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Eu tenhoo/Você não te-em!… Ou o lance da publicidade infantil e todo o mimimi e zumzumzum gerado por ela

Alô mamãe! Bati o recorde de título mais maior de grande de todos, todos, todos os posts do MdM? Porque pode ser que eu bata o recorde de page downs nesse post!

Então, mulambada! Acho que todo mundo mais ou menos antenado na contemporaneidade internética deve estar sabendo do rebuliço que causou, na semana passada, a resolução do CONANDA publicada em março deste ano e válida desde então (sabe-se lá porque esse delay todo, mas enfim… será que tem a ver com o período eleitoral???). Se não sabe, a resolução é esta aqui, a 163, e tem por objetivo coibir a publicidade voltada para crianças. E aí começaram a pipocar (agora, com o delay) textos inflamados, apocalípticos, temerosos, assombrados sobre, por exemplo, como esta resolução vai acabar com a indústria dos quadrinhos, brinquedos e brindes no Brasil(!) ou este outro, que mistura na farra o PL 5921/2001 (que tá parada, aguardando parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania desde setembro de 2013, mas a matéria diz que foi aprovada há “três meses”), e fala que a lei vai acabar com a programação infantil no país, que a Globo não passa mais Tv Globinho nem Caça Talentos por causa dela e mimimi bóbóbó.

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Mas sem entrar no campo se o Estado deve ou não, através de um órgão técnico-normativo, proibir a publicidade, ou se a resolução é correta ou não, vamos primeiro à própria, à letra dura da lei, como dizem os adEvogados (é sério: vai ser muito inteligente se você clicar aqui e ler a parada por inteiro você mesmo):

Art. 2º Considera-se abusiva, em razão da política nacional de atendimento da criança e do adolescente, a prática do direcionamento de publicidade e de comunicação mercadológica à criança, com a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço e utilizando-se, dentre outros, dos seguintes aspectos:
I – linguagem infantil, efeitos especiais e excesso de cores;
II – trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança;
III – representação de criança;
IV – pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil;
V – personagens ou apresentadores infantis;
VI – desenho animado ou de animação;
VII – bonecos ou similares;
VIII – promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil; e
IX – promoção com competições ou jogos com apelo ao público infantil.

(os grifos são meus)

Aí você lê e diz: “Óh meu deus! A programação infantil da Tv vai acabar por falta de anunciantes!” ou “Na minha época tinha publicidade pra criança e eu nunca tive problema, o estado quer ocupar o lugar dos pais” ou ainda “MALDITOS PETRALAS! MALDITA GIUMA! QUER FAZER DO BRASIL UMA HUNGRIA!”

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Esse infográfico saiu da Folha.

Vamos por partes que o bagulho é doido: primeiro, a gente precisa entender o que a resolução diz, né? O objetivo dela é definir o que é publicidade ou comunicação mercadológica abusiva direcionada à criança. Por quê? Porque o Código de Defesa do Consumidor proíbe a prática de propaganda abusiva. Então o objetivo da resolução é municiar o o Código de Defesa do Consumidor. Simples a intenção? Simples.

“Tá, e aí, Porco. Resume pra mim que tem muita letrinha: o que eles consideraram publicidade abusiva dirigida à criança?” Basicamente… Tudo. Qualquer publicidade ou comunicação mercadológica dirigida às crianças (serezinhos humanos de idade entre zero e doze anos) é considerada abusiva, até porque os qualificadores dos incisos são bem difíceis de serem contornados. Se você quiser fazer propaganda voltada para crianças. É preciso?

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Qual a necessidade disso, seu Maurício?
 

No meu cérebro cartesiano equipado com transistores, não. O público infantil é um público consumidor inegável, mas é ele quem toma as decisões de consumo? Não. Ele deveria tomar decisões de consumo? Não mesmo. Ele deveria influenciar decisões de consumo? Muito menos! Dessa forma, a publicidade, o reclame comercial deve MESMO se dirigir a ele? Eu também acho que não. Mas isso leva a outra questão: no meu tempo, provavelmente no seu também, quando éramos crianças, tinha publicidade infantil e nenhum de nós virou consumista desenfreado… Ou virou? Alguns provavelmente sim, há o entendimento que aponta que pais que não tiveram educação financeira na infância (quem da geração que tem 30, 35 anos hoje teve quando era criança?) não conseguem passar o mesmo para os filhos.

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Além disso, há que se considerar as mudanças que a sociedade brasileira passou de lá pra cá: quando eu era moleque, poucas crianças não tinham um dos pais ou um avô/avó em casa de modo a acompanhar de perto (e cortar na raiz) os intentos mais consumistas da molecada. Tampouco a publicidade apelava tanto atrelando consumo, auto-estima e formação de identidade (“tenha tal coisa e seja o tal”) como faz hoje. A maioria de nós adultos sabe, ou pelo menos deveria saber, que não é por ter o carro X que você vai ser o bom de sela, o rei do camarote. Mas para a criança… O tênis do Ben 10 de R$350,00 pode sim ser a diferença entre se sentir ou não O CARA LEGAL da turminha. O apelo imperativo da publicidade (“Tenha para ser!”) teoricamente não nos pega, mas tem efeitos realmente nocivos nas crianças. Pra quem não lembra, esse tipo de coisa era tão incomum antigamente que, quando rolou a propaganda da tesourinha do Mickey… rapaz, foi uma polêmica danada!

“Mas aí, o profeta do apocalipse lá do Yahoo disse que a programação infantil na Tv acabou por falta de anunciantes, Porco! Explica essa!”

Será mesmo? Este texto da Folhinha de agosto do ano passado (e, portanto, antes da resolução do CONANDA) já apontava a redução drástica da programação infantil na Tv aberta pelo motivo de… não ter audiência! No caso da Tv aberta, mais alguns anos e a programação infantil sumiria de vez – com a audiência caindo cada vez mais, e outros canais ganhando no IBOPE com outros programas, a lógica é que outro tipo de produto entre na grade: dá-lhe o Desencontro da Fátima Bernardes! No caso da TV Paga, o lance é ainda mais bizarro: quando eu tinha sei lá, uns 14, 15 anos, lembro com clareza que o Cartoon Network NÃO TINHA reclames comerciais: os intervalos falavam unicamente da programação do próprio canal. O que mudou de lá pra cá? O negócio ficou insustentável e por isso teve de apelar para a publicidade ou… a publicidade tornou o negócio mais lucrativo?

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Neste momento, eu acho a resolução algo importante. Justamente por ter trabalhado em clínicas sociais com crianças, eu sei o efeito perverso que a cultura do “tenha para ser” ou “você é o que você tem” gera nelas, PRINCIPALMENTE nas mais pobres, onde o tão maravilhoso tênis-do-Ben10-de-R$350,00-que-vai-te-fazer-o-cara-legal consumiria uma porção considerável do orçamento familiar. Será preciso muito trabalho, do tipo que as firmas de publicidade não fornecem ou subsidiam, para que ele entenda que não há relação causal entre o tênis e a felicidade. Muito trabalho mesmo.

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A resolução tem problemas? Sim, tem. Por exemplo, o parágrafo primeiro do artigo 2º:

§ 1º O disposto no caput se aplica à publicidade e à comunicação mercadológica realizada, dentre outros meios e lugares, em eventos, espaços públicos, páginas de internet, canais televisivos, em qualquer horário, por meio de qualquer suporte ou mídia, seja de produtos ou serviços relacionados à infância ou relacionados ao público adolescente e adulto.

“Pôneis malditos” é uma propaganda dirigida ao público adulto (e isso é definido pelo produto veiculado, uma picape) mas dotada de linguagem infantil. Provavelmente, à luz da resolução, esse tipo de publicidade acabaria gerando movimentações judiciais excessivas e desnecessárias, né? Porque o parágrafo primeiro veta também produtos ou serviços relacionados ao público adolescente e adulto… Este parágrafo, em específico, precisa de revisão a fim de ficar mais claro.

