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Rodada de resenhas do FIQ 2018 – Parte 3

Normalmente, quando eu vou para eventos, acabo voltando com uma porrada de hqs que eu não consigo ler. Desta vez, no entanto, graças a uma combinação de eu ter ficado de cama + fiquei sem energia elétrica por quase dois dias, consegui dar cabo da maior parte das leituras não só do FIQ como da CCFloripa. Esta é a última parte da lista de hqs que eu consegui ler, confere aí:

Papai Supimpa #2
Felipe Gomes
Para quem não conhece, as tiras do Papai Supimpa, de Felipe Gomes (onde eu já ouvi esse nome…) mostram as crônicas do dia a dia de um pai (e também de uma mãe) criando sua filha pequena. As histórias, claramente inspiradas pela vida real, são tão boas que é possível se identificar com elas sem nem mesmo ter filhos (como é o meu caso). Sem sacanagem, acho que Papai Supimpa tá entre as tiras mais genuinamente divertidas que surgiram nos últimos anos no Brasil. E olha que eu sou chato pra caralho com humor.

 

Cia Trampos & Barrancos – O lado B da batalha diária
Ivo Esteves
Com uma arte que lembra Robert Crumb, Ivo Esteves desenvolve tiras sobre o cotidiano com personagens diversos que fazem parte de um mesmo mundo ficcional – que é, na verdade, o mundo real. Entre a vida no escritório e as dificuldades do dia a dia, as tiras trazem críticas ao cotidiano de forma leve e descontraída. Tem uma vibe bastante independente e me lembrou as hqs humorísticas alternativas dos anos 80.

 

Sombrinhaz – Volume 1
Rafael Cavalcanti
Esta hq acompanha um personagem chamado “Sombrinhaz”, que acorda para o mundo tendo que lidar com personagens que são personificações de diversas emoções e sentimentos humanos. A hq serve como uma alegoria do ser humano aprendendo a viver no mundo e a conviver com os mais diversos sentimentos. Infelizmente, essa hq é apenas o volume 1 e a história parece curta demais (ela teria se beneficiado muito de algumas páginas a mais). Ainda assim, é uma leitura bastante agradável para todas as idades.

 

Semilunar
Camilo Solano
Essa hq conta a história de uma menina gaga que quer ser violonista. Com essa premissa simples, Solano consegue criar uma história sensível, crua e realista (até demais) sobre ser no mundo. A arte bastante estilizada do autor é bastante expressiva, o que acentua ainda mais o caráter emocional da história. Uma narrativa existencialista à moda de Sartre, relativamente pessimista, mas com uma qualidade bastante brasileira.

 

Dossiê de Guerra: Genocídio Armênio
Julius CKvalheiro
Quem conhece os outros trabalhos do autor (Guerra: 1939-1945 e Guerra: 1914-1918), já sabe o que esperar desse álbum que é uma produção menor, mas nem por isso com menos qualidade. Essa hq é, na verdade, uma espécie de reedição de uma história contida em Guerra: 1914-1918, que explora o genocídio de milhões de armênios pelo governo otomano durante a primeira guerra na tentativa de fazer uma limpeza étnica no país. Em uma obra que mistura relato jornalístico e narrativa em primeira pessoa, Julius consegue trazer tanto a informação quanto a emoção relacionada ao ocorrido.

E era isso! Próximo evento tem mais! (ou não, muito pelo contrário – mas provavelmente não)

Sobre Algures

Oi, meu nome é Algures e eu tenho 36 anos (teria se estivesse vivo). Compartilhe esse post com 20 pessoas e minha alma estará sendo salva por você e pelos outros 20 que receberão. Caso não repasse essa postagem, vou visitar-lhe hoje à noite. Dia 15 de Julho, José resolveu rir desse post, uma noite depois ele sumiu sem deixar vestígios. O mesmo aconteceu com Maria dia 18 de Outubro. Não quebre essa corrente, por favor, a não ser que queira sentir a minha presença (atrás de você).

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