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A gente lemos – Capitã Marvel #2

Aproveitando todo o mimimi sobre “mulheres nos quadrinhos”, trago pra vocês este título que embora conheça a pouco tempo, “já considero pacas” e que faz tempo que eu queria resenhar aqui: a nova revista da Ms. Capitã Marvel, que a Panini está lançando por aqui em encadernados no mesmo esquema do Demolidor do Waid.

Na verdade, essa é também meio que uma resenha da primeira edição também, porque só comprei a segunda por ter gostado da primeira – o que veremos que talvez tenha sido um engano meu. O gibi da Capitã é mais uma tentativa da Marvel de emplacar uma heroína legítima num universo tão machista e patriarcal quanto o das HQs. E o primeiro volume até que consegue isso bem, dosando trama e boas doses de ação, posicionando a Capitã como um dos grandes no panteão da Casa das Idéias, inclusive passando (com louvor) no “teste de Bechedel”.

Pra quem não está familiarizado com o termo, o teste é uma forma não-oficial de avaliar obras de ficção quando a igualdade de gênero e se dá pelo seguinte (copiado do bechedeltest.com)

“O Teste de Bechedel (…) é um teste simples que enumera os seguintes critérios: (1) é preciso que tenha pelo menos duas personagens femininas, que (2) estabelecem um diálogo entre si, sobre (3) alguma coisa que não seja um personagem masculino.”

Ou seja, dado certa obra, caso esta passe por esses três critérios, nos dá um indicativo de que é igualitária no tocante a gênero, e isso não é fácil pois no site mesmo de onde traduzi (canhestramente) o Teste, existe uma lista EXTENSA de filmes e seriados que não passam, nem de longe, nas três regrinhas. Dá pra se surpreender com a quantidade de obras que não contém nem ao menos UMA mulher com fala. Realmente faz pensar quanto a “invisibilidade” que o gênero possui na ficção (Sue Storm que o diga!). E o título da Capitã passa com louvor no teste, sem abrir mão da ação e da porrada…

BASTANTE porrada, aliás!

… mas que, numa segunda análise, você percebe como que consegue essa proeza (e não é só por ser escrito por uma mulher – Kelly Sue DeConnick)(Aliás, que porra de nome complicado…): o título, simplesmente, TRAPACEIA. Afinal, é muito fácil passar pelo Teste de Bechedel se a sua obra NÃO TEM PERSONAGENS MASCULINOS! Puxando aqui pela memória, temos no primeiro volume uma aparição rápida do Capitão América e algumas pontinhas aqui e ali do Homem de Ferro e apenas UM personagem fixo masculino só no segundo volume (além do vilão, que aparece bem pouco). E, aliás, esse personagem (o repórter fotográfico Frank Gianelli, que faz parte inclusive do passado editorial da personagem) é uma pista de que na verdade o título não promove a igualdade, mas sim uma inversão de polaridade no machismo nas HQs.

O cara é só um ACESSÓRIO. Ele serve para ser o interesse romântico da loirona, simples assim. É até engraçado ver por esse lado, porