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George R R Martin acha os vilões da Marvel no cinema uma merda

Uma reclamação constante nos filmes da Marvel é que em muitos deles os vilões são subdesenvolvidos ou apenas versões de outra cor dos heróis (inclusive, você pode ver eu reclamar da mesma coisa na minha crítica do Homem Formiga). Aparentemente, essa crítica não é apenas dos nerds velhacos como a gente, mas também de nerds realmente velhos.

Oi gata quer tc?
Oi gata quer tc?

No seu blog, George R.R. Martin, o autor dos livros da série Crônicas de Gelo e Fogo (vulgo Game of Thrones) fala sobre a sua experiência ao assistir o filme do Homem Formiga. Ele diz que adorou o filme, apesar de inicialmente estar um pouco decepcionado por não ser o Hank Pym mas o Scott Lang, já que o mesmo não é do tempo dele (reclamação número um de todo velhaco). Ele reclama um pouco de sentir falta de relevância da Vespa, já que ele gostava da dinâmica deles (antes dessa dinâmica incluir o Hank Pym dar umas espancadinhas na sua esposa), mas o maior problema dele é o Jaqueta Amarela:

Apesar do Jaqueta Amarela ser um vilão decente aqui (nos quadrinhos ele era uma identidade do Hank Pym), eu estou cansado dessa história da Marvel de fazer o vilão ter os mesmos poderes do herói. O Hulk lutou com o Abominação Abominável, que é só um Hulk do Mal. O Homem-Aranha luta com o Venom, um Homem-Aranha do Mal. O Homem de Ferro luta com o Monge de Ferro, um Homem de Ferro do mal. Que sem graça. Quero ver filmes onde o herói e o vilão tem poderes completamente diferentes. Isso pode fazer a ação ficar muito mais interessante.

Uma coisa interessante de se perceber nessa reclamação é que o Martin sabe do que está falando e manja dos paranauês dos quadrinhos. Inclusive ele é nerd de quadrinhos há muito tempo (mais tempo que a sua mãe tem de rua, para ter uma idéia). Veja essa cartinha que ele enviou para a Quarteto Fantástico número 17, babando no pau do Stan Lee e do Jack Kirby quando ele tinha apenas 15 anos:

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Nessa época ele ainda não tinha revirado o lixo do Tolkien como um guaxinim para achar o segundo R do nome.

Até aí tudo bem. Mas peraí. Esse véio gordo não devia estar terminando de fazer a porra do livro ao invés de ficar indo pro cinema e ficar escrevendo crítica em blogs? Não contente com ficar perdendo tempo com essas bobagens, o velhaco ainda perde tempo fazendo uma pontinha no filme Sharknado 3, filme que aliás não tinha nenhum direito de existir em primeiro lugar. Na cena, o Martin é comido por um tubarão de 3 cabeças que sai de uma tela de cinema, frase que faz total sentido no contexto de um filme onde o protagonista é um tornado de tubarões. Confira a cena:

No geral, concordo com o que o Martin disse sobre os vilões da Marvel. Uma das coisas que mais me incomodou no Homem Formiga foi a semelhança estrutural com o primeiro Homem de Ferro. O problema é que é muito mais difícil escrever batalhas quando os níveis de poder são radicalmente diferentes. Um exemplo é o Flash: na mão de escritores ruins, qualquer luta do Flash com um vilão que não seja velocista fica uma merda, com o leitor se perguntando de 5 em 5 minutos “Por que caralhos o Flash não faz X ou Y”. Coisa similar ocorre com o Super, e com qualquer luta em que os níveis de poder são diferentes demais.

Mas acho que tem uma coisa que provavelmente faria com que ele gostasse muito mais dos filmes da Marvel: pintos flácidos.

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