudlin era clara: apresentar o background definitivo do herói, completo e interessante o suficiente para sustentar um hipotético filme dele (ao menos no primeiro arco, já que não havia garantias de que outros se seguiriam). Para tanto, foram convocados o desenhista John Romita Jr. (certamente por sua semelhança artística com o trabalho de Jack Kirby) e o arte-finalista Klaus Janson para contar a história do personagem mesmo antes do advento de T’Challa ao trono e posto de Pantera Negra. Bem antes mesmo, Hudlin começa mostrando que Wakanda já era uma nação à frente de seu tempo desde o século V d.C.! Isso já representou uma mudança considerável no que Lee e Kirby haviam definido sobre o personagem: em sua segunda aparição (Fantastic Four #53, de 1966) é dito que Wakanda se tornara uma nação hiper-desenvolvida por influência de T’Challa, nos dez anos que se seguiram ao assassinato de seu pai, T’Chaka, nas mãos do inescrupuloso Sebastian/Ulysses Klaw (que se tornaria o Garra Sônica). Na versão de Hudlin, Klaw é descendente direto de um colonizador debelado no século XIX pelo Pantera Negra de então.

Essa é outra alteração trazida por Reginald Hudlin: ele aumenta o caráter mítico do rei Pantera, fazendo dele um protetor perene da nação, algo como o Fantasma de Lee Falk.

Todo o primeiro arco da passagem de Hudlin pelo título (os seis primeiros números, que aqui saíram pela Panini nos números 29 a 33 da revista do Demolidor, em 2006, e depois foram reeditados pela Salvat no volume 38 da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel – a de capa preta) tinha por objetivo reapresentar o Pantera Negra aos leitores. E aqui não tem coré-coré: Hudlin estabelece o personagem como um dos mais fodões da Marvel. Um Pantera Negra deu um sacode no Capitão América no período da Segunda Guerra e ao fim do arco vemos T’Challa colocar o governo norte-americano em seu lugar, isto é, fora de Wakanda. Esse é outro vislumbre que temos já nos primeiros seis números do Vol. 4 do personagem, que é o funcionamento político de Wakanda. Hudlin estabelece a nação como uma monarquia-meritocrática-teocrata: monarquia porque o Pantera é o rei do lugar e esse título é, por definição, hereditário; meritocrática porque uma vez por ano qualquer um do povo (desde que alfabetizado) tem direito a desafiar o Pantera em combate e, vencendo-o, ascender ao trono; teocrata porque o Pantera Negra é também o líder do culto ao deus-pantera, seu sacerdote máximo. Isso foi mais explorado nos arcos subsequentes (principalmente no casamento do Pantera) mas era um traço bastante forte na minissérie escrita por Peter Gillis, por exemplo (falo mais dela lá pra frente).

Esse arco inicial também deu origem a um motion-comic, isto é, a um desenho desanimado com produção do próprio Reginald Hudlin.

Ao final desses seis primeiros números, John Romita Jr. saiu do título e teve início uma nova fase. No número 7, Hudlin teve que se ver com a Dinastia M (aqui saiu em Demolidor #34) e com uma história em conjunto com os X-men (X-men #60/2006) antes de entrar no próximo arco com o personagem, que culminaria numa grande mudança de status quo: o casamento. Na edição 10 (aqui publicada em Marvel Action #1 (2007), com desenhos de Scott Eaton, Hudlin começa uma fase que não é das minhas favoritas: na busca por uma esposa, ele coloca T’Challa para rodar os EUA, numa “black trip”: ele vai visitando personagem por personagem negro da Marvel. Luke Cage, o Falcão, Blade, Irmão Vodu, Mônica Rambeau (ex-Capitã Marvel), até reencontrar, e pedir em casamento, Ororo Munroe, a Tempestade (Black Panther Vol. 4, #14. Aqui, Marvel Action #5).

Apesar de haver toda uma metáfora por detrás (afinal, o Pantera foi o primeiro super-herói negro dos comics) e de ser (até onde sei) o único gibi de super-heróis que abordou o caos que ficou Nova Orleans pós-furacão Katrina (o encontro com Blade, Vodu e Mônica se dá lá), eu acho esse arco bem bosta. A “black trip” me desanimou com o título em razão de sua obviedade. Eu acompanhei a série até a chegada da Guerra Civil (e do medonho Kui Turnbull aos desenhos em Black Panther #23/Marvel Action #12) e depois abandonei o Pantera por um longo período.

