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Top 5,5 Melhores Jogos de 2015

Normalmente, eu sou contra posts reunindo os MELHORES DO ANO™ quando o ano em si não terminou ainda, mas escrevo esse post em 12 de Dezembro e tenho a singela impressão de que não irei terminar mais nada até o Ano Novo, especialmente considerando que tem coisas de 200 horas me aguardando. Portanto, vamos colocar esse post e entrar na onda dos outros sites descolados.

Contudo, antes de começar, devo dizer que, obviamente, só irei contar jogos que joguei esse ano. Portanto, não haverá tipos como Fallout 4, Witcher 3, Tales of Zestiria, Ori, Xenoblade Chronicles X e afins. Mals aê, Chance.

5 – Her Story

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Vamos começar com a posição mais difícil. Embora os outros jogos dessa lista tenham se destacado o suficiente para garantirem um espaço fácil no lendário Top MdM, ficou faltando mais um para completar a quermesse. Competindo por uma vaga, Rocket LeagueLife is StrangeHer Story clamavam merecimento que nem familiares gananciosos em leituras de testamento, mas decidi ir com Her Story porque queria me enturmar com os outros jornalistas de games em suas reuniões regadas a monóculos e chapéus Fedora é o que mais impressiona em sua mecânica e como ela é explorada no jogo.

Entenda o conceito de Her Story: Você é uma pessoa fuxicando os arquivos da polícia em busca dos interrogatórios de uma certa mulher. Acontece que, depois de um problema no banco de dados, os vídeos não estão mais organizados e nem sequer inteiros. Você, como jogador, deve usar a pesquisa por tags para achar os fragmentos vídeos pelos assuntos tratados no interrogatório e entender o segredo por trás deles. Sim, um simulador de Google.

O mais impressionante de Her Story é, mesmo considerando que o jogador possa pesquisar qualquer coisa e pegar qualquer vídeo da ordem cronológica do jeito que quiser, ainda assim o jogo mantém uma narrativa em sua história, fazendo o jogador procurar pelas pistas que cada vídeo informa. É um jogo que é bem melhor de ser jogado com um papel e caneta ao lado, que logo se transformam em cadernos acadêmicos quando se encontra com o plot twist. Acredite, poucas coisas em 2015 irão treinar seu lado detetivesco como Her Story, te fazendo encarar uma mulher num vídeo granulado até perceber os mínimos detalhes de seu comportamento.

E essa última frase poderia ter soado um milhão de vezes melhor.

4 – Splatoon

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Antes que me perguntem, sim, eu incluí Splatoon na lista apenas por causa desse comentário no post dos Game Awards:

Revoltada

CHUPA AÍ, REVOLTADA!

De qualquer forma, eu pensei seriamente em não comprar Splatoon quando ele foi lançado. Gastar 200 pilas em um jogo de tiro majoritariamente online, especialmente considerando que tenho as habilidades que beiram o nulo nesse gênero, parecia uma furada das brabas. Contudo, como sou parte do círculo interno da Igreja de Miyamoto-Senpai, comprei Splatoon.

E, olha, que bela decisão. Splatoon é uma virada refrescante na desgastada fórmula de jogos de tiro. O objetivo, ao invés de matar mais gente ou afins, é se juntar a seus amiguinhos crianças-lulas e pintar de tinta a arena. O time que pintar a maior porcentagem ganha, e para isso vale até usar um rolo compressor de tinta para derrotar os adversários, que nem o Justiceiro fez com o Wolverine. Somado a isso, temos uma comunidade não-hostil e constantes updates da Nintendo que duram até hoje, seis meses depois do lançamento, fazendo o jogo sempre se reinventar e evitar a estagnação.

3 – Metal Gear Solid V: Phantom Pain

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Eu já falei um bocado de Phanton Pain no meu review mais cedo esse ano, então não tenho exatamente o que dizer que não seja repetido. É o melhor Metal Gear Não-Metal Gear, onde toda a bizarrice é extraída do plot depressivo e resmungão e bombardeada no gameplay, te fazendo no fim do jogo socar ursos com um braço-foguete. Que jogo. Portanto, vamos colocar o melhor trailer de Phantom Pain e dar o trabalho por encerrado.

2 – Bloodborne

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O quinto lugar foi difícil de escolher? Esquece o que eu escrevi, a primeira posição é que foi um caos. Muitos neurônios foram perdidos nessa escolha.

De qualquer forma, Bloodborne é um sucessor espiritual da franquia Souls, da From Software. Caso você não a conheça, são jogos que te ensinam sobre o gameplay através de suas constantes, inúmeras e repetidas mortes, testando sua determinação e habilidade de forma direta e, por mais que me doa ser obrigado a dizer isso, majoritariamente justa. Se você morreu, geralmente é por sua culpa, e agora aprenda a fazer as coisas direito.

Bloodborne pega essa fórmula e a transforma em algo mais simples e brutal. O escudo e as magias são removidos, te deixando apenas com armas de duas formas e uma pistolinha que pode quebrar o ataque do inimigo, caso você acerte a janela de nanossegundos. Além disso, há a possibilidade de recuperar parte da vida perdida caso você ataque o adversário logo em seguida. Todas essas mudanças contribuem para um gameplay mais selvagem e visceral, te tornando uma animal que pula para todos os lados e ataca desesperadamente quando pode.

