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Uma nova diretora para a Marvel!

Ontem, o The Wrap publicou uma matéria mostrando que a Marvel estaria interessada em Ava DuVernay, diretora do excelente-mas-que-eu-não-vi Selma, para comandar um dos próximos filmes do estúdio. Agora deixa eu usar a técnica Costinha de escrever posts e mudar de assunto rapidinho.

Ontem também, a American Civil Liberties Union, uma espécie de ONG norte-americana fundada em 1920 que busca “defender e preservar os direitos individuais e liberdades garantidas pela constituição e leis dos Estados Unidos”, entrou com uma representação junto às autoridades competentes daquele país para investigar acusações de discriminação de gênero nos grandes estúdios de Hollywood.

Nas palavras da ACLU, na indústria do cinema norte-americano “mulheres ou são excluidas ou encontram-se em situação de subemprego em trabalhos de direção”. Um estudo citado pela organização ainda afirma que dos diretores dos 100 filmes mais lucrativos de 2013/14, apenas 1,9% eram mulheres e que dos 1300 mais lucrativos entre 2002-2014, só 4,1% eram do sexo feminino. 

“Tá, e daí?”

Lembra do anúncio da Marvel? Então, ele foi feito no mesmo dia em que essa representação começou a tramitar.

Eu não vou “pular o corguinho” aqui e dizer que o Marvel Studios sondou DuVernay por conta da ação, isso seria absurdo. Se fosse pra casar uma grana no chão, eu diria que isso nada mais é que uma resposta para a escalação de Patty Jenkins para o futuro filme da Mulher Maravilha, mas a coincidência dos acontecimentos não deixa de levantar certas questões.

Um fato incontestável é que os filmes da Casa das Idéias, até agora – enquanto estúdio-, não tiveram nenhuma diretora, apenas homens. Não vou bancar o “feministo” nem propor um “protecionismo de gênero” como muita gente faz mas se você for pensar que de Homem de Ferro, 2008, até o último filme anunciado do estúdio com diretor confirmado (Doutor Estranho, em 2016) não tivemos nenhuma mulher no comando causa, no mínimo, espécie.

E quando pegamos TODOS os filmes de super-heróis da editora, desde o primeiro Blade, em 1998, a situação melhora – muito pouco: em quase vinte anos e 42 filmes, só tivemos UMA diretora – Lexi Alexander de (que irônico) Justiceiro: em Zona de Guerra. É complicado.

Não nos cabe discutir se isso é algo intencional por parte dos estúdios ou se é só algo fortuito (afinal já tem gente muito melhor investigando isso), apenas aguardar e torcer para que essa sondagem se concretize e que Ava DuVernay faça um ótimo filme – independente de agendas políticas. E também que essa decisão esteja sendo tomada, por parte do estúdio, unicamente pelo seu mérito profissional, e não apenas por ser mulher (ou negra).

No final, o que podemos comemorar é o amadurecimento com a adição de mais um profissional de peso a esse novo gênero de filmes que nós é tão querido, os “filmes de super-herói” (que ficam na prateleira acima dos “de tubarão”)

 

 

 

ps.: ah sim, quais são os prováveis filmes que ela assumiria? Capitã Marvel ou Pantera Negra. É, a gente evita pular o corrégo, mas as vezes ele passa debaixo da gente.

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