Cabe lembrar da tartaruguinha, dos tatuís e dos caranguejos de uns anos atrás. Em 2001 e 2002, pra ser preciso, algumas propagandas da cerveja Brahma, estreladas por uma tartaruga e por um casal de caranguejos geraram polêmica e, salvo engano, foram proibidas por terem forte apelo junto ao público infantil. Acabou numa proibição a esse tipo de comercial envolvendo cerveja. O que mais a indústria cervejeira fez? Acrescentou, ao final dos seus comerciais, uma alerta “Produto destinado a adultos”. Mesmo proibidos de usar bichinhos animados engraçadinhos, o alerta no final trata de garantir que aquele anúncio (e respectivamente, o produto) não se dirige a crianças ou adolescentes. No caso do CONANDA, como a resolução posiciona-se pelo veto de propagandas DIRIGIDAS às crianças, basta que elas (as propagandas) passem a ser dirigidas aos adultos: “Leve a sua filhinha para ver o novo filme do Ben 10, ela vai adorar! Em exibição nos melhores cinemas” ou “Com Pumpers Turma da Mônica, o seu filho fica sequinho a noite toda!” Pronto, mudou o direcionamento da publicidade. Pronto, deixou de ser alvo da resolução – mesmo com a Turma da Mônica ou o Ben10 no meio…

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Assim, textos apocalípticos e desintegrados como o do Gian Danton que eu referenciei acima que, profeta do Ragnarok, antecipa o fim das capas de gibis e da própria indústria de quadrinhos no Brasil, inclusive os materiais adultos, são profundamente exagerados. Afinal de contas, a resolução não trata de produtos ligados ao público infantil (como os quadrinhos e suas capas, por exemplo). Eles continuam existindo, só não podem ser propagandeados diretamente para as crianças. Dizer qualquer coisa fora disso é fazer alarme pelo alarme. Afinal de contas, a resolução já tem três meses em vigor, e as capas dos gibis e as estatuetas da Eaglemoss continuam nas bancas. Se eu não conhecesse o Gian, roteirista de quadrinhos e professor, diria que ele agiu de má fé com esse texto absurdo e exagerado. Mas acho que se trata mesmo de um mal entendimento do dispositivo e só. Afinal, quem em sã consciência defenderia o fomento do consumo através da manipulação da ingenuidade das crianças? (sim, agora EU fui propositalmente maldoso)

Enfim, o assunto é sério e o texto já ficou grande também, mas ainda vai ter desdobramentos, com certeza. Mas pra isso, a discussão precisa ser feita com um pouco mais de honestidade do que vem sendo tocada. Nesse meio tempo, posicionamentos podem mudar (o meu incluso, claro), mas, pra arrebatar com uma referência nerd, o que eu tenho a dizer é que a resolução do CONANDA não é o que nós gostaríamos que fosse, mas é o que nós precisamos que seja neste momento. Com o tempo, se discute e tudo se ajeita.

Porque, no fim das contas, a grande questão é: nós somos mesmo a favor da não regulamentação de publicidade dirigida às crianças? De verdade, Maurício?

Para ler mais sobre o assunto:

– Texto do Alana com um FAQ sobre a resolução, o CONANDA e sua validade.

– Também tem este texto aqui da Cida de Oliveira, sobre a relação entre publicidade e obesidade infantil.

– Associação Brasileira de Agência de Publicidade (ABAP) discute a necessidade de regulamentação da publicidade infantil.

– E pra fechar, a monografia de Danielle Vieira da Silva, da UFPB, sobre a relação publicidade infantil e regulamentação também merece ser lida (é uma monografia, logo, é longa. Se não rolar de ler tudo, pelo menos leia a conclusão onde ela aponta que a publicidade vinha ignorando acordos anteriores de regulamentação).

Sobre Poderoso Porco

O mar não tem cabelos. Eu também não.

Além disso, verifique

Por que o universo DC nos cinemas falhou

Eu sei que todo mundo só quer falar de eleições, mas aproveitando o sai-não-sai do …

596 comentários

  1. Copiado do Sidequest

    que por sua vez copiou do Hell https://www.facebook.com/ivo.kleber.1/posts/10203106717523838 mas pelo menos deu crédito!

  2. POST MUITO LONGO! CRIANÇA NÃO PODE VER ISSO AÍ NÃO!

  3. Porco, como sempre transformaram isso em “Culpa do Guverno que quer dar um Golpe Cuminista” Foloda-se o pacote de maçã da turma da monica!( que custa 6 reaus) Em vários países já existe legislação semelhante. Muita macacada mal intencionada do mundo do quadrinho nacional endossou a acusação estapafúrdia de que a lei proibiria capas de revistas. Algo semelhante aconteceu com a aprovação do marco da internet que também foi alvo das capivaras humanas neoconservadorinhas.

  4. Caralho, senti saudades dos posts do Corto… PQP, o Porco é mais prolixo que o Corto!!

  5. Detestei. Quem deve decidir o que o pirralho vai assistir, ganhar de presente e afins são os pais. A celeuma consumista de “papai/mamae eu quero, eu quero” é culpa dos pais, que não o educam direito, ponto final. Alias, essa mania do estado se meter na educação dos pirralhos deveria ser mais discutida. do jeito que está hoje, sem vc mando o mulequi pro quarto é capaz de ir preso.

  6. Não ficou maior do que os posts do Inominável sobre Tocumsaco ou os lendários 40,5 motivos.

  7. Ficou muito legal e coeso, Porco. A maioria dos textos que vi sobre o assunto tratavam de demonizar o governo, que isso não se faz, que ia ser o fim disso, daquilo, etc.

    Me admira a galera falar que ia ser o fim dos gibis…

    NUNCA vi propaganda de gibis na TV. NUNCA. Nem Panini, mangás, Mônica, Super-Heroi, nunca vi. E o público consumidor brasileiro de boa parte dos citados acima(salvo Mônica, ou DIsney) é comprado pelos PAIS das crianças, tios, e primos, irmãos mais velhos.

    • Duo O Piloto de No-Break

      o disney XISDE! ta colocando “Fim do Informe publicitario” no fim de cada propaganda

      • Acho que soltaram por acidente alguma vinheta do feed argentino (onde, por causa da Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual – a.k.a. “Lei da Mídia”, a.k.a. “Ley de Medios” – de lá, todos os canais são obrigados a exibirem vinhetas marcando o início e o fim de cada bloco publicitário, parecido com o que acontece em alguns países europeus, apesar dos argentinos ainda não terem aprendido a fazerem vinhetas do tipo com os europeus).

    • Na época (hoje distante) da Editora Abril/Abril Jovem fizeram comercial para TV da “Queda do Morcego”, “Superman – A Revanche” e a mini série em três edições dos “X-Men” pelo Chris Claremont e Jim Lee. Foram exibidos no intervalo da Tv Colosso (antes do desenho “clássico” dos mutantes) ou nos intervalos dos Cavaleiros do Zodíaco na Manchete.Tanto, que na época o Vídeo Show e Fantástico fizeram matérias sobre a Queda do Morcego e a Morte e o Retorno do Superman, há quem diga que a Editora Globo queria na verdade tomar o direito de publicação da Abril.

  8. Gordura Deutschland Champion

    O texto não ficou enorme , é facil de ler e entender , assim que faz !
    enfim eu discordo dessa resolução por uma coisa : o governo ta querendo dizer o que o povo deve ou não fazer , ou o que ver ou o que é proibido , mesmo não sendo tão proibido quanto em outros paises , ainda sim é preocupante tanta coisa realmente necessaria e eles ficam de mimi nessas coisas , daqui a tempo vão querer mexer mais nisso , dai o comunismo de fidel vem aqui de vez !

    • Apoiado, Kamarada!

