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Terminator Genesis: os vinte minutos, e a coletiva de imprensa!

A um mês da estreia do novo filme do ex governator, Exterminador do Futuro: Genesis, a Paramount recebeu a fina nata da imprensa brasileira (e também este safado colaborador deste site safado) para uma dobradinha com uma exibição duma prévia de vinte minutos do filme e uma sessão de fotos com coletiva de imprensa com o T-800 em pessoa – Arnold Schwarzenegger.

O que teve? Você confere depois da imagem.

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Os Vinte Minutos.

Não vale a pena enrolar muito então começo logo pelo final: deu vontade de ver o filme no cinema mas talvez não na estreia. Agora se você quiser pode pular pra segunda parte do texto, eu deixo.

Ainda aqui? Então senta que lá vem história (-inha).

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Os vinte minutos foram compostos de dois trechos bem distantes dentro da duração do filme, um logo no início e outro entre o segundo e terceiro atos da trama. Ambos tem pontos de interesse bem específicos que dão para cagar uma bela regra.

O primeiro mostra a chegada ao ano de 1984 de Kyle Resse  (Jai Courtney, numa interpretação bundíssima que eu espero que seja intencional) e do T-800 rejuvenescido (Arnold CGInegger, MUITO MELHOR do que naquela merda que estava no Salvation) numa clara referência aos filmes clássicos, com bolinha de energia azul e muito homem pelado agora.

Mas depois, a coisa muda de figura e são acrescentadas novas, como Reese fugindo dum androide T-1000 (de metal líquido, retomando o segundo filme) e o jovem Arnoldo enfrentando o Arnoldo-robô-velhaco numa porradaria-de-carreta bonita de se ver que acabou atraindo a minha atenção, com movimentos bem realistas e os personagens tendo o peso que deveriam (e às vezes o Arnie de CG parecia atuar melhor que o de carne e osso também HUHAUAHUAH).

No fim os dois se reúnem a Sarah Connor (Emilia Clarke, muito autêntica no papel e lembrando muito pouco a Khaleesi de Game of Thrones) e começa aquela clássica explicação historinha do filme. E como você já deve saber dela muito melhor do que eu, não vou ficar me alongando aqui.

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Já no segundo trecho vemos Sarah, Reese e Oldnegger fugindo num ônibus escolar duma instalação que lembrou muito o bunker do final de T3. “Fugindo de quem?” me pergunta o leitor – fugindo do vilão do filme, John Connor (Jason Clarke)! Sim, como já tinha escapulido por aí (de formas bem imbecis, aliás), Connor é o nemesis do filme como um androide-fodão-bolado.

O que acontece a seguir é a sequencia de perseguição que resulta naquela cena MUITO FODA do ônibus capotando na ponte que rola no trailer. E embora a manobra faça sentido no contexto da cena, não deixa de ser menos mentirosa por causa disso (pelo contrário, fica MAIS. Basta dizer que no final houve sobreviventes dentro do busão!)

Pouco é dito sobre porque o JC é um vilão do mal ou por que motivo o T-800 já tem cabelo branco durante esse segundo momento. Acredito que isso será explicado durante o desenvolvimento da trama, porém já deu pra perceber que a ideia era fazer um oponente à altura do Schwarza, mesclando elementos de todos os antagonistas da franquia sem cair naquela patasquada da Terminatrix do terceiro longa (se quiserem anotar meu palpite, eu diria que o cara é feito de nanobôs).

Por fim, como eu adiantei lá em cima, o saldo foi positivo e eu terminei a prévia com vontade de assistir o filme inteiro. Só que como nem tudo são flores nessa vida, o filme parece ter alguns problemas: temo que a trama fique muito complexa para quem está chegando agora (e TAMBÉM para o fã velhaco), afinal é uma sequencia que não é continuação, mas ao mesmo tempo é um soft-reboot com ares de remake. Confuso né? O fã de HQ contumaz talvez tire de letra, mas o público civil ou vai ficar perdido ou vai largar um foda-se pra historinha.

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Depois vem o que mais me preocupou – usar o Schwarzenegger como alívio cômico. Durante toda a prévia eu vi um número alarmante de piadinhas envolvendo Arnold e o fato do T-800 ser mais velho/ser visto como figura paterna para a jovem Sarah Connor (aliás ela chama o bicho de “Pops”, que virou “Papi” na legenda brasileira). Estourou o Whedômetro.

Não sei se isso foi pra criar empatia com o novo público, nem se é uma alfinetada do ator aos críticos em relação à sua idade/falta de carisma, ou se foi pra distanciar do tom sisudo e CHATO que tiveram o terceiro e quarto filmes, mas me preocupa que isso acabe ficando à frente no resultado final.

A Coletiva de Imprensa.

Na manhã seguinte, fomos recebidos num hotel na zona sul do Rio de Janeiro para fazer uns cliques do Arnoldão e um bocado de perguntas na coletiva em si. Perguntas dos adultos presentes, claro – eu me recolhi a minha insignificância e fiquei anotando o que aparecia para poder contar pra vocês.

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Arnold falou rapidamente sobre como é interpretar o mesmo personagem 30 anos depois e sobre o salto tecnológico das última décadas, de como isso afeta o resultado final. A resposta começou com um paralelo que eu já havia percebido durante a exibição da prévia que deve ser um dos temas do filme – a crítica ao envelhecimento/ato de envelhecer. Assim como o T-800 possui apenas o exterior envelhecido (continuando o mesmo por dentro), o próprio Schwarzenegger continua com a mesma motivação apesar de não ter o mesmo corpo de antes.

O ator comentou também sobre as cenas de luta – que é difícil mostrar algo interessante depois do advento do UFC e de como a produção preferiu, portanto, uma aproximação mais realista nos combates mostrando os efeitos e consequências do embate de máquinas assassinas de várias toneladas. E também comentou brevemente sobre a experiência de gravar um filme de ação em 2015, com muito “fundo verde”, em comparação com o processo de filmagem quase improvisado de 84.

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Quando questionado sobre a escolha de Emilia Clarke para o papel de Sarah Connor, Schwarza falou que a produção do filme fez um bom trabalho na escalação pois é uma tarefa difícil substituir Linda Hamilton no papel. Ele também ressaltou o amadurecimento da companheira de elenco durante as filmagens onde não só sua aparência teria sofrido mudança mas também sua atitude e que por essa dificuldade Clarke acabou conquistando seu respeito.

Por fim Arnold contou de como considera este último filme como o mais “emotivo” de todos. Ele citou que o fato da jovem Sarah ter sido salva pelo T-800 ainda criança no filme criou um estreitamento dos laços entre os personagens a ponto do androide tentar reproduzir emoções para “se misturar” aos seres humanos para continuar protegendo a jovem, construindo uma “relação poderosa” com a protagonista.

Encerrando a coletiva, o SuasNegas declarou seu amor pelo Brasil e pelo Rio de Janeiro, afirmando que sempre que pode gosta de vir ao país – seja a trabalho ou ainda de férias. Fico feliz que o véio (com quase setenta na carcunda) ainda se anime de passar por estas terras para divulgar novos trabalhos, resta só saber se vai prestar. Mas se fizer jus a só esses vinte minutinhos certamente vai valer a pena.

Afinal, tem que se adimirar um homem que sabe o que é bom na vida… não, não essa parada de “destruir seus inimigos”… to falando do “TRIPLO PERIGO DO CARNAVAL – A BUNDA, A MULATA E O SAMBA”!

“I learned one word yesterday… BOON-DAH” HUAHAUAHUAH

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