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A Gente Jogamos: Hollow Knight

Recentemente eu dei uma lida nas minhas resenhas de jogos aqui no site para poder melhorar minha escrita (hehehe ok), e percebi que eu praticamente só dou notas altas para joguinhos, o que meio que favorece a minha fama de “Fã Número 1 de tudo”.

Bem, pensei. Vou escrever uma crítica de Mass Effect Andromeda então.

Quinze páginas depois, vi que, bem, eu tinha meio que chutado o limite porque Mass Effect Andromeda realmente irrita cada cerne do meu ser. Porra meus caralhos, dez anos depois do lançamento e continuam com bugs que quebram o jogo? E essa merda de filosofia de quantidade é melhor que qualidade? Gastei duas semanas das minhas férias e não encontrei três missões legais, porra, quero dizer…

CAHAM.

Enfim, a partir daí percebi que não tem como ficar escrevendo de coisas que não gostei, então vou falar de coisas que gostei. Tipo Hollow Knight.

Porque Hollow Knight é bom pra caralho.

Hollow Knight é um metroidvania 2D, ou sejE, um jogo de plataforma com ênfase em exploração e aquisição de novas habilidades para alcançar novas partes do cenário. No jogo você é apenas o Cavaleiro, um insetinho sem história que acaba parando no mundo de Hallownest, onde tudo está indo pro caralho. Sua jornada solitária pelos diversos cenários do jogo tem como objetivo… bem, não sei seu objetivo. Só segue a onda.

Agora, você viu o trailer? Viu a parte que falam de gameplay fluído e coisa e tal? Então, eu preciso falar sobre isso porque é o motivo de ter escrito meu review. Ao iniciar o jogo, tudo que você tem é uma espada e o seu pulo, e parece que não há necessidade de mais nada. Os controles respondem a exatamente o que você quer fazer, manipulando as nuances da aceleração do pulo e explorando o pequeno afastar que os golpes de sua espada dão.

Com o tempo outras habilidades são introduzidas, como o dash e o pulo duplo, e tudo vai encaixando em uma teia responsiva e complexa. No fim do jogo você está desviando de ataques complexos por reflexo, porque os controles são naturais e confiáveis. Toda a base de Hollow Knight está em sua jogabilidade, e ela foi polida e trabalhada para ser entregue de forma gostosa e instintiva.

Além dos controles, há mais complexidade no fundo de Hollow Knight. Além de sua vida, você possui uma reserva de almas, que é recarregada cada vez que acerta um golpe em um inimigo. Essa reserva comporta até três ações, que se dividem entre se curar e soltar uma magia. Magias são golpes mais fortes que seus ataques normais, e o ato de curar necessita de uns instantes carregando para poder ser usado. É uma escolha simples entre se curar ou atacar, mas que são essenciais para poder sobreviver ao jogo. Além disso, existem os Charms, que te fornecem habilidades extras como um dash para baixo, insetinhos que buscam o dinheiro que você deixa para trás ou um golpe que é ativado cada vez que você é atacado.

Ele também pega aspectos de jogos da série Souls (embora não seja um Dark Souls 2D caralho), como ter que voltar para a área em que morreu para recuperar seus recursos (ficando mais fraco após morrer), não há pausa quando você vê seu mapa (mas existe um botão de pausa) e uma história contada principalmente através do ambiente e itens.

Contudo, Hollow Knight consegue se destacar sem necessitar de comparações, e grande parte disso se deve à sua ambientação. Há um charme no contraste entre os personagens simples e fofinhos contra o ambiente pesado e abandonado. Cada área é bastante diferente das outras, mas é na exploração que acho que estão os maiores erros de Hollow Knight. Você possui pontos para salvar no mapa, mas eles são dispersos, assim como as áreas em que você pode usar os meios de transporte do jogo. Isso torna o backtracking lento, precisando de inúmeras visitas ao mapa para saber se não está se perdendo. Você pode até lembrar que naquele canto do mapa tinha uma poça que agora é possível atravessar, mas o esforço em ir até o ponto de transporte mais próximo (lembrando que existem duas linhas diferentes de transporte no jogo) e dele para o cantinho mencionado acima várias vezes é desmotivante.

Contudo, a exploração de Hollow Knight consegue te entreter mesmo se você estiver apenas seguindo para o próximo objetivo, com áreas secretas, subquests, colecionáveis, upgrades e chefes secretos. É um jogo grande da porra, do tipo que dá pena por não conseguir oferecer mais tempo.

Por fim, Hollow Knight é um jogo aparentemente simples, mas que fornece uma complexidade instintiva em suas mecâncias e que acerta a maior parte das coisas que devia acertar. Jogue e seja feliz.

Nota: 9/10

P.S: Obedeça o jogo e jogue com controle. Não existe outra opção.

Sobre Lojinha

Apenas um evangelizador de One Punch-Man, Gintama, Undertale, Community e Cave Story.

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