      • Gordura Deutschland Champion

        Porra , só lembrar que por causa deles os animes ficaram tudo cortados e jogos de videogames são vistos como jogos de azar ! e ironicamente tem quina e megasena …

        • timemania…porra cortaram o gotenks mostrando o dedo do meio…..FALSOS POETAS

        • Animes cortados. Aí tem dois pontos. O primeiro é que muitos animes, quando adquiridos de alguma licenciadora dos states, por exemplo, já vem censurado por si só. Outra coisa é a tesourada para exibição de animes violentos em horários impróprios. Nesse caso, a culpa é da EMISSORA mesmo, que comprou um produto e achou que “Ah, é desenho. É pá criança sá porra.”

          • Duo O Piloto de No-Break

            animes no US ao poucos tão perdendo essa censura escrota, boa parte por que não tem mais 4 kids

          • 4kids é uma praga medieval.

          • Anime não é pra criança é pra adulto punheteiro!!!!! Parem de cortar!!! Abaixo os puritanos!!!

          • Duo O Piloto de No-Break

            no japão, os muleques veem esses animes de punheteiro

            US ta nesse mesmo caminho

          • Gordura Deutschland Champion

            Verdade , realmente é um ponto importante , mas uma coisa é certa : a infância de hoje não é a mesma de vinte ou dez anos atras , a maioria hoje só quer PC , videogame ou tablet , ate hoje lembro quando vi no bom dia e compania quando o moleque ganhou uma bicicleta e começou a chorar dizendo NÃAAAAAOOOOOO !!!

          • Assim como a nossa infância não era a mesma de anos antes. Cada geração tem o seu negócio. Não concordo muito com esse “saudosismo de tudo era melhor” que toma conta das coisas. Pra nós isso era bom, era legal, era o melhor. Não necessariamente tem que ser a mesma coisa pra geração atual. É outra geração. Tem seus próprios percalços.

          • Gordura Deutschland Champion

            Só me preocupa essa tomada de tv aberta pra só programa adulto , mais pelo fato que muitos programas mostram coisas indevidas como o SBT jornal que fala de violencia , até hoje lembro que tava vendo desenho e antes de passar outro veio comercial do programa falando de todo tipo de violencia , expondo as crianças aquilo … porra ! tem que ver que elas tão vendo tv !

          • Sim, mas aí não é culpa dos pais também? Não entra nesse mérito? Porque na TV aberta não tem quase mais canais com programação infantil. Tem o SBT de manhã, Cultura, Futura…, e só.

          • e lembrando que foi o tempo que a cultura tinha coisas realmente fodas, na programação.

          • Gordura Deutschland Champion

            Sim acho que tem sim , mas é falta de noção somente botar comercial no horario errado , enfim concordo que o melhor é mesmo migrar pra tv cultura

          • Pô, Gordura, mas não era você quem dizia que a regulação deveria ser interna (por decisão dos pais)? Aí um caso em que não dá pra ter controle, que ele precisa ser normatizado!

          • Gordura Deutschland Champion

            Sim acho que tem que ser dos pais , só nesse caso especifico do SBT passar comercial de SBT Rio com noticias horrendas durante o bom dia e compania é que acaba sendo sacanagem , as vezes não da pra mudar de canal só pra evitar comercial que surge do nada , é isso que quis dizer

          • Duo O Piloto de No-Break

            eu fui criado com PC e com os poucos brinquedos que eu tinha, outra que era imaginativo pra caralho ao ponto de fazer ate os meus com lego e com o material que tinha em casa

          • Gordura Deutschland Champion

            Meu foi por ai , com videogames e playmobil e legos

          • Aquaman, seus esforços de contextualização correta vão lhe render uma posição de destaque no futuro regime comunista brasileiro.
            Congratulações nobre conrado!

          • º/

            “I Just want to say one thing to my Wife….

            YO, ADRIAN! I DID IT!”

          • Tam-tam-tam! Tam-tam-taaam!
            Tam-tam-tam! Tam-tam-taaam!

    • Tranquilo meu caro rapaz, sua mãe deve estar acostumada a ser vir a dita dura.

    • Isso não tem a ver com comunismo… todo tipo de governo tem a tendencia de te policiar em excesso.

    • Sir Jones Kast, Ph.D.

      Não ficou enorme? Que gulosa.

  9. Porra Corto!, vc voltou?…..bom post podegoso.

  10. O politicamente correto vai dominar TUDO, TUDO TUDO, e quando tiver terminado todas as crianças vão ficar igual naquele clipe do The Wall, ou igual os leitores do Jovem Nerd.

  11. Pivetada retardada que quer comprar as paradas pra ostentar desde o berço.
    Abaixo a propaganda pras ~quiança e apoio a volta da boa e velha cinta!

  12. Arquétipos junguianos na publicidade infantil: um diálogo com a psicologia cortista, Por Prof. Dr. Lucas Ed Guimarães.

  13. Duo O Piloto de No-Break

    So digo uma coisa

    Lei criada pros pais babacas que não sabem criar os filhos e dizer um Não bem grande, e se teimar um pimpslap bem dado pra ele tomar vergonha e ver que não

    e voce ve isso muito bem naqueles reality show americanos de adolescentes escrotos Filhinhos de papai que fazem o maior barraco quando tão tem o que querem

  14. “vai acabar com a indústria de gibi… mimimi bobobó” a indústria de HQ pra crianças ou adultinhos no Brasil NUNCA TEVE ESPAÇO DE PROPAGANDA NA MÍDIA ALÉM DA MÔNICA!!!

  15. Cara na internet tem uma fonte infinita de pornografia e violência sem nenhuma supervisão do papai e da mamãe e eles acham que propaganda infantil e HQs que vão desvirtuar nossos pequerruchos?

  16. ARIADNE TEM UM PINTO SUA MULHER NÃO TEM, ARIADNE TEM UM PINTO SUA MULHER NÃO TEM

    • Sir Jones Kast, Ph.D.

      Isso não prova nada, só prova que o Coringa é um filhodaputa! Isso não prova nada, só prova que o Coringa é um filhodaputa!

  17. Change MUITO Superior

    Prometo que vou ler, porquinho. But not today!

  18. O texto tá grande, li tudo, poderia rebater tudo mas por enquanto vou só discordar de você… o fato é que o governo brasileiro como um todo, prefere lidar com problemas passando ele pros outros do que resolvendo ele próprio. E isso não tem a ver com partido X Y ou Z. pra mim, todos os partidos roubam igual e fazem as mesmas merdas. a unica diferença, que me faz odiar mais o pt, é o fato de que eles além de roubar também são mais ditatoriais velados, sempre tentando criar alguma regra que aos poucos vá proibindo a liberdade de expressão..

    Enfim, voltando ao assunto, a questão é que hoje em dia os pais tem medo de dizer não. o mc lanche feliz por exemplo, eu NUNCA vi uma propaganda abusiva, do tipo “você tem que comer e ganhar o brinquedo pra ser feliz” e foi proibido, por que os pais se sentiam pressionados a comprar. porra, quem tem que falar não é o pai. crianças que crescem sem ouvir “cala a boca, vc não vai ter essa merda” crescem se achando os donos da razão e de tudo. crescem achando que podem qualquer coisa (eles não escutam não mesmo) e vão ficar cada vez mais mimadas e chatas.

    O mercado infantil é grande, hoje em dia as crianças são sim mais inteligentes que antes, seja por maior acesso a informação ou algum outro motivo, e além de tudo, os pais são responsáveis pela educação e não o governo, falando o que o pai deve ou não fazer ou como deve ou não agir e o que a criança pode ou não ver.

    • Resumo do comentário: A culpa é do PT. Pra que leis se todo mundo já é tão consciente e educado em casa?

    • Primeiro, não entendi o fato de “o governo brasileiro como um todo, prefere lidar com problemas passando ele pros outros do que resolvendo ele próprio” com o texto do Porco. O governo – através do CONANDA – está tomando uma ação dentro do que podem fazer para lidar com o que eles vêem um problema, não? Não vejo aí uma forma de terceirização da solução.

