Home / A Gente Vimos / A gente vimos v Top MDM: 10,5 filmes de Terror de 2016

A gente vimos v Top MDM: 10,5 filmes de Terror de 2016

Todo ano tento fazer uma maratona de filmes de terror dos mais variados (novos, antigos, que eu quero reassistir, etc) e tento assistir o máximo deles. Claro que nunca termino a lista, mas desta vez consegui ver um número relativamente bom de filmes e muitos deles foram daquele próprio ano (o que é incomum pra mim). Então resolvi fazer um “a gente vimos pocket” misturado com um top MDM. Não assisti a todos os filmes de terror do ano passado, é claro, tanto por falta de tempo quanto por falta de interesse, mas entre os que eu assisti, eis um top 10 (feito nas coxas, é claro):

10 – A Visita (The Visit)

Todo mundo ficou dizendo que esse filme era o retorno do M. Night Shyamalan aos filmes bons. É… mais ou menos, mais ou menos. É certamente melhor que Fim dos Tempos e The Last Airbender, mas não acrescenta nada ao gênero, ainda mais num ano com vários filmes de terror bons. Apesar disso, tem umas cenas legais, o ritmo é bom para um found footage e a reviravolta é simples, mas legal. É o filme que eu dou menos nota nessa lista, mas ainda vale a conferida para quem estiver curioso.
Nota: 6,6

9 – O Chamado vs O Grito (Sadako vs Kayako)

Se Freddy vs Jason e Alien vs Predador ensinaram alguma coisa é que esses crossovers entre franquias de terror nunca conseguem bater as expectativas dos fãs (especialmente considerando que esse filme saiu de uma piada de primeiro de abril). Ainda assim, Sadako vs Kayako, que coloca os monstros de O Chamado e O grito (suas versões originais, claro), é um filme bem divertido para quem assiste sem esperar uma obra prima. A história não é nada demais e a batalha propriamente dita ocorre só nos últimos 15 minutos de filme, mas tem um John Constantine japonês e o final consegue ser até inesperado.
Nota: 7,3

8 – Quando as luzes se apagam (Lights Out)

Baseado no curta de mesmo nome e pelo mesmo diretor, Lights Out é um feijão com arroz bem feito. Produzido pelo James Wan, é muito melhor que os filmes de terror estilo goosebumps disfarçado de terror adulto como Invocação do Mal que ele dirige. Não tem nada de inovador, mas consegue fazer bem aquilo que se propõe. Tem atuações boas o bastante, sustos bacanas e uma história que faz a gente se importar com os personagens.
Nota: 7,5

7 – Sala Verde (Green Room)

Green Room é para quem curte um horror mais cru e com algum gore. Não tem nada de sobrenatural e a história é até bem simples, mas consegue ser tensa durante todo o filme e te deixa querendo saber o que vai rolar a seguir. É um bom filme para quem se incomoda com “mensagens” ou “moral da história” óbvias em filmes de gênero: Green Room trabalha o típico plot “me fudi porque estava no lugar errado na hora errada” sem reservas e sem se preocupar com justificar as ações dos vilões.
Nota: 8,4

6 – Rua Cloverfield, 10 (10 Cloverfield Lane)

SPOILER: o filme não tem nenhuma conexão relevante com Cloverfield. Mas é um baita suspense psicológico que bebe de diversas fontes, mas principalmente de Além da Imaginação (mas quem não bebe de Além da Imaginação?). O que foi feito com o final lembra um pouco A Bruxa por parece destoar muito do clima do resto do filme, o que certamente vai ser um problema pra muita gente. Ainda assim, é um filme que vale muito a pena.
Nota: 8,7

5 – O Demônio de Neon (The Neon Demon)

Nicolas Winding Refn é aquele diretor do tipo “ou ama ou odeia”, e O Demônio de Neon não é diferente. Definitivamente vai impactar as pessoas de forma diferente, mas eu particularmente gostei muito do filme, especialmente por ele fugir do óbvio (não necessariamente em termos de narrativa, mas em termos de temática). É o tal “filme de arte”, então não é para aqueles que não curtem este estilo.
Nota: 8,9

4 – Invasão Zumbi (Train to Busan)

(nota: Apesar de ter assistido este filme nos cinemas em 2017, ele foi lançado oficialmente em 2016, por isso veio pra essa lista)
O cinema coreano de horror já é conhecido dos entusiastas do gênero, mas dessa vez o país trabalha um tema mais americano: o apocalipse zumbi. Se aproveitando da versão zumbi frenético de filmes como Extermínio e Guerra Mundial Z e misturando locação claustrofóbica com ritmo intenso, Invasão Zumbi consegue, mesmo com seus problemas, ser um exemplar do gênero que se destaca pela narrativa sem emoções pasteurizadas e pelo clima tenso de perigo iminente. É um Guerra Mundial Z, mas sem explicações idiotas ou saídas bobas, ou seja, bem melhor executado. Resenha mais completa em breve no MDM.
Nota: 9,0

3 – A Menina que Tinha Dons (The Girl With All the Gifts)

Quando você pensa que não dá pra fazer mais nada criativo com Zumbis, surge “The Girl With All the Gifts”. Apesar da saturação desse tema, o filme consegue criar uma coisa diferente e fazer uma história que funciona muito bem em vários níveis. Há uns comentários sociais interessantes que não deixam o filme panfletário e os primeiros 30, 40 minutos de filme são intensos. Perde um pouco o ritmo lá pela metade, mas não o suficiente pra tirar algum mérito do filme.
Nota: 9,2

2 – À sombra do medo (Under The Shadow)

Este filme é um terror Iraniano que se passa no Teerã durante a Guerra Irã-Iraque. A história é relativamente simples, mas consegue capturar muito bem a tensão daquele período e inserir elementos sobrenaturais sem que os temas pareçam contraditórios entre si. Pode ser um pouco parado para quem não está acostumado com esse tipo de ritmo, mas é uma história bem feita e que consegue dar um outro ponto de vista para as típicas histórias de fantasma.
Nota: 9,5

1 – A Bruxa (The VVitch)

O único dessa lista que fiz uma resenha completa, então apenas vou me limitar a dizer que este foi meu filme de terror preferido de 2016.
Nota: 9,7

0,5 – Yoga Hosers

Pra posição meia boca fica esse filme bizarro do Kevin Smith. Eu até agora não consigo dizer se eu gostei ou não. Essa comédia de terror (que é uma espécie de spin-off de Tusk) é absurda, nonsense, ridícula e sem pretensão, mas tem um tipo de personalidade difícil de definir. Os dois principais méritos de Kevin Smith com esse filme são basicamente uma caracterização muito interessante (e não necessariamente depreciativa) da geração atual e o fato de ter conseguido convencer uma produtora a distribuir esse filme.
Nota: Assista por sua conta e risco.

Sobre Algures

Oi, meu nome é Algures e eu tenho 35 anos (ou teria, se estivesse vivo). Compartilhe esse post com 20 pessoas e minha alma estará sendo salva por você e pelos outros 20 que receberão. Caso não repasse essa postagem, vou visitar-lhe hoje à noite. Dia 15 de Julho, José resolveu rir desse post, uma noite depois ele sumiu sem deixar vestígios. O mesmo aconteceu com Maria dia 18 de Outubro. Não quebre essa corrente, por favor, a não ser que queira sentir a minha presença (atrás de você).

Além disso, verifique

Disney não vai alterar a primeira trilogia de Star Wars

Com a compra da Lucasfilm pela Disney e com todo esse papo de voltar às …