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Um novo novo Universo DC?

5 anos depois de Novos 52, uma nova palavra veio à tona no departamento editorial da DC: Renascimento.

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Twittado pelo careca mais odiado pelos fãs da DC depois de Joe Quesada, Dan Didio, e depois compartilhada por Jim Lee, pouco foi dito sobre isso, mas os caras com contatos na imprensa de quadrinhos internacional começaram a mexer seus pauzinhos.

Rich Johnston, quase a Fabíola Reipert das HQs, fuxicou o suficiente para dizer que a situação é delicada no quesito de vazamentos. Segundo ele, os funcionários da DC estão no Novos 52 Way of Making Comics, ou sejE, escrevendo uma nova revista sem saber que estão competindo com outros artistas da editora.

Além disso, o cara comentou um pouco sobre um rumor antigo de que as revistas da DC iriam relançar no número 1, assim como a Marvel faz de vez em sempre, para acompanhar uma nova investida ligada aos filmes e seriados. Não que isso signifique que as cronologias iriam se alinhar, mas que os focos para as revistas seriam os personagens adaptados em outras mídias. Há a conversa interna de “revistas que liderem, não que sigam”.

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O assunto repercutiu no meio dos varejistas americanos, que não parecem nada felizes, inclusive vários sentando o pau no Didio. Muitos reclamam de outro reboot da DC, considerando que os Novos 52 originais só tem 12 títulos que sobreviveram a esses cinco anos e que a editora perdeu muito mercado nesses últimos anos. Há uma certa polêmica, considerando que a situação é bem particular a cada lojista, mas as pessoas que se manifestaram pareceram bem irritadas.

Agora, alguns artistas já se manifestaram. O querido Ethan Van Scyver já falou no Twitter que está no projeto Rebirth, e Marc Silvestri soltou algumas artes de seu projeto do Batman (que, como falamos acima, não significa que ele irá ganhar o posto de artista):

Bem, vamos lá.

Não é nenhuma surpresa que novos números 1 provoquem grandes vendas no mercado de quadrinhos. A Marvel faz um relançamento de suas revistas a cada virada da Lua, e ela costuma sempre atingir as primeiras posições quando isso ocorre (tipo o Chewbacca vender mais que o Batman HUSHAUSHAUSAHSA). Contudo, em nenhum desses casos a cronologia é resetada como ocorreu em Novos 52. Mesmo com o fim de Guerras Secretas, há uma ideia geral de que tudo que ocorreu na editora vale, e que os relançamentos são apenas trocas de equipes criativas.

E é aí que o bicho pega. Os Novos 52 foram bem polêmicos quando ocorreram, justamente porque reiniciaram dezenas de anos de histórias. Claro, não sabemos se Rebirth irá na mesma pegada, mas as pessoas estão, compreensivelmente, com os dois pés atrás. Principalmente porque a cronologia dos Novos 52 está começando a se firmar. Qual seria o sentido de podar uma árvore de 5 anos?

Procurando alguns números de marketshare das editoras americanas, dá pra entender o motivo. Em 2011 (segundo a Diamond), com o lançamento dos Novos 52, a DC tinha o total de 31,41% do mercado, competindo com 37,29% da Marvel. Esses números subiram em 2012 (31,94%), mas nos anos seguintes caíram vertiginosamente, de 30,33% para 28,86% até parar nos 25,75% de 2015. Não apenas isso, mas no ano passado apenas a primeira edição de Cavaleiro das Trevas III atingiu o top 10 de vendas, acompanhada por 7 revistas da Marvel. Algo está acontecendo, e Didio parece achar que um reboot é a solução.

Superman

É claro que o buraco é mais embaixo. Correndo o risco de parecer marvete (mas né, foda-se), a diferença da Marvel e da DC parece estar no tratamento criativo dado às revistas. Por mais que All-New All-Different seja um clichê a esse ponto, a Marvel tem oferecido coisas mais diferentes. Tivemos a aclamada fase do Gavião Arqueiro alguns anos atrás, a pequena profusão de revistas de comédia nos anos seguintes (Inimigos Superiores e Vingadores Secretos) e coisas bem diversas hoje, como Garota Esquilo, Miss Marvel, Surfista Prateado e a nova fase do Demolidor do Waid.

Claro, a conversa do motivo de uma editora fazer mais sucesso inclui dezenas de parâmetros (e devemos lembrar que a Marvel taca um novo número 1 a cada ano), mas as revistas que estavam chamando a atenção nos últimos anos eram majoritariamente da Marvel. Coisas mais diferentes da DC, como Monstro do Pântano e Homem-Animal, foram cortadas depois de três anos, e poucos artistas parecem ter tanta liberdade criativa quanto Scott Snyder na fase recente do Batman. Não que a DC não tenha seu plantel de revistas interessantes (Batgirl, Canário Negro, Grayson), mas havia o papo frequente de interferências editorias no rumo das histórias, e isso parece ter afetado a qualidade e o interesse de vários artistas em trabalharem com a DC.

E, acredite, não serão novos números 1 que irão alterar isso. De qualquer forma, VAMOS FICAR LIGADOS, AMIGUINHOS, em novas notícias.

Sobre Lojinha

Apenas um evangelizador de One Punch-Man, Gintama, Undertale, Community e Cave Story.

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