      Depois, é sacanagem você jogar pras costas dos pais a responsabilidade de dizer “não” quando você tem uma máquina de propaganda que fica 24 horas por dia bombardeando a cabeça da criança com produtos. Tudo bem que tem uma porrada de pai bunda mole hoje em dia, mas não dá pra desconsiderar que a propaganda afeta criança muito mais que adultos e que as crianças normalmente ainda não tem uma noção razoável da realidade (financeira, etc) que a permita entender por que o pai não vai dar tudo que ela quer.

      Enfim, não tenho opinião sobre essa resolução ainda, não li o suficiente pra saber se é exagerado ou correto, mas acho bom que isso seja discutido.

  19. PoXa, "aGoRa SiM" Xuxu

    Porra, Xuxu! Não li, mas já digo duas coisas: 1) A responsabilidade é dos pais. 2) As crianças agora vão assistir outras propagandas.



  20. Bati o recorde de título mais maior de grande de todos, todos, todos os posts do MdM? Porque pode ser que eu bata o recorde de page downs nesse post!

    Nunca vai bater o recorde do Top Tununsako do Corto nem o post do Algures, o fim do MDM.

  21. Resumindo: o Poderoso Porco é um esquerdista que acha legal o Estado educar seus filhos. SOMEBODY LOVE.

  22. Valeu Porco. Um texto lúcido e que talvez vá contra a opinião do seu chégas Sidão Gusman…
    Concordo quanto aos exageros que você citou, mas não posso deixar de ficar com o pé atrás com as mudanças que estão acontecendo.
    Meus filhos vão ler gibis, felizmente, vão ver animações também. Sem tv e sem banca como era de se esperar. Esperemos que mude pra melhor.

  23. O PIOR É ESSE MIMIMI DE QUE O “COITADINHO POBRE” NÃO PODE COMPRAR O QUE APARECE NO COMERCIAL. ISSO SEMPRE FOI ASSIM, NÃO? ENTÃO DAQUI IRÃO PROIBIR QUALQUER TIPO DE PROPAGANDA PRA QUALQUER FAIXA ETÁRIA, SENÃO UM POBRE ADULTO VAI SE REVOLTAR POR NÃO PODER COMPRAR O NOVO CARRO DA HYUNDAI QUE MOSTROU NA TV E MIMIMIMIMIMIMIMIMI

    • CÁLLATE, NO DIGAS TONTERÍAS.
      SUERTE

    • Mas em teoria, adultos não são tão propensos a serem manipulados pela mídia.

      • concordo..perai que meu iphone, caiu no meu ipad…que bateu no meu macbook….que tava apoiado…no meu prato de carne fribopi…

      • Hans Tmk - Go Deutschland!

        Nada a ver. A publicidade é feita para gerar uma reação emocional que te leve a consumir determinado produto. Como eu insisto e sempre vou insistir, o que falta para as crianças é família e limites.

        • Ok, então retiro a palavra “adultos” e substituo por “pessoas maduras e conscientes do que é a publicidade”. Realmente, o que afeta crianças pode afetar idiotas!

          • Hans Tmk - Go Deutschland!

            Ok…haha…Mas a verdade é que mesmo quem é maduro e consciente é influenciado. Basta a propaganda tocar em algum ponto de seu interesse. Como eu disse, o que me freia são os limites da realidade da vida. Não tenho grana pra comprar um celular fodástico por exemplo. Então tenho que me virar com o que tenho. Quando minha situação financeira melhorar, compro um novo. É isso que vejo que falta em todas as crianças de hoje: elas não tem nada que as limite. E quando algum pai tenta limitar, elas armam o berreiro e o pai cede (vi uma cena assim no mercado há uns seis meses atras). Se eu fizesse algo assim, apanhava na hora, e ainda ficava de castigo e sem TV. hahah

          • Ok, maior rigor pode ter influenciado uma grande parte para melhor. Mas o problema é que essa prática, interpretada por pais babacas, vira opressão que acaba criando gente reprimida, que desconta na vida adulta as frustrações de quando era criança. Ou seja, mesmo que estatisticamente (eu não sei a porcentagem que deu certo ou não) possa ser vantajoso, vai poder dar merda também!

          • Hans Tmk - Go Deutschland!

            Não tenho esses dados pra falar também. Só posso falar da minha educação e das pessoas das quais presenciei. E te digo que mesmo aquelas que “não deram certo” devido ao rigor, elas ainda tem a noção do que estão fazendo. Não são zumbis influenciados cegamente por propaganda por exemplo. Aliás, rigor talvez não seja a palavra adequada, pois implica justamente o que você disse: babaquice por quem não sabe como educar. Acho que o correto é presença. Pais devem ser presentes na educação dos filhos. Ponto.

          • CARA, MAS SE AS LEIS SE BASEAREM NESSES IDIOTAS SEM MATURIDADE, TEM QUE PROIBIR TUDO NA TV ENTÃO. SE UM BABACA VÊ O JERRY DAR UMA PANCADA NA CABEÇA DO TOM, VAI QUERER FAZER O MESMO EM OUTRA PESSOA. SE ASSISTIR A UM FILME DO RAMBO ENTÃO, IMAGINA O QUE FARÁ…

          • Taí um grande dilema que ninguém ofereceu resposta ainda:

            – Nivelamos as coisas igualitariamente, ignorando as diferenças, correndo o risco de nivelarmos por baixo e prejudicamos a maioria?

            ou

            – Permitimos uma maior individualização, correndo o risco de favorecer minorias?

          • Hans Tmk - Go Deutschland!

            Cara, sua liberdade é seu bem mais precioso. Mais que a vida. Senão não haveriam cadeias e sim apenas pena de morte.

      • AHAM… EM TEORIA, NÉ? SE NÃO FOSSEM PROPENSOS A MANIPULAÇÃO, NÃO ELEGERIAM TANTOS BANDIDOS NAS ELEIÇÕES

        • Pois é, então não seria bom restringirem, além da publicidade para crianças, também a propaganda eleitoral?

          • EU ACHO QUE NÃO CABE A UMA MEIA DÚZIA DE PESSOAS DECIDIR O QUE É BOM OU RUIM PARA O PÚBLICO. CADA UM QUE FAÇA SUA ESCOLHA E PRONTO.

          • E quando um babaca decidir que é bom estuprar seu filho?

          • BOM, ESTAMOS FALANDO DE PROGRAMAÇÃO DE TV, NÃO? E ESTAMOS FALANDO DE ATITUDES QUE SE REFEREM A EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS, CORRETO? COLOCAR LATROCIDAS, ESTUPRADORES OU QUALQUER OUTRO VERME DO TIPO NÃO TEM MUITA LÓGICA. ESSES AÍ FAZEM MERDA COM OU SEM LEI COIBINDO.

          • É, se um maluco resolve fazer isso porque interpretou uma publicidade, poderia fazer isso com um game, um filme ou simplesmente porque foi abusado pelo pai ou coisa parecida. Independente da lei, como você falou, concordo. Mas não tem como negar que é confortável viver numa sociedade que, pelo menos tenta te convencer, que consegue te proteger de coisas assim. Essa regulamentação pode muito bem servir para acalmar os pais que são inseguros para educar os filhos. Pode estar errado, mas pelo dá pra entender porque fazem isso.

  24. JAJAJAJAJAJA

    RIPMDM.

    JAJAJAJAJA.

    SUERTE

  25. Nunca ganhei um nike, papai me deva um kichute. (o tenis e o chute em si)

  26. Baratas também têm orgasmos

    Caralho, Porco. Puta que pariu. Sério. Olha o tamanho dessa merda. Eu sei que leitor é filho da puta, inclusive eu e muitas vezes não lê os posts e só comenta mas olha o tamanho dessa merda. Puta que pariu. Puta que pariu.

