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Diretor do Exorcista tá bolado – e a culpa é dos super-heróis!

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O “Exorcista” é hoje considerado um dos maiores clássicos do terror americano (o primeiro, porque ninguém lembra das duas continuações, ehueheuhe). Apesar de ser mais conhecido por esse filme, o diretor William Friedkin tem no currículo clássicos de outros gêneros, como Operação França.

Pouco lembrado hoje em dia (com exceção da sua contribuição nesses dois filmes) e sem nenhum filme desde 2011, Friedkin recentemente criticou o mercado atual de Hollywood, dominado por filmes de super-herói.

Eis o que ele disse para o Yahoo! News:

Filmes costumavam ser calcados na gravidade. Eram sobre pessoas reais fazendo coisas reais. Hoje o cinema é só Batman, Superman, Homem de Ferro, Vingadores e Jogos Vorazes nos EUA. Todo o tipo de coisa do qual não tenho interesse nenhum em assistir.

O diretor também falou que o motivo pelo qual o estilo de filme que ele fazia caiu no ostracismo ainda lá nos anos 70 foi a corrida dos estúdios por querer apelar para a maior audiência possível. Ele comentou sobre aquele que considera o seu melhor filme, Comboio do Medo (Sorcerer), e como a produção foi completamente ignorada por causa do grande hit daquele ano: Star Wars.

Por isso Friedkin reconhece que hoje o “melhor trabalho” para diretores atualmente é na TV a cabo ou serviços como Netflix, que produzem séries como True Detective e House of Cards. E é para onde Friedkin pretende ir, pois está preparando um roteiro para a HBO sobre Mae West, considerada uma das maiores estrelas de Hollywood, além de pensar em fazer uma série baseada no seu filme Viver e morrer em Los Angeles.

Bom, nada dos comentários do Friedkin chega a ser explosivo, e suas críticas também não são nenhuma novidade. Super-heróis são a bola da vez, principalmente porque é o gênero que consegue abraçar o maior número de audiências diferentes (homens, mulheres, crianças, jovens, adultos, casais, quem vai pela ação, quem vai pelos atores, os nerds, etc). E é óbvio que os blockbusters vão ofuscar filmes “menores” – é por isso que eles são chamados de “blockbusters” (ou “arrasa-quarteirões”).

Mas vamos combinar que isso não tem nada a ver com o Super-herói per se, e sim com a natureza do negócio de Hollywood e o que ele se tornou (uma máquina de fazer dinheiro independente da qualidade artística). Super-heróis só tiveram a sorte (ou o azar, dependendo do ponto de vista) de possuírem características que se encaixam nos interesses dos estúdios.

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Só que o que pareceu mesmo é que o Friedkin ficou bolado porque tá com invejinha, já que os blockbusters sempre chamaram mais atenção que os filmes dele, ehueheuehueheuheueheuheuheueheu

Mas eu entendo a frustração dele por um lado. Eu acho que Hollywood destruiu os filmes de terror criando uma fórmula fácil que se tornou parâmetro indissociável para o gênero (tanto é que para as gerações mais novas, filme de terror é sinônimo de “sustinho” ou gore e filmes de terror mais psicológicos são vistos como “suspense”). É óbvio que sempre há exceções, mas é justo o fato de serem exceções que reforça minha crítica.

Mas, para minha sorte – e do Willian Friedkin, ainda existe lá fora um mundo inteiro de criatividade em diferentes países e mídias. É só procurar um pouco fora da caixina que é Hollywood.

Sobre Algures

Oi, meu nome é Algures e eu tenho 38 anos (teria se estivesse vivo). Compartilhe esse post com 20 pessoas e minha alma estará sendo salva por você e pelos outros 20 que receberão. Caso não repasse essa postagem, vou visitar-lhe hoje à noite. Dia 15 de Julho, Bugman resolveu rir desse post, uma noite depois ele sumiu sem deixar vestígios. O mesmo aconteceu com Triplo dia 18 de Outubro. Não quebre essa corrente, por favor, a não ser que queira sentir a minha presença (atrás de você).

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