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Top 7,5 HQs “fora do eixo”! Parte 1

E ai molecada, sentiram saudade? Nem eu!

Ninguém perguntou, mas no último mês estive de férias e entre tentar não morrer congelado no acampamento e vender o almoço para comprar a janta tirei um tempinho para andar com minha pilha de leitura acumulada.

O resultado disso é esse Top MDM, fazendo um apanhado de tudo de bacana (ou nem tanto) que tive oportunidade de ler nesse período organizado por ordem de preferência – tudo fora do eixo Marvel-DC e (quase) tudo publicado de cinco anos pra cá, só um número de cada série, bem “primeiras impressões” mesmo.

E aí, que tal conhecer uns quadrinhos novos e bacanas (ou perto disso) pra fugir da mesmice?

7. The Tithe – Image Comics

O que é?

Sabe aquelas instituições religiosas meio duvidosas que arrecadam (literalmente) milhões de dinheiros as custas da fé alheia e que (quase) sempre fogem de impostos e muitas vezes inclusive da lei ficando cada vez mais lucrativas no processo? Imagine se alguém resolvesse fazer alguma coisa a respeito!

The Tithe (algo próximo do nosso imposto colonial, “o quinto”) conta a história dum grupo de hacktivistas conhecido como Samaritan que planeja assaltos cinematográficos para tirar dos falsos profetas para dar aos pobres. Que tal, hein?

“O que eu achei”?

A premissa me soou quase bacana, quase cinematográfica. Já conseguia até ver um filme assim dirigido pelo Ben Affleck com o Nicholas Cage no elenco. Isso soa bom? Não né, e nem o quadrinho é.

O roteiro massavéio adolescente revoltado de Matt Hawkins junto com a arte simplória de Rahsan Ekedal não dão liga ao caldo. Embora tenha sacadas bem bacanas (como as máscaras dos assaltantes) não me empolgou pela quantidade de clichês “anti-religiosos” e de “filmes-de-assalto” que rolam. Mas as vezes você pode curtir.

6. Atomic Robo – IDW

O que é?

Um robô dotado de consciência, criado por Nikola Tesla, e suas aventuras através do tempo. Soa interessante?

“O que eu achei”?

Olha, de início te falar que não soou não. Mas como tava de graça lá no Comixology decidi dar uma chance. E não me arrependi!

Imagine se o Hellboy fosse um robô, e se o Mignola fosse um ótimo escritor de comédia. O roteiro de Brian Clevinger (do EXCELENTE 8-bit Theater) e a arte de Scott Wegener dão um tom dinâmico as histórias, equilibrando bem as piadinhas com a ação, tornando a experiência muito agradável. Tanto que em 2008 a série foi indicada ao Eisner logo na sua primeira publicação, perdendo o prêmio para o também excelente Umbrella Academy.

Robôs, monstros, nazistas e dinossauros-cientistas-supervilões, o que mais alguém pode querer? E você ainda pode conferir o título, que também sai como webcomic, aqui.

 

5. Wytches – Image Comics

O que é?

Acompanhamos o primeiro dia de aula de uma garota com um segredo sombrio na nova escola. Nada novo aqui. Ou será que não? Será que algo se esconde nas florestas da pacata cidadezinha?

“O que eu achei”?

“Ainn, mais uma ixtória de bruxaaas, Tango burro” – burra é a minha benga, amiguinho (?), Wytches é bem mais do que aparenta. O que me chamou a atenção – além dos reviews positivos dos sites gringos – foi que o queridinho dos DCnecos, Scott Snyder, assina os roteiros da parada então já imaginei que algo bom teria no gibi. E estava certo.

Nele Snyder faz todo um trabalho de re-imaginar o velho mito das bruxas, transformando-o em algo maior e mais macabro complementado pela arte fodassa do desenhista escocês Jock, conseguindo casar ao mesmo tempo um clima idílico típico de cidades do interior e histórias de amadurecimento com a (sur)realidade sombria e a violência associada à temática sobrenatural do título. Isso tudo sem descuidar da arte com traços secos, porém ricos e bem expressivos.

E, inclusive, já existe negociações para uma adaptação para o cinema produzida por, dentre outros, Brad Pitt. Não que isso signifique muita coisa hoje em dia, mas já dá alguma moral.

 

4. The Wicked + The Divine – Image

O que é?

Um grupo de divindades conhecidas como O Panteão encarna em humanos comuns a cada noventa anos que depois disso tem exatos dois anos para vagar pelo planeta fazendo o que bem entenderem para depois morrer instantaneamente. A trama mostra a versão contemporânea desse evento (chamado de Recorrência) acompanhando quais seriam as implicações disso nos dias atuais.

“O que eu achei”?

De início eu senti um clima meio Vertigo, meio Neil Gaiman na coisa toda e não pus muita fé, só indo atrás mesmo depois de ver que os direitos da HQ já foram negociados com a Universal. A surpresa foi boa no final das contas.

O autor, Kieron Gillen, aborda uma tangente ligeiramente diferente onde os deuses acabam sendo adorados pela nossa sociedade como astros do rock/pop. É bem maneiro ver, logo na primeira edição, um show da deusa Amaterasu no melhor estilo Lana Del Rey e a reação do público durante a parada. Pode não ser a abordagem mais original desse mundo, mas o resultado é bem interessante, tendo inclusive uma playlist feita pelo autor para acompanhar a leitura do gibi.

A arte de Jamie McKelvie, que já fez alguma coisa pela Marvel, deixa tudo num clima bem suave, pop mesmo, com economia de traços e narrativa elaborada lembrando muito o estilo contemporâneo de artistas como David Aja e de títulos independentes como Love and Rockets. Ah! E logo na primeira edição rola um julgamento criminal de ninguém menos que Lúcifer (encarnado como a andrógina-meio-David-Bowie Luci) com um plot twist nos últimos cinco quadrinhos! DO CARALHO.

E é isso. Por ora. Aguardem que já já sai a parte dois!

(Ou será que não?)

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