  27. carruagem vai seguir viajem..o trem da alegria vai pedir passagem…vai no levar para o mundo de magia…

  28. Hans Tmk - Go Deutschland!

    Olha Porco, eu li tudo isso que escreveu e já tinha outras coisas antes até. O maior problema a meu ver é que como a sociedade tornou a TV como pais substitutos das crianças, esse tipo de regulamentação passa a ser visto como necessário. Eu discordo. Quando eu era criança passei pelas mesmas propagandas e tinha os mesmos sentimentos que uma criança hoje tem ao querer o tênis do Ben10 para ser legal na turma. O tempo passa, mudam os produtos mas a sensação é a mesma. A diferença é que eu tive uma família presente. Sempre entendi que não era possível ter tudo o que queria, porque essas coisas custavam dinheiro, e esse dinheiro vinha do trabalho do meu pai. Hoje o que eu vejo são crianças mandando nos pais. Basta uma andada no shopping, o templo do consumismo, ou mesmo em supermercados pra ver o quanto os pais simplesmente deixaram de educar seus filhos para coisas como “valor do dinheiro e trabalho” que TODOS terão que lidar ao crescer. O único motivo pelo qual ainda não aconteceu por exemplo, proibição de capas de gibis, é porque ainda não surgiu nenhum advogado ou juiz oportunista para se promover em cima disso, mas a brecha na regulamentação permite isso. E todos sabemos que no Brasil o temporário vira permanente. DIzer que hoje precisamos dessas leis mas que no futuro serão revistas é no mínimo ingênuo. Sei que você é psicólogo e provavelmente tem mais conhecimento formal a respeito do que eu tenho. Mas mesmo você deve concordar que a presença da família na educação resolveria isso. Não acho que isso vá mudar da noite para o dia, mas esse tipo de legislação tira totalmente a responsabilidade dos pais.

    • Duo O Piloto de No-Break

      cara, eu aprendi a ler, falar escrever com a televisão

      Malditos muppet babies

      • Hans Tmk - Go Deutschland!

        Ok. Eu também cresci vendo muuuita TV. Mas fui ensinado a ter senso crítico. Brincava na rua, andava de bicicleta, tentava jogar bola fazendo golzinho com tijolo e havainas de luva de goleiro…hahah…
        Enfim, a TV e a publicidade me influenciou como a várias outras pessoas, mas sempre fui ensinado sobre os limites da que era possível.

    • Cara, isso me parece discurso de “no passado era melhor, era do caralho…”, além disso, parte dos pressupostos que os pais “pararam de educar” os filhos porque são “relapsos”.

      Muita coisa mudou na sociedade pra que a rotina/configuração da maior parte das famílias mudasse… Maior participação da mulher no mercado de trabalho (as mães saíram da boca do fogão e foram construir suas carreiras/ajudar no orçamento), os preços cada vez mais babilônicos pra se viver numa situação “confortável” e a própria mudança de mentalidade quanto ao consumo, afinal agora praticamente todo mundo tem acesso ao consumo… Trabalha-se mais de 40 horas semanais pra isso e se ainda assim não der, cartão de crédito pra-quê-te-quero.

      Esse saudosismo, pra mim, é meio anacrônico… Não vou me estender muito, afinal, não vejo sentido em escrever o que ninguém vai ler, mas te garanto não foi por um surto GLOBAL de PREGUICITE AGUDA que todos os pais resolveram simplesmente mandar os seus filhos se foderem e confiar nos Backyardigans ou em Dora a Exploradora para educar seus filhos… Ao meu ver, no geral, os pais NÃO FIZERAM isso e se a forma de ser pai mudou, foi porque o mundo mudou também.

      • Bem colocado (ui). É fácil colocar a culpa em algo, é confortável. Difícil é ver que as coisas são muito mais complexas.

      • Hans Tmk - Go Deutschland!

        Não misture as coisas. Você parece querer implicar que eu disse que a mulher deve ficar em casa para educar os filhos. Não foi o que falei. O acesso ao consumo aumentou para todo mundo e concordo que a rotina de trabalho de homens e mulheres contribuiu muito para delegarem a educação dos filhos para terceiros. Mas convenhamos, se você não tem como educar seu filho, pra que colocar uma criança no mundo? Eu via meu pai praticamente nos finais de semana, por causa do trabalho dele, mas ainda assim ele foi presente na minha educação. Então sim, acho que o mundo criou uma preguicite aguda achando que pode botar criança no mundo e largar para a TV ou o estado cuidarem.

        • “Calma filha da puta, calma”

          Acho que só você entendeu que eu disse que você disse (bela frase) que as mulheres deveriam ficar em casa, mas eu citei a maior presença da mulher no mercado simplesmente porque é uma das mudanças recentes mais gritantes, afinal, até metade do século passado mulher o dia todo em casa era praticamente LEI, hoje em dia é LUXO, mesmo a mulher que não se sente compelida a construir carreia ou não tem nenhum ofício que vá exercer por amor, se vê praticamente obrigada a trabalhar pra ajudar na feira do mês.

          Acho que discordamos de maneira fundamental… Naquele nível que eu acho que o debate fica estéril (mais estéril que o Bátima, que mesmo sendo eunuco, teve filho [na Terra 1 e na Terra 2]), então antes que descambe tudo pra avacalhação ou pra tabacudice, melhor mandar um, “Por hoje é só, pessoal”

          • Hans Tmk - Go Deutschland!

            Agora eu que digo calma…hahah
            Não vou avacalhar o debate não, mas com certeza discordamos sobre isso. Acho que justamente a mudança da relação de trabalho e família deveria levar a uma mudança no perfil de natalidade. Como disseram aí em cima, filhos não são necessidade. Acho que se você quer ter um filho, tem que ter condições de educar. E pra mim a presença dos pais é fundamental na educação, pois escolas só transmitem conhecimento. E muitas vezes, gente com bastante grana, confunde muito isso, achando que basta enfiar a criança em tudo quanto é atividade, de escola a academia e que ela será bem educada.

          • Quem são vocês e onde vocês esconderam os verdadeiros leitores do MDM?

          • ATRAIX DE VOXEEEEEE

          • Agora sim!

          • Sir Jones Kast, Ph.D.

            Bem colocado.

      • EXATAMENTE como eu vejo a coisa.
        No meu tempo era melhor? Sim. Mas todo o contexto do meu tempo era diferente…

    • Baratas também têm orgasmos

      Em muitos países de primeiro mundo, na maioria deles, é passado esse ensinamento. Já sabedoria coletiva que as pessoas que ganham pouco não devem ter filhos. Muitos vão denominar esse modo de pensar como elitista e o caralho mesmo sendo pura e simples racionalidade.

      Se a pessoa não tem dinheiro para dar o básico aos filhos e alguns mimos, tempo para moldar a mente e comportamento do filho e paciência para fazê-lo, essa pessoa não deveria ter filhos.

      Esse tipo de coisa deveria ser evangelizada aos quatro cantos. Não é coincidência que em países de primeiro mundo a incidência de pais ultra jovens e/ou casais pobres tendo filhos.

      • Pode ser racional, mas não deixa de ter sua parcela “elitista”. No modo que vivemos, nem todos serão ricos, nem todos terão grana para mimos, o que por consequência acaba excluindo uma parcela dessa contagem aí.

        • Baratas também têm orgasmos

          Não disse ricos. O custo de vida no nosso país é absurdamente alto. Aliando isso a enorme pobreza(ambos estão interligados) creio que isso seja necessário em ser passado. É polêmico? É. Elitista? Provavelmente.
          Se um casal quer ter realmente filhos, esse casal deveria buscar meios de ter capital para dar uma boa condição de vida aos seus filhos.
          Filhos não são uma necessidade. Ainda mais nos dias de hoje. Eu estou simplificando para não ficar longo mas é basicamente isso.

          • Olha, vou concordar com você, porque cresci com 4 irmãos. E meus pais não tinham grana suficiente, estavam sempre no sufoco, emprestando grana pra comida e coisa assim, mesmo meu pai sendo engenheiro, ENGENHEIRO! Já ouvi justificativa que “Ahh, se Deus queria, era pra ser assim, ter tantos filhos”. Tá certo que podemos nos multiplicar pela ótica religiosa, mas porra, não precisa elevar ao cubo, caralho!