Somado a isso, temos uma ambientação lovecraftiana que, como de praxe com a série, é contada através do cenário e de descrições de itens, o que te obriga a se esforçar até para entender a história. Para te ajudar, temos lobisomens, hordas de cidadãos revoltados, criaturas que parecem ter tido a cabeça aberta, deuses antigos das profundezas, aranhas de máscara, carroças de corpos e muitos outros pesadelos que te colocam praticamente em um jogo de terror. E, claro, o maldito corvo com cabeça de cachorro.

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Tomar no cu, tomar no cu, TOMAR NO CU!

De qualquer forma, eu poderia me estender falando de Bloodborne para sempre. Foi um jogo extremamente importante para mim, chegando a me ajudar a organizar minha vida depois de uma, como vocês chamam, bad. Como imagens valem mais que mil palavras e vídeos são milhares de imagens, vou deixar uns vídeos de minhas lutas contra um chefe (no qual estava preso por HORAS) para ajudar a transmitir sobre o que é o jogo.

1 – Undertale

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Já consigo ouvir as pessoas reclamando. Ain, como um jogo que parece ter saído do Nintendinho é o melhor de 2015? Você só quer ser diferente, Lojinha. Sim e não, filhos da puta. Abram sua mente e tirem a cabeça dos cus, que o que vou escrever pode MUDAR SUA VIDA.

Undertale é um RPG indie bastante semelhante a Earthbound, do Super Nintendo. Você é um garoto(a) que caiu em uma comunidade de monstros, e deve seguir seu caminho através de cenários regados a piadas e situações bizarras. No combate, você pode atacar o inimigo com um minigame, e, caso ele o ataque, você controla um coraçãozinho que deve esquivar de golpes que remetem à personalidade do adversário que você está enfrentando. Personalidade? Sim, até o mais simples inimigo tem uma personalidade, e é aí que o jogo brilha. Caso você não deseje matar a criatura estranha que tenta te bater, você pode usar o comando ACT e conversar com ela, podendo ao fim disso poupar sua vida. Esse último método não te dá experiência, logo você não sobe de nível, tornando o jogo cada vez mais difícil.

Undertale, no meio de todas essas batalhas psicológicas e personagens malucos, fala de diversos temas. Amizade, carinho, piadas com ossos, aviões tsunderes, aceitação, música foda, robôs de talk-show, redenção, animes, coragem, cachorros, chefes finais sensacionais, morte e, o mais importante na minha opinião, fazer o certo. Fazer o certo nesse jogo (ou seja, não matar), definitivamente não é o caminho mais fácil, mas te recompensa. Ser legal te recompensa. Levar o esqueleto para um encontro te dá a amizade dele, e isso mais pra frente se mostra importante. De fato, o jogo tem três rotas, a Neutra, a Pacifista (onde você não mata ninguém) e a Genocida (onde você mata geral), e ele faz um excelente trabalho de modelar o mundo de acordo com suas ações, completamente integradas ao gameplay ao invés de uma simples janela de diálogo.

Nenhum jogo é completamente sem falha, mas considero que Undertale é uma obra que, se fosse para melhorar, estragaria. O tempo (mais ou menos oito horas para completar duas das três rotas) é certinho, a quantidade de inimigos é apropriada, e a dificuldade nunca parece ter um pulo injusto. No que se propõe, Underlale raramente falha, e por isso considero que seja o melhor jogo de 2015. Se duvidar, vá jogar no PC. Está só 20 reais, e é leve, qualquer calculadora roda. Saco, se você conseguir me mostrar uma boa argumentação no Twitter ou nos comentários, eu até compro pra ti. Apenas jogue Undertale.

E aproveite a música.

0,5 – Tales From The Borderlands

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Tecnicamente, Tales From The Borderlands começou em 2014, mas foi só um episódio e todos os outros vieram em 2015, então tá valendo. E, tecnicamente, você não precisa entender nada da franquia Borderlands para aproveitar o jogo (como eu fiz), mas é recomendável que conheça alguns personagens. E, tecnicamente, Tales from Borderlands é o melhor jogo da Telltale até agora.

Calma.

Nossa posição número 0,5 é um jogo baseado na narrativa, onde você controla dois personagens em sua busca por enriquecer e fugir dos caras malvados. O que torna ele diferente de outros jogos semelhantes, como o aclamado Walking Dead de 2012, é seu tom humorístico e total falta de noção. Eu não quero spoilar muita coisa, mas há uma cena Power Rangers em um episódio que te obriga a levantar e bater palmas. Além disso, Borderlands aproveita a fórmula já conhecida dos jogos da Telltale para subvertê-la. São pequenas coisas num jogo tão frenético  e cheio de viradas, que consegue bais ou benos manter a qualidade pelos cinco episódios.

E tem as melhores cenas de aberturas, vai se fodê.

Sobre Lojinha

Apenas um evangelizador de One Punch-Man, Gintama, Undertale, Community e Cave Story.

Além disso, verifique

Podcast MdM #485: Mais Capitã Marvel, o fim da Telltale e mais um monte de outras coisas!

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