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A Gente Jogamos: Overwatch

Eu me lembro quando Overwatch foi anunciado. No alto de toda a minha fanboyzice por um jogo chamado Team Fortress 2 (que absorveu mais de 200 horas da minha vida), declarei que aff, é só uma cópia de Team Fortress. Que merda. Eis que o jogo chegou e… bem, não é uma cópia. É uma sequência espiritual.

Bem-vindos à Team Fortress 3.

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Overwatch é um jogo de tiro online em primeira pessoa de classes, onde cada classe tem funções e jogabilidade diferente das outras. Você tem os personagens de ataque, os de defesa, os tanques e os de suporte, com variações entre si. O jogo se compõe em dois times de até seis jogadores lutando um contra o outro, em batalhas para capturar pontos e levar uma carga de um lado até o outro.

E, num jogo desses, é vital que os personagens sejam bem diferenciados e com suas funções expressadas através do design dos mesmos, para que novatos possam entender o que cada um pode fazer apenas de olho e que os jogadores possam instantaneamente ler o que está acontecendo no mapa. Team Fortress 2 usava a técnica de silhuetas para que, de longe, você soubesse que um personagem pode aguentar muito tiro ou não apenas o observando de relance, além de outras características.

Overwatch trabalha de maneira parecida, mas amplia o conceito ao se tratar de 21 personagens. Por mais que esse número acabe dificultando a identificação imediata de certos atributos, você ainda tem uma ideia rápida do que cada um pode fazer apenas tendo um vislumbre.

E sabe como fizeram isso? Tornando cada personagem distinto do outro, acrescento personalidade, funcionalidade, carisma, cor e uma noção de design incrível a cada um deles. Presumivelmente, vemos a internet tomada de memes e fanarts do elenco de Overwatch. Se você conseguiu passar ileso à enxurrada de material produzido por fãs nessas semanas… bem, você se fudeu porque aqui tem mais um:

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E outro:

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E outro:

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Eu poderia ficar aqui pra sempre, acredite.

Esses personagens possuem diversas habilidades diferentes, tornando o modo de jogar de cada um bastante distinto. Para evitar que o jogo favoreça apenas aqueles que mataram mais adversários, a Blizzard reformulou o modo com que jogos do tipo premiam os jogadores. Ao invés de um ranking dos melhores e piores, ela escolhe a jogada da partida (que pode variar de mais mortes, mortes importantes ou salvamentos milagrosos) e seleciona depois alguns jogadores com feitos impressivos, como maior quantidade de cura, mais tempo no objetivo ou maior sequência de mortes. Mesmo que ainda vejamos muitas premiações a quem matou mais, há espaço para todos os modos de jogo serem parabenizados. Não apenas isso, mas você se sente importante em qualquer função, muito talvez pelos times serem limitados a seis jogadores.

Um ponto que não vejo muita gente comentar é sobre os mapas. Cada mapa de Overwatch possui diversas áreas de confronto, e cada uma delas tem pelo menos três métodos de entrada e saída. Por exemplo, você tem um área de defesa. O time que ataca pode vir do grande portão em frente, entrar por uns prédios e sair pelo andar de cima ou seguir esse caminho de prédios para vir por trás da área de defesa. Todos eles podem ser aproveitados por ambos os times, fazendo com que as partidas não pareçam tão repetitivas.

Contudo, não é um jogo perfeito. Alguns mapas parecem desfavorecer a equipe que defende, colocando seus pontos de ressurgimento bem distantes do objetivo e fazendo os jogadores correrem em velocidade irritantemente longa até a ação. Alguns personagens também parecem ser específicos demais, impedindo o uso em qualquer tipo de jogo. O Bastion é um filho da puta e todos que jogam com ele devem se envergonhar diante dos pais, mas são críticas menores a um jogo tão polido e colorido.

O preço do jogo (220 reais) pode afastar muitos, até porque é um jogo primariamente online, mas há fatores que tornam esse custo menos agravante. O netcode da Blizzard é muito melhor do que, por exemplo, o da Capcom, fazendo com que as partidas tenham menos lag. A empresa também é conhecida por um grande compromisso com o suporte aos seus jogos (vide Starcraft II, Hearthstone e até mesmo World of Warcraft, que ainda funciona), então Overwatch não vai simplesmente murchar de uma hora para outra. Todas as microtransações atualmente são apenas cosméticas (e algumas inúteis, como falas de personagem [exceto o Hue, Hue da D.Va]), e as caixas de loot não demoram para serem obtidas, mesmo em níveis mais altos.

Por fim, Overwatch é um excelente jogo. É carismático, abrangente, divertido, viciante e ainda possui um longo futuro pela frente. Um sopro de ar fresco em uma área tão estagnada quanto o mercado de jogos de tiros por classe, e o melhor combustível de material artístico desde Team Fortress 2.

Inclusive para material pornográfico.

Use a pesquisa por imagens por sua conta e risco.

Plataformas: PS4 (versão analisada), Xbox One e PC.

Nota: 9/10.

Sobre Lojinha

Apenas um evangelizador de One Punch-Man, Gintama, Undertale, Community e Cave Story.

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