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Veja o que o criador da Arlequina disse sobre a versão cinematográfica da personagem

arlequina

Talvez alguns de vocês, leitores mais jovens, não saibam, mas a Arlequina não vem dos quadrinhos. Ela foi criada originalmente na séria animada do Batman (a primeira da série de animações da DC dentro de um mesmo universo que levou ao desenho animado da Liga da Justiça), por Paul Dini e Bruce Timm, há creio que 23 anos atrás. De lá para cá, ela foi parar nos quadrinhos (junto com outra personagem vinda dos desenhos, Renee Montoya), e se tornou extremamente popular, aparecendo em quase toda adaptação do Batman pra outra mídia (e, a cada adaptação, com um visual diferente).

Enfim, muito se falou sobre a transposição da Arlequina para live action, em particular com a versão que será vista em Esquadrão Suicida e do qual já tivemos acesso a várias imagens. E o que Paul Dini, o criador da personagem, tem a dizer sobre as mudanças de visual?

Bão, falando ao Batman Podcast, ele disse o seguinte:

Eu sei que pode ser chocante para várias das pessoas que amam o uniforme clássico do Bruce Timm, eu mesmo adoro também. Mas nesse mundo [do filme do Esquadrão], não veria isso acontecendo. É um mundo mais cru, mais um visual de rua. Acho que [o visual do filme] funciona legal.

Além disso, ele também falou bem da Margot Robbie (e quem não fala?) e do Coringa do Jared Leto, que ele descreveu como um “roqueiro decadente”, incluindo que parece haver um pouco de Sid e Nancy (o casal Sid Vicious, do Sext Pistols, e Nancy Spungen – tem um filme bem legal sobre esse relacionamento, com o Gary Oldman fazendo Sid Vicious) no visual do casal (e no relacionamento deles, talvez?) que, para o filme, ele acredita que funcionará bem.

Eu sei que é inevitável ter alguma opinião sobre o visual dos filmes de super-herói, mas eu tento sempre lembrar que visual é o menor dos nossos problemas. Há diversos casos em que os nerds em geral odiaram o visual de um herói ou vilão, mas adoraram o filme (como o primeiro X-men, ou o Duende Verde do Homem Aranha do Raimi); ao mesmo tempo, vivemos por muito tempo uma fase de filmes horríveis de super-herói que tinham uniformes muito fiéis aos dos quadrinhos (e que provaram que é MELHOR adaptar). Realmente não entendo essa preocupação exagerada com o visual, vinda dos fãs e dos “jornalistas de quadrinhos”. É como se os nerds pensassem que quadrinhos se resumem principalmente a isso – e assim ajudam a engrossar o coro dos que pensam que HQs são inerentemente superficiais.

Eu sei, eu sei, no caso específico da Arlequina existe um complicador, que é o debate sobre a representação do gênero. Mas esse é um outro assunto, me refiro especificamente a esse desespero em querer saber o que o autor original pensa da mudança, como que esperando que ele reforce o que pensamos a respeito da mudança (para o bem ou para o mal). E isso é um caso geral a toda adaptação de super-herói para outra mídia.

Resumindo, numa boa, foda-se como os personagens vão aparecer visualmente. Quero ver é se o filme vai ser bom, e principalmente se não vai ser um filme do Batman disfarçado de filme do Esquadrão Suicida.

Sobre Algures

Oi, meu nome é Algures e eu tenho 36 anos (teria se estivesse vivo). Compartilhe esse post com 20 pessoas e minha alma estará sendo salva por você e pelos outros 20 que receberão. Caso não repasse essa postagem, vou visitar-lhe hoje à noite. Dia 15 de Julho, José resolveu rir desse post, uma noite depois ele sumiu sem deixar vestígios. O mesmo aconteceu com Maria dia 18 de Outubro. Não quebre essa corrente, por favor, a não ser que queira sentir a minha presença (atrás de você).

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