De qualquer jeito, é inegável o impacto da passagem de Hudlin (já no começo dela, pra falar a verdade). Ele imprime uma visão tão forte ao personagem, costura tão bem sua importância no mundo, seja ele “civil” ou “super-heróico” que dali em diante não será mais possível acontecer algo no universo Marvel sem a presença do Pantera. Ele se posicionará firmemente na Guerra Civil, Bendis o evocará como membro necessário aos Illuminati (ainda que ele se recuse a tomar parte do grupo a princípio), Jason Aaron mostrará toda a fodicidade do casal regente de Wakanda (e dos wakandanos) ao debelarem a ofensiva skrull durante a Invasão Secreta… enfim, o personagem Pantera Negra passou de uma figura orbital para o centro das tramas do Universo Marvel. Isso não é pouca coisa.

Falando em casal regente de Wakanda, na edição 17 do título original (aqui em Marvel Action #8), Hudlin fez T’Challa de Wakanda e Ororo Munroe juntarem suas vidas em matrimônio. Era o auge da Guerra Civil, e o casamento deveria representar uma trégua entre os pró e os anti-registro, mas a coisa não funcionou muito bem.

Mas uma de minhas coisas favoritas no casamento nem é a sua inserção no cenário da Guerra Civil, mas o destaque que Hudlin dá ao aspecto místico/religioso que envolve o trono (e o povo) de Wakanda.

De novo, esse paradoxo de ser uma nação ultra-avançada (tecnológica e moralmente) ao mesmo tempo que professa uma religião tida como primitiva é muito interessante pra mim. A própria Tempestade faz a crítica ao caráter místico da cerimônia – afinal, nessa seara, o amor de Ororo e T’Challa vale muito pouco se o Deus-pantera não aprovar a união – e, numa consequência mais radical, a divindade decidir consumir a alma imortal da pretendente.  E eu acho interessante justamente porque foge do óbvio, do banal: uma nação africana miserável, assolada pela fome e por ditadores, seria o óbvio. Uma nação ultra-avançada que seja também agnóstica (talvez em função dos próprios avanços) é também óbvio. Levar em conta que o background do Pantera Negra quebra essas duas obviedades e conseguir levar isso adiante é, por si só, um desafio bem interessante de ver os roteiristas darem conta…

O curtíssimo “volume” de Peter Gillis (Black Panther Vol. 2, 1988)

Em 1988, Peter Gillis (roteiro) e Denys Cowan (desenhos) encabeçaram uma minissérie em quatro partes do Pantera e que, apesar de ter sido lançada já de cara como série fechada, é considerada por alguns um volume do personagem (e eu vou na onda).

Na minissérie, aqui lançada em dois volumes formatinho pela editora Globo (sim, isso mesmo, Globo) no ano de 1990, já de partida somos apresentados à T’Challa enfrentando um problema e tanto: numa caçada a um rinoceronte para a reserva de Wakanda, duas grandes panteras negras atacam o rei. Ao mesmo tempo, na vizinha e racialmente segregada Azânia, homens presos arbitrariamente são salvos da tortura pelo… Espírito da Pantera?

A passagem de Gillis tem resultados ambíguos. Por um lado, é excelente ao se dedicar não só às relações de poder em Wakanda (T’Challa ainda tem o espírito da pantera consigo? Se não o tem, por que isso aconteceu?), mas o absurdo contraste de existir uma nação avançada como Wakanda e logo ali, dividindo fronteira, um país ditatorial como a Azânia, que inclusive pratica um regime de apartheid. O próprio embate entre Pantera Negra e o Espírito da Pantera tem conotações bastante interessantes: T’Challa é um chefe de estado, e como tal deve ponderar bem suas ações, às vezes usar saídas diplomáticas que, na prática, não trazem os melhores (ou mais rápidos) resultados. O Espírito da Pantera por sua vez não está sujeito a esse tipo de limitação. Diante do povo que sofre, as dissonâncias entre os dois se acirram e… ainda faz sentido que caminhem juntos?

Pra mim, o grande problema desse arco é o segundo número do título original (aqui, Pantera Negra #1), quando entram em cena os supervilões supremacistas brancos. Porque aqueles patetas arianos só servem para deixar patético, porque caricato, um conflito que vinha sendo construído, adivinhem, de maneira menos óbvia e bocó. Mais do que isso, todo esse segmento não tem nada a ver com a tônica do gibi, e aparentemente só entrou para que o Pantera se batesse fisicamente com quem fosse indiscutivelmente mau.

