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Star Wars – Numa galáxia muito, muito inclusiva!

E hoje, que todo mundo chegou atrasado no trabalho porque ficou até tarde esperando pra ver o descabaçamento do DiCaprio, sobre o que a gente vai falar nesse post? Isso mesmo, de Star Wars!

E com o MESMO GIF! Huzzah!
E com o MESMO GIF! Huzzah!

Em recente entrevista ao The Daily Beast o diretor do último filme da franquia, J. J. Abrams (que é o diretor e não o nome do filme), comentou um pouco sobre uma palavrinha que anda causando arrepios no fiofó dos reacinhas de plantão, ainda mais quando aparece em produtos de cultura de massa – Inclusão.

Abrams falou que além da diversidade de gênero (com protagonistas femininas) e étnica (com atores negros e guatemaltecas) o universo da série não descarta em hipótese alguma outra diversidade, muitas vezes preterida quando se fala desse âmbito – a sexual.

“Quando eu falo sobre esse caráter inclusivo isso não exclui personagens gays. É tudo inclusão. Isso é obóvio. Então, para mim, a graça de Star Wars é explorar todas as possibilidades, sendo portanto duma pequeneza insana dizer que não haveria um personagem homossexual nesse universo”

“Sair daqui depois e tomar um chopinho?”

O que, na verdade, só ecoa algo que já acontece no recente cânone desenvolvido para a franquia nos livros: em Lords of the Sith, situado no período das Guerras Clônicas, temos a oficial imperial Moff Delian Mors e na trilogia Aftermatch – prequel da nova série cinematográfica – na figura de um de seus personagens principais, o ex-Oficial de Lealdade imperial Sinjir Rath Velus, além de vários outros.

O diretor ainda se pronunciou de quão absurdo é a ideia de ainda se colocar em questão a necessidade ou não da presença desse caráter inclusivo na obra em questão e, mais especificamente, na sua produtora.

“Eu acho que nós todos ainda temos muito o que fazer e por isso pra mim é insano que ainda precisemos conversar sobre inclusão. É vergonhoso. Nós todos precisamos nos esforçar para fazer uma representação melhor do mundo. É algo importante para mim, e é importante também para o nosso trabalho na Bad Robot“.

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Porra galera, não tem como discordar. Primeiro que, caralho, estamos falando duma galáxia, cacete. É muito espaço, com muita lua e planeta para termos só UM personagem negro e UMA personagem feminina (mazomeno) e todo mundo hétero (ou heteronormativo) como acontecia na trilogia clássica! E com certeza isso não foi um delírio preconceituoso do Lucas, mas sim do mercado.

Andamos um bom bocado dos anos setenta pra cá (mesmo que tenhamos retroagido aqui e ali) e já é hora da nossa cultura pop espelhar, justamente, o que é próprio do seu povo. Todo espectro humano merece ser representado na sua cultura corrente e é absurdo pensar que justamente numa ambientação SciFi/Space Opera, que opera por analogia, não haja espaço para pluralidade sexual. Discutir e colocar isso em prática sem dúvida é um avanço.

Enfim, fico feliz de ver esse tipo de pronunciamento surgir cada vez mais de figuras mais sólidas no mercado e com cada vez mais frequência (e com cada vez mais clareza). Nesses tempos incertos é algo que se faz necessário. E de mais a mais, já era hora de Guerra nas Estrelas finalmente entender a lição que Kirk e cia já nos ensinavam desde os anos 60: que na hora do vuco-vuco não tem essa de cor, gênero ou mesmo espécie!

“Tá vendo aquela lua que brilha lá no céu?”

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