          • Baratas também têm orgasmos

            Minha avó materna teve 12 filhos. Naquele tempo não era tão incomum mas ainda sim era enorme. Meu avô era algo importante na marinha mas por ter tantos filhos, não podia dar boas condições de vida.

            Em 2014, há pessoas tendo tantos filhos assim.

          • Não, eu entendi. Eu também acho que poderia haver uma política, ou algo assim, mais atuante e próxima das famílias, planejamento familiar e tal. Meu problema com relação a isso é exatamente essa “elitização”. Não deixa de ser uma limpeza. Tú é pobre, não pode. Tú é rico, então pode. O que não necessariamente garante uma boa criação, só garante que o cara vai ter uma boa vida, e cheira a uma forma de limpeza social. Por isso não sou muito favorável a uma proibição, mas há um trabalho sério, o que é muito mais difícil.

          • Baratas também têm orgasmos

            Não vou mentir. Se houvesse uma votação para um controle de natalidade, eu votaria sim facilmente. Não é disso que estou falando. Estou falando do próprio estado orientar as pessoas sobre como a falta de um planejamento familiar pode e vai prejudicá-los.

            Aliando isso a medidas visando a diminuir o custo de vida no nosso país. Infelizmente, não há partido político que esteja planejando fazer nem um, nem outro.

          • Aqui o negócio é proibir ou abrir a porteira de vez, e vocês que se folodam-se. Infelizmente.

          • A cultura pop já não passou muitas referências do que pode acontecer com um Estado cada vez mais inchado e presente na intimidade das pessoas?

            Fora que essas questões familiares envolvem muitos valores pessoais, subjetivos.

      • Ihh cara, isso é polêmico, mas é um ponto que racionalmente faz sentido. O problema que esbarra até na religiosidade, do “Multiplicai-vos” e que a vida é sofrida e só no céu tem salvação, coisas bem comuns no nosso país ao menos.

      • Então deixa ver se eu entendi: você é contra a regulamentação da propaganda infantil porque acha que o estado não deve interferir nesse tipo de coisa mas…

        Propõe no lugar um controle de natalidade?
        Sério mesmo?

        • Baratas também têm orgasmos

          De forma institucionalizada como na China? Não. Estado instruindo pessoas a não se reproduzirem caso não tenham financias para tal? Sim.

    • eu sou proprietario de loja de bolsas, mochilas,malas, todo inicio de ano, temos a volta as aulas, eu vendo mochilas de 50 reais, a 250 reais, sendo que a diferença da primeira para a segunda é basicamente o personagem… sempre tenho pena dos pais que trazem os filhos pra escolher as mochilas, pois o pai querendo comprar uma mochila que tem um carro radical estampado de 50 reais, o filho bate o pé que quer uma da hot wells de 150 reais, e o pai sempre sede a pressão do filho.
      quando eu era criança, meu pai chegava em casa e me dava a mochila, isso quando eu ganhava uma mochila

      • Hans Tmk - Go Deutschland!

        Exato! Meu pai até me dava opção de escolha e tentava me agradar na medida do possível. Mas como ele sempre me explicou que tudo custava dinheiro, e esse dinheiro vinha do trabalho dele, não era possível ter tudo que eu queria. Claro que fiquei chateado por não ter certas coisas…mas a gente supera. A vida real é muito mais implacável do que a criança não poder comprar o “tênis do Ben10” por exemplo.

        • hoje tenho filhos, e vejo muitos pais falando a seguinte frase “vou dar para meu fillho tudo aquilo que nao tive quando era criança”
          cara, acho isso um erro, se muitas vezes, foi justamente o fato de não ter tudo que sempre quis, que moldou nosso carater, nossa garra para trabalhar, nossa honestidade, dar tudo que ofilho quer vai gerar um babaca que acha que podet udo

          • Hans Tmk - Go Deutschland!

            Até que enfim alguém entendeu o que estou tentando dizer! Que bom!

          • Em relação ao consumismo desta nova geração de moleques, é isso aí mesmo, concordo com tudo que disseram mas, apesar disso, não darei para vocês.

          • minha mulher gosta de dizer isso, eu que não deixo ela fazer.
            todo ano, fazemos cerca de 5 viagens a negocio, e toda vez ela comprava um brinquedo pra eles, até que eu proibi, ela diz que é baratinho, só 50 reais, eu digo que não é pelo valor, mas pra eles saberem que não podem tudo, hoje em minha casa é asim… presente só no aniversario, natal e dia da criança, tirando isso, só dou gibi pra incentivar e nerdice e a leitura

      • Eu tb não saia com meus pais pra comprar material escolar. Isso só foi acontecer comigo no ensino médio. Mas olha lá! Eu tinha outros momentos de convivência com eles… Esses moleques de hoje, do fim da licença maternidade ao início da vida adulta, só têm contato com os pais quando estes vão fazer as compras necessárias ao ciclo social da vida…

    • Sim, a presença da família na educação evitaria esse tipo de coisa. Eu considerei isso no post, releia aí.
      O problema é que os pais não são mais presentes como eram antigamente. Eu trabalho dez horas por dia, com o tempo de deslocamento, passo doze horas fora de casa. Quando estou em casa, geralmente tô estudando (ou gastando tempo escrevendo posts, mas vá lá). Minha esposa trabalha oito horas por dia e estuda outras quatro.
      Ok, nós dedicamos mais tempo à vida profissional porque não temos filhos (e não temos filhos para nos dedicar à vida profissional, o processo é dialético), mas eu sei que eu e minha esposa NÃO SOMOS exceção – pelo contrário! A maioria dos pais está ausente dos lares por se dedicar a rotinas de trabalho e profissionalização extenuantes, em busca de um ideal de vida que, este sim, mudou radicalmente de vinte anos pra cá. Hoje são pouquíssimas famílias onde um membro (sejam pais, avós ou mesmo tios) podem se dedicar exclusivamente ao cuidado da própria família como era antigamente! 25 anos atrás, os meus pais trabalhavam, mas tínhamos, eu e meus irmãos, avós e tios para tomar conta da gente, pra dizer não, pra dar um puxão de orelha na hora certa. Essa figura não existe mais. Aos seis anos de idade, minhas sobrinhas passam o dia na escola porque a mãe, o pai, os tios e os avós trabalham pelo menos oito horas diárias…
      Hoje o que se percebe é que as relações afetivas passaram a ser intermediadas pelo consumo – “Eu não posso estar com você, filho, mas toma esse ursinho aqui e fique feliz na minha ausência”. Claro, vai dar merda.
      Como eu disse, pra mim a resolução é um remendo. Num buraco incorrigível, se seguirmos no esquema de desenvolvimento (econômico, sempre) que estamos seguindo com o país (vá lá, com o mundo), com o que nós damos importância. Engraçado é que geralmente quem defende a livre regulação do mercado não percebe que é JUSTAMENTE por ser forte e crescente que o mercado exige do estado esse tipo de medida…

      • Hans Tmk - Go Deutschland!

        Sim, eu entendo seu ponto de vista. Inclusive da mudança da estrutura familiar. Mas acho que você não se imagina tendo 4 filhos, certo? Ainda mais sabendo que seria difícil se dedicar a eles com essa rotina de trabalho extenuante. Deveria haver mais incentivo ao planejamento familiar, justamente pela mudança da estrutura de familia. As relações afetivas realmente mudaram e isso é muito foda e triste.

  29. Olha, não vi ninguém comentando sobre isso. Qual a credibilidade daquele gráfico sobre os outros países Porco? Ele me dá a impressão de que em países mais desenvolvidos há restrições em relação à publicidade. Essa resolução à longo prazo não seria positiva? Isso parece ajudar o seu argumento (pelo o que eu entendi) de que é algo que precisamos neste momento.