De qualquer forma, era um material que eu tinha vontade de ver reimpresso no Brasil, mas não chega a ser grande prioridade, até porque…

Uma cacetada de coisas do Pantera que não saíram por aqui

Como eu disse lá em cima, o Pantera Negra foi criado por Stan Lee e Jack Kirby (a princípio com um concept beeeeeem diferente do que entrou pra história), e fez sua estreia no número 52 de Fantastic Four, de 1966. Mas apesar de um histórico de publicação irregular mesmo na gringa, sua adaptação para o Brasil foi ainda mais irregular.

Por exemplo, toda a primeira fase própria do personagem, datada da década de 1970, nunca deu as caras por aqui, e olha que contava com a arte de ninguém menos que Jack Kirby.

Também não pintou por aqui a importante fase com a primeira passagem do personagem pelos Vingadores (começou em Avengers Vol 1 #52, de 1968). Importante porque muitas vezes a gente sacaneia dizendo que o Pantera Negra é o Bátema da selva, mas houve uma vez em que o Batman é que foi o Pantera Negra de Gotham. Isso porque muito antes de Mark Waid escrever a memorável história Torre de Babel da Liga da Justiça, em 2000, o Pantera Negra já tinha aceito fazer parte dos Vingadores com o objetivo secreto de espionar o grupo e não ser pego de surpresa por eles.

Outra fase importante que nunca deu as caras adequadamente por aqui foi o Volume 3 do Pantera. Escrita por Christopher Priest (o primeiro roteirista negro a assumir o personagem) e tendo durado de 1998 a 2003, trouxe o Pantera de volta para a contemporaneidade. Estabeleceu alguns espaços para o personagem e trouxe personagens importantes no cast do herói (como por exemplo Everett Ross, às vezes enviado de Wakanda, às vezes especialista americano sobre o país). É a fase de Priest que literalmente iniciou a solidificação do mundo do Pantera.

 

Outros gibis do Pantera no Brasil

Além dos que eu citei aqui, o Pantera Negra (por que não usei PN pra abreviar, meu deus?) tem algumas outras aparições registradas por aqui.

Pra começar, sua história de origem tá mais fácil de achar que carne de vaca. Fantastic Four #52 de 1966 foi relançada aqui recentemente: saiu em Pantera Negra – Uma nação sob nossos pés nº1 (Ta-Nehisi Coates); também saiu (com uma tradução estranhona) na edição 26 da coleção Os Heróis Mais Poderosos da Marvel, da Salvat (a conhecida “coleção de capa vermelha”), com a diferença que nesta publicação veio também a conclusão da história do Pantera, publicada originalmente no número 53 do gibi do Quarteto. Além delas, traz também as edições 39 a 41 (Invasão Secreta) de Black Panther Vol. 4.

As edições 52, 53 e 54 do gibi do Quarteto Fantástico (todas com o Pantera) também foram publicadas no número Clássicos V da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel da Salvat (capa preta). Aqui, a tradução (assinada por Rodrigo Barros e Rodrigo Guerrino) está beeeeem melhor do que a de capa vermelha.

Além dessas, o Pantera tem aparecido nos encadernados dos Novos Vingadores do Jonathan Hickman, tipo Tudo Morre.

 

Bem, é isso. Espero que vocês tenham curtido esse reviewzão do Pantera Negra. E se não curtiram, bem, digam o porquê não curtiram aí nos comentários!

Beijo!

 

Atualização

O menino Lojinha me chamou atenção aqui que o gibi do Thor também abordou o lance de Nova Orleans pós-Katrina. Foi no #3 do Vol. 3 (2007) do gibi do personagem – a excelente fase escrita pelo J. M. Straczynski – aqui saiu em Os Poderosos Vingadores #55 (2008), em Marvel Deluxe: Thor #1 (2011/2015) e no nº52 da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel (2013).

Atualização 2

Na década de 1970 nos EUA, o Pantera foi publicado (antes de sua série própria com o Kirby) no título Jungle Action. Recentemente a Salvat compilou essa fase no volume XXVIII da Coleção Oficial de Graphic Novels – Clássicos (sei… “Clássicos”…), chamado “Pantera Negra – A fúria do Pantera”. Infelizmente, como a distribuição dessa coleção é setorizadamente cagada, ainda não pude colocar minhas mãos sujas nesse volume e acabei esquecendo de citar…

Sobre Poderoso Porco

O mar não tem cabelos. Eu também não.

Além disso, verifique

Vai ter hq gaúcha na CCXP, sim (e se reclamar, vai ter duas)

Mais especificamente, hqs de artistas de Cachoeira do Sul, que vão ser lançadas na CCXP …

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