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Jane Foster é a Nova THORA!

Assim, na sua cara, sem rodeios, igual sua mãe gosta (que gratuíto!)

Lá em julho do ano passado (cacete, faz tempo) eu fiz um post falando sobre uma mudança na “trindade da Marvel” que deu o que falar – inclusive na “mídia civil”: o Thor, deus do trovão, agora é uma mulher.

Fizeram um escarcéuzinho, rolou muito mimimi “homis X feminazis”, mas como é quadrinho a notícia esfriou e o todo mundo deixou pra lá, afinal os civis tem notícias melhores pra cobrir enquanto nós já estamos acostumados com esse tipo de coisa e já sabemos que não costuma durar.

Mas durou. E quase um ano depois vazou a identidade da heroína: a nova Thor é ninguém menos que Jane Foster, personagem tradicional dentro da mitologia do herói estando, inclusive, incluída no universo cinematográfico da editora. “E eu com isso?”

Primeiro é preciso dar os parabéns pra equipe criativa (Jason Aaron e cia) que mantiveram o segredo até agora, ainda mais na Marvel, que vive desse tipo de reviravolta vazia. Depois é preciso dar os parabéns novamente pros caras, não só por não ter tirado um personagem DO CU pra assumir o Mijolnir (como já tinham boatado antes com a Crystal, por exemplo) mas como também aproveitar e lançar uma questão séria nos gibis:

Jane Foster tem câncer de mama. Em estado avançado.

O próprio Aaron confirmou isso num pronunciamento oficial.

“Mas tem um porém: ela também está lutando contra o câncer de mama. Quando ela levanta o martelo, vira um deus superpoderoso: mas quando não está usando volta a sua forma mortal enfraquecida. E além disso, as transformações mágicas estão fazendo sua condição piorar cada vez mais”

Ou seja, Foster não só é digna do poder de um deus, como também está morrendo ainda mais rápido por fazer isso. Difícil, hein?

Nossos leitores são pessoas instruídas (apesar do velho clichê), então eu não preciso nem dizer que o Câncer de Mama é o tipo de câncer mais comum em mulheres (tendo mais de 50 mil casos novos só ano passado no Brasil), e responsável por uma taxa de mortalidade altíssima – é a principal causa de morte por câncer em mulheres no país (fonte). Isso não é pouca coisa.

Ou seja, ao invés de só mudar o sexo do personagem e colocar um personagem novo – feito especialmente para isso e que seria descartado logo depois – ou alguém muito nada a ver (olá, Spider Gwen), escolheram alguém que já possui laços sentimentais com os leitores do personagem, e imbuído de uma motivação muito forte: a de beneficiar os outros a despeito da própria saúde, do próprio bem-estar.

Não vou pagar de sabichão e dizer que leio Thor desde criancinha, porque não leio. Aliás, nem venho acompanhado as últimas fases dos títulos do personagem, mas não pude deixar de prestar atenção nessa revelação pela representatividade que carrega e pelo poder de conscientização que trará justamente para quem talvez menos conheça sobre a doença: homens nerds.

No fim talvez ela consiga uma “cura milagrosa” e tudo volte a ser como era antes, talvez ela acabe por falecer e mude a história da publicação para sempre (ou até voltar dos mortos)(olá, Spider Gwen²), mas o que importa é que no tempo em que estiver presente talvez ajude a salvar muita gente – dentro e fora das HQs.

Acho digno.

 

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