    • tudo precisa de alguma regulamentação, se não vira um puta puteiro do caralho.

    • Hans Tmk - Go Deutschland!

      A regulamentação brasileira é a mais restritiva entre as demais. Existem regulamentações assim em todo o mundo, a maioria envolvendo questões de saúde, como por exemplo, evitar que crianças consumam determinado produto pelo apelo comercial. Mas é só isso!
      Aliás, o Brasil já vem fazendo essas merdas faz algum tempo, tipo o Marco Civil, que pra mim tá pau a pau com essa legislação sobre publicidade. Mentira…o Marco Civil é infinitamente pior…mas os dois bebem da mesma fonte.

    • Bem, por isso eu citei a fonte dele.
      E segundo ele, sim, em países mais desenvolvidos há restrições à publicidade voltada para as crianças, inclusive casos mais radicais do que o brasileiro, como em Québec, no Canadá.

      • Mas Québec é um mini país dentro do Canadá pelo o que eu sei, me surpreendi por não falarem do resto do país. Sendo o CONAR e a OMS os autores, e publicado pela Folha, parece uma informação confiável.

  30. Corto Hero – Simulador de Posts.

    PageDowns: 19
    Seriedade: 9,5
    Referência ao Batman: x10

    Resultado: 5 Estrelinhas.

  31. Estou percebendo que logo isso aqui vai virar uma discussão sobre o que queríamos na infância e nunca compraram! hauhauhauha

  32. Que preguiça de ler
    Regra 12

  33. Parabéns pelo texto.

  34. Dispois repeti no podcast pois não sei lê.

  35. Na verdade a mídia sempre influenciou muito pouco o comportamento das crianças, oque influência mesmo e a familia e o meio social onde elas crescem, sexo e violência precoce sempre foi coisa “comum” nas favelas do Brasil, enquanto nos codominios fechados até hoje as crianças ainda tem alguma inocência porque crescem quase dentro de uma bolha, a vida e feita de interação entre pessoas não de coisas que você vê na televisão, na internet, video-game, etc.

  36. Eu acho que deveriam proibir o MDM pois um monte de criança entra aqui procurando putaria pelada e encontra coisa pior.

  37. Tirando o bafáfá sobre os limites do estado em sua casa, isso vai dar certo? Não pode haver um efeito contrário?

  38. Alguem lembra daquela propaganda que vinha nas hqs, de um garoto com um cigarrinho de chocolate na mão??? e aquele comercial da xuxa aonde tinha crianças tendo orgasmos tipo o da saly??

  39. Eu sou altamente influenciado pela publicidade. Tanto eh que ja comprei 5 no-breaks Rob Schneider e 5 camisetas do MDM repetidas!

  40. Tá, como os canais infantis vão sobrevier, se até nas tvs pagas são os anúnicos que dão grana?

    • Com comerciais voltado para os pais

      • Mas como seria então o anuncio de um brinquedo?

        • E muitas vezes tem pais na sala enquanto a criança vê TV. A questão é, dá pra fazer comercial de produtos infantis, só se tornou restritivo pra caceta.

        • Transforrmando todos os anúncios de brinquedos em comerciais estilo Fisher-Price (e outros comerciais de brinquedos para bebês).
          Só compara os comerciais de Danoninho de 12 anos atrás (pros fllhos) com os comerciais de hoje (pros pais), que, vamos falar a verdade, ficaram bem sem graça.

    • Cartoon Network XORA.

    • Se tornando canais premium (que nem a HBO). Mas a audiência iria despencar, já que custaria caro para alguém assinar o pacote Cartoon Network+Boomerang+Tooncast (Tooncast que já não tem comerciais, mas isso porque é subsidiado pelo CN), o pacote Nickelodeon+Nick Jr. (Nick Jr. sem comerciais, subsidiada pela Nick) e o pacote Disney Channel+Disney XD+Disney Junior (o Disney Channel começou como um canal premium, mas só explodiu por aqui depois de se tornar um canal básico).

  41. Baratas também têm orgasmos

    O que falar, o que falar. Eu já sabia que seria contra pois temos visões diferentes de mundo. Cabe aos pais. Simples. Desde de cedo os pais devem sentar e explicar tais tipos de coisas para as crianças. Eu não duvido que haja efeitos mentais mas eu duvido muito que sejam consideráveis. Eu aprendi, muitos aprendam. Se o estado ligasse mesmo, visaria tornar tais coisas mais acessíveis aos mais necessitados diminuindo assim os impostos.

    Esse tipo de política se estende a vários parâmetros da nossa sociedade e cada vez mais o Brasil se ancora nesse modo jurássico de se viver.

    • Apesar de discordar de você, tú tocou num ponto muito importante. A acessibilidade desses itens.

      • Mas tornar tudo mais acessível não é o que está fazendo a “consumite” crescer cada vez mais?

        Agora se não dá pra encaixar na grana do mês, se divide no cartão… Diabos… Acho que dá pra dividir brinquedo em 10 vezes agora.

        • Esse é outro ponto, mas o aumento no poder aquisitivo não é exatamente o problema. Como já foi dito, o problema são as pessoas.

          • Hans Tmk - Go Deutschland!

            É o que estou tentando falar. Resumindo: existem pessoas que não deveriam ter filhos. Simples assim. É radical? É. Mas é fato também. Assim como algumas pessoas não deveriam dirigir por exemplo. São um risco para elas e para as pessoas na rua. É a mesma coisa com paternidade…só que o risco só vai aparecer lá no futuro. Outro dia li um texto bem interessante sobre a “depressão da geração atual” que vai bem de encontro a isso. Se eu encontrar o link posto aqui.

          • Concordo, quem não tem a intenção de criar seu filho nas leis de Deus não poderia ter filho.

          • Exato… Já já o argumento vira esse. Parece que todo mundo tá chegando com muitas respostas, sem quase se questionar nada…

            Quem deveria ter filho? Qual é o critério? É dinheiro? É tempo livre? É sexualidade? É religião? Quem matou Odete Roitman? A criancinha que cresce consumista é, necessariamente, mal caráter? Qual a diferença entre o samba e o funk? O garotinho que cresceu sem ter nada apesar de ser bombardeado pela mídia vai, necessariamente, entender a lição e perceber que dinheiro não significa tudo? E se entender essa lição, como vai se sair num mundo cada vez mais capitalista? Jacaré no seco anda? O consumo torna tudo realmente mais negativo? As crianças do passado eram realmente melhores do que as de agora? Se eu te dou minha pamonha tu me dá o teu curau? A culpa é dos pais? Da mídia? Do PT? Dos illuminati? ALGUÉM TEM CULPA?! Tá realmente acontecendo alguma coisa? Idiocracia tá chegando aí?

            Acho que tem que despolarizar mais… Tão quase resumindo paternidade a “acertar ou errar” quando é tudo muito mais profundo do que isso.

          • Amém irmão…

          • Hans Tmk - Go Deutschland!

            Quem falou de Deus? Eu é que não fui. Se formos entrar nesse campo a discussão descamba de vez…

          • Acho que ele estava sendo irônico, ou preferi interpretar assim

          • Hans Tmk - Go Deutschland!

            Espero que ele tenha sido mesmo.

          • Só descamba a discussão se entrar na religião? Esse assunto já sai descambado por que você parte do princípio que você já caracteriza o que é ser um bom pai e o que é ser um mau pai. Se não pensa da forma que você acha a correta não tem o direito de ser pai. Isso é absurdo.

          • Hans Tmk - Go Deutschland!

            Meu ponto de vista foi prático: Se pais não tem condições de educar seus filhos, não devem ter filhos. Isso não tem a ver com dinheiro também, que fique bem claro. Aplicamos essa lógica em tudo na vida, mas não podemos aplicar na família? Minha definição de boa paternidade passa pelos exemplos que tive. Ela não é a única que existe e tenho certeza que existem outras formas de boa paternidade. Mas também tenho certeza que delegar a educação dos filhos para terceiros defintivamente não é sinal de boa paternidade e percebo que essa é a tendência da sociedade atual, por vários e vários fatores, como o Monolito também citou.
            Não vou entrar no mérito de suas crenças religiosas, porque é algo pessoal seu. Só não acredito que elas tenham lugar nessa discussão.

