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Os Defensores, por Bugman

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Desde que prometeram colocar quatro heróis em uma só série, a expectativa foi imensa. Mesmo com Luke Cage sendo uma série ruim e Punho de Ferro uma produção pra lá de constrangedora, a gente queria ver Os Defensores.

É massa, véio.

Nesse mundo Marvel-Netflix, Os Defensores se coloca em algum lugar entre as duas temporadas de Demolidor e a primeira de Jessica Jones. Portanto, muito melhor que as duas últimas produções dos marvetes. É uma clássica história de formação de supergrupo com direito a duelos entre os super-heróis, inimigo em comum, etc. Até mesmo uma cena em que o Demolidor admite sua identidade para equipe me lembrou bastante Barry Allen fazendo igual no retcon da Liga de John Byrne.

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Não espere algo sem problemas. Frequentemente, a história recorre a pontos de virada inverossímeis, especialmente na relação do grupo com as autoridades. Os Defensores se envolvem com um assassinato relacionado a uma série de tremores em Nova York, mas toda vez que esbarram na polícia alguma solução mirabolante os livra de problemas. É até curioso pensar que por muito menos Luke acabou preso em sua própria história.

Felizmente, o ritmo da série compensa essas pisadas de bola da história.  De decepcionante, talvez o seriado ainda não traga nenhuma novidade nas cenas de ação. Em alguns momentos, tive a sensação de que as lutas foram coreografadas em um processo próximo das brigas da clássica série do Batman de Adam West. É meio inacreditável que uma história com tantos personagens que seriam peritos em artes marciais não seja melhor do que a gente já vê por aí em seriados com menos recursos.

Danny Rand se torna um personagem relevante nesta jornada. Infelizmente, a atuação de Finn Jones é um ponto fraco assim como em Punho de Ferro, ainda que comprometa pouco a história geral. Afinal, esta é a vantagem da série. Quando um personagem parece não ser capaz de ser interessante, outro assume as rédeas da história. E por aí vamos.

E é claro que numa jornada dessas alguém vai ter uma importância acima dos demais, mesmo que um pouco. É Charlie Cox, como Demolidor, que participa destas ações. Ao lado de Krysten Ritter, tem a melhor atuação da série. Mike Colter parece mais confortável como Luke quando não precisa segurar uma série sozinho.

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Curiosamente se na série do herói do Harlem me chamou a atenção as atuações femininas (quase todas acima da média), as mulheres em Os Defensores parecem excessivamente jogadas para escanteio. Com exceção de Krysten, Misty (Simone Missick), Claire (Rosario Dawson) e Collen (Jessica Henwick) são coadjuvantes até demais. Talvez para compensar isto temos duas vilãs femininas empoderadas: Alexandra (Sigourney Weaver) e Elektra (Élodie Yung ).

No saldo geral, Os Defensores passa longe de desgastar o universo Marvel. Pelo contrário: revitaliza Luke e Punho de Ferro e aponta um caminho para o futuro. Vale a pena não só conferir, mas aguardar ansioso pela sequência. Ou por novas séries. =)

Nota: 7,5

Bugman quer uma série de Misty

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