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A gente vimos: Cloverfield Lane

I NEED SOMEBODY!
Parei e fui ver issaê eeeeee… CARAMBA! Foi difícil dormir depois.

De cara, recomendo que se você não viu o primeiro Cloverfield vá assistir primeiro – dá para ver esta sequência antes, mas acho que vale a pena a experiência tradicional – e evite qualquer trailer. Foi o que fiz e a surpresa da produção dirigida por Dan Trachtenberg fez muita diferença.

Se na primeira vez, o diretor Matt Reeves apostou em uma câmera na mão dos atores, como o clássico A Bruxa de Blair e o legalzinho Poder Sem Limites, para contar uma história de amor em um filme-catástrofe desta vez a estética mudou. Cloverfield Lane é um Thriller em um universo supostamente pós-apocalíptico, que não sabemos se repercute durante os acontecimentos do primeiro filme ou não.

E se você não viu a produção original, fica mais na dúvida ainda. O que é ótimo.

Caixa de Correio
Antes de mais nada, vamos á sinopse:

A jovem Michelle (Mary Elizabeth Winstead) sofre um acidente de carro e acorda no porão de um desconhecido. Howard (John Goodman) diz ter lhe salvado de um ataque que deixou o mundo contaminado por radiação, motivo pelo qual devem permanecer protegidos em seu bunker. Após conhecer o jovem Emmett (John Gallagher Jr), ela resolve investigar as poucas informações que seu suposto salvador lhe deu.

De cara, Cloverfield Lane não tem a mesma estética. Ao invés da câmera na mão, temos um filme tradicional. E no lugar de um filme-catástrofe como os primeiros minutos e a produção anterior prometem, temos uma história de terror psicológico, muito tensa o tempo todo. A maior parte da produção se passa dentro de um pequeno apartamento, com os personagens tensos tanto com o que ocorre do lado de fora quanto com o que rola dentro.

As atuações, em especial de Goodman, estão ótimas. Mary Elizabeth se sai muito bem como uma mocinha-que-não-quer-ser-princesinha-do-lar-porra-nenhuma e Gallagher Jr. é um oásis de surpresa (arrá!) nas nuances de um coadjuvante que quer ser protagonista. E falha miseravelmente.

E se prepara para os spoilers depois da imagem.

Gentalha! Gentalha!
Os minutos finais do filme entregam mais monstros do que Cloverfield inteiro. Se no original a gente imaginava até que o monstrengo vinha das profundezas marítimas, nesse aqui fica claro que não são coisa deste planeta. E, aparentemente, estamos lidando com algum tipo de biotecnologia bizarra.

Destaque para as soluções da história como a contaminação radioativa como algo ocasional e o coquetel molotov que Michelle faz para se safar. Se Cloverfield era uma história bem amarrada e sem a obrigatoriedade de uma continuação, Cloverfield Lane torna uma sequência algo pra lá de esperado. Estarei lá para ver.

Nota: 9

Para quem curte inglês, vale a pena ver o vídeo abaixo, ESPECIALMENTE depois dos oito minutos e 22 segundos:

Ah e este outro aí, também na língua da rainha, listou os erros da produção:

Discordo de algumas coisas do vídeo acima, mas é divertido. E o que vocês acharam?

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