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Caô #1


Mais uma tentativa de se criar uma HQ nacional… E essa é bem interessante, apesar dos pesares. Sabe quando você simpatiza com aquela menina feia que senta na frente da classe? Sacaram?
Ela começa bem com o editorial que discute a idéia de que leitor brasileiro só quer saber de heróis gringos e levanta a hipótese do leitor nacional curtir um herói chamado Agenor. E por que não???
Bem, comprar a revista foi tentador. Afinal, são 63 páginas de papel de ótima qualidade, formato maior que o americano e personagens muito curiosos, como um policial com o corpo fechado. Mas nem tudo são flores…
A impressão é muito, mas muito ruim. Parece que foi feita em uma impressora caseira, o que prejudica os ótimos desenhos feitos por Luiz Cabral. Já as histórias…
Bem, as histórias representam o maior problema da revista. Patati peca demais em seus roteiros, O que temos? Histórias com mais furos que uma peneira. Pena, porque ele cria personagens interessantes como o policial Perpétuo e o desperdiça em uma aventura infame e com o final mais bobalhão, como os de um filme americano bem bunda.
A história O Calor da Lua também é muito legal… mas peca pelo roteiro mal agembrado. Bom mesmo é o Botequim dos Bacanas. Muito engraçado vermos entidades cósmicas bebendo em um pé sujo bem carioca!!!
Bem, as histórias são boas costuradas por um péssimo roteiro e os desenhos são maravilhosos, mas destruídos pela péssima impressão. Mas ainda é bem curiosa.

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