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Novos X-Men: E de Extinção


Finalmente, a melhor fase dos X-Men dos últimos 15 anos ganha uma edição encadernada.

Assim como muitos leitores de quadrinhos, parei de comprar gibis na época da linha Premium da Abril. Mesmo quando a Panini assumiu a Marvel no Brasil, não havia nada que despertasse meu interesse a ponto de voltar a comprar quadrinhos mensais.
Isso mudou com o anúncio da chegada de duas séries que foram muito bem recebidas por público e crítica lá fora: o Homem-Aranha do J. Michael Straczynski e os Novos X-Men do Grant Morrison. E esta última ganhou agora o encadernado que já merecia há anos.
Inicialmente acompanhado do fantástico Frank Quitely nos desenhos, Morrison modernizou o título não apenas usando elementos do bem-sucedido filme dos homens-X, mas também modificando toda a estrutura política, social e cultural da parcela mutante do Universo Marvel. Tudo isso respeitando o histórico e a personalidade dos personagens, ao contrário do que um certo escritor superestimado vem fazendo ultimamente (cof, cofJoss Whedon, cof, cof).

O encadernado da Panini conta com as oito primeiras histórias escritas por Morrison na revista norte-americana X-Men (rebatizada como New X-Men), incluindo os arcos “E de Extinção” e “Geração sem Germes” (com desenhos do competente Ethan Van Sciver e do fraco Igor Kordey) e as histórias fechadas “Salas de Perigo” e “Silêncio – Resgate Psíquico em Andamento”. Esta fez parte do “mês silencioso” da Marvel, em que editora pediu que suas equipes criativas fizessem histórias sem diálogos para ressaltar o aspecto narrativo dos desenhos nas HQs. “Silêncio” foi uma das únicas histórias do evento que realmente valeram a pena.
Apesar de todas essas histórias já terem saído por aqui na revista mensal X-Men da própria Panini, o encadernado tem a grande vantagem de não trazer todo aquele lixo que era publicado junto na época (dá desgosto só de lembrar). Aqui entra só o filé. A revista conta ainda com as capas originais e os esboços de personagens, todos de Frank Quitely.
Pra não dizer que é tudo perfeito, a edição brasileira deixou um pouco a desejar, considerando que o principal trabalho (tradução, adaptação, diagramação) já havia sido feito há alguns anos. Faltou conteúdo original no encadernado, como um texto introdutório contextualizando historicamente a obra (tanto no que se refere à indústria dos quadrinhos quanto na cronologia dos X-Men). De conteúdo novo mesmo, apenas uma página de índice, aparentemente feita às pressas, pois tem um descuido ridículo ao repetir os números das partes da história. Um erro idiota, mas que não compromete a qualidade da revista.
No fim das contas, finalmente a Panini lança um bom encadernado, com uma história que faz por merecer o papel de qualidade, não aquelas porcarias tipo Batman: Silêncio, que não valem nem o plástico protetor do gibi. E de Extinção é pra comprar, ler, reler e guardar pra mostrar pros seus netinhos.
Nota: 10.
(New X-Men #114-121)
Edição especial, formato americano, 204 páginas, papel LWC, R$ 25,90, distribuição setorizada.

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O que esse cara ainda tá fazendo aí? VAI EMBORA DO AMÉRICA!!!

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