          • Hahahaha, eu sou ateu. Mas pode ter certeza que quando se debater no Congresso o que é “ser um bom pai” o quesito religiosidade vai ser bem forte pra distribuição de licença para ser pai.
            E por que delegação para terceiros não é sinal de boa paternidade? E quem tem que delegar a educação dos filhos? Só existem esses dois aspectos “bom” e “mau” pai? Um pais “ééééé mais ou menos, mais ou menos” pode ter a carterinha de procriador? Como se verifica se alguém está apto pra ser ou não pai? Pode perder a licença depois da criança ter nascido?
            É óbvio que existe gente que não tem condições de ser pai, mas daí a negar o direito das pessoas é um buraco muito mais embaixo.

          • Hans Tmk - Go Deutschland!

            Ninguém nunca vai negar o direito de ninguém ser pai. O que eu falei seria ótimo se aplicado na realidade, mas jamais será. Porém, o planejamento familiar pode e deveria ser feito e incentivado pelo estado. É muito mais simples alguém cuidar de um filho do que dois, de dois do que três, e por aí vai. Em uma empresa que trabalhei, um dos funcionários tinha 3 filhas e estava para ter o quarto filho. O salário dele era baixo, porque não era cargo alto. Será que ele conseguia educar bem todas as filhas? Talvez. Mas te garanto que ele tinha dificuldades para sustentar a família, porque vivia pedindo para fazer hora extra. Então no final, com um monte de filhas, tinha que trabalhar muito mais e se ausentar do convívio familiar. Por mais alegria que 4 crianças trouxessem a vida dele, tenho certeza que ele poderia ser feliz com apenas uma ou duas no máximo. Filhos não são algo para ter como “estepes” ou continuar tentando até você ter um filho homem (que era o caso desse cara).
            E sobre ser ateu, seu comentário deu a entender justamente o contrário. Foi mal então.

          • Eu fui irônico, exatamente tentando mostrar o que leva o pensamento do tipo “fulano não deveria poder fazer isso…”.
            E concordo que o Estado tenha que incentivar o planejamento familiar, mas discordo completamente de que seria bom uma licença para ter filhos. Não dá pra traçar uma linha e dizer quem pode ou quem não pode, não importam os parâmetros.

        • Baratas também têm orgasmos

          Isso não é dá acesso e sim acender uma pólvora que irá explodir no futuro. Praticamente tudo possui cerca de 40-60% de impostos, brinquedos e eletrônicos podem chegar a 70%. Dar acesso a cartão de crédito para quem não tem capital não é ajudar e sim atrapalhar.

    • “Cabe aos pai. Simples”
      Cara, como se todo pai fosse o melhor exemplo de vida e só tivesse bons conselhos.

      • Baratas também têm orgasmos

        É o que estou falando ali em baixo. Se a pessoa não tem tempo para monitorar seu filho, ela não deveria ter filho em primeiro lugar.
        “Cabeça vazia é a oficina do Diabo.”

        • Não é tão simples

          • Baratas também têm orgasmos

            Nada que vale a pena é.

          • Filhos valem.

          • Baratas também têm orgasmos

            Filhos não são simples. Talvez uma das coisas mais complicadas da vida de uma pessoa. Infelizmente, muitos não veem e assim.

          • Hans Tmk - Go Deutschland!

            Eu entendo isso. De verdade. Um colega meu virou pai recentemente e está feliz da vida. Mas outro dia, numa conversa, ele me disse o seguinte:
            “Quando a gente tem filho, muda a nossa vida. Nossas prioridades mudam. Eu não trabalho mais pra mim e sim pra ele. Meus planos de futuro são definidos por ele agora. Essa coisinha virou a coisa mais importante da minha vida”
            Entende porque digo que nem todos podem ter filhos? Esse meu amigo entendeu certinho a meu ver o que é ter um filho e ser pai. Ele não vai delegar a criação dele para outros. Vai estar presente enquanto ele precisar. É por isso que eu sei que não estou preparado para isso e nem sei se estarei algum dia.

          • Vai estar presente mesmo? “Eu não trabalho mais pra mim e sim pra ele. ” Acho que nem tanto quanto gostaria…

          • Hans Tmk - Go Deutschland!

            Talvez ele não esteja, mas tenho certeza de no que depende dele vai estar. Eu sei que não estou preparado para ter filhos.

      • Se for assim, então coloquem todas as crianças nascidas sobre a guarda do governo, então! Aí não teremos problemas com pais ruins… teremos outros, apenas.

    • Faz o seguinte: compara o preço de um Toyota no Brasil e no México.
      Depois desconta o índice tributário. Por fim… Me explica porque o preço continua diferente.

      Já tá na hora da gente parar com a cantilena de só repetir o que se ouve por aí…

      • Baratas também têm orgasmos

        Não achei comparações entre carros da Toyota em si. Não nego que empresas de carros aproveitam e podem vir a se esconder atrás dos impostos, porém, é inegável que no Brasil cobra-se sim impostos altos sobre praticamente tudo.
        http://www.car.blog.br/2012/04/impostos-fazem-carros-brasileiros.html
        http://carros.uol.com.br/album/lucro_brasil_album_album.htm
        http://curiosando.com.br/carros-precos-brasil-mundo/

        • Tem entrevista de um bã bã bã da GM dizendo que aqui se vende as coisas caro por que o povo compra

        • PORRA, Baratas! Lê os links que você colocou! Todos eles simplesmente comparam o preço dos carros aqui e em outros lugares e, exceto o publicado pelo car.blog, nenhum deles informa qual o índice do preço equivale aos impostos, e NENHUM DELES diz qual a proporção tributária nos outros países. Isso é engana trouxa!
          Além do que, de novo, só o texto da car.blog considera, seriamente, a margem misteriosa de lucro que as montadoras praticam no nosso país (o Curiosando cita assim, an passant, que o lucro das montadoras e do resto da cadeia produtiva pode inflacionar o preço).
          Nós estamos tão acostumados com a cantilena da “alta carga tributária” que a gente segue repetindo por aí como se fosse uma verdade absoluta.
          Por que será que as gentis montadoras, tão oneradas pelos impostos, não fazem como os postos de gasolina que informam EXATAMENTE quando do preço por litro de combustível é consumido pelos impostos? Porque aí fere outros interesses, né? Deixa a culpa na cacunda do governo mesmo…

          • Baratas também têm orgasmos

            Sobre a parte da tributação, você está certo.Ainda sim, em maior parte, ainda é culpa do estado. No modelo econômico brasileiro, o estado é o responsável por organizar essa hidra que é a nossa economia. Ao invés de buscar meios de simplificar, cada vez mais o estado complica.
            “Eu estou aqui pra confundir. Não estou aqui pra explicar.”
            Diversos tipos de impostos, novas cargas tributárias sendo criada na casa dos milhares. Não tirando o fator das empresas se aproveitarem dessa confusão pra colocar também na bunda do brasileiro.

  42. Depois que inventaram o controle remoto, alguem ainda assiste comerciais?

  43. Como as crianças vão aprender que não podem ter tudo que querem?, porra… Blz que você não é oq você tem, mas o mundo não funciona assim. Eu ainda acho que feri a liberdade. Não que eu seja a favor da publicidade, oq não me da o direito de ir contra ela. Essa coisinha de criar uma utopia pros filhos crescerem me irrita pra caralho. Isso gera esses merdinhas que vão protestar na rua nem saber o pq, os reaças de faculdade, o FDP estuda em uma universidade publica e a unica coisa que ele sabe é reclamar. ESSA PORRA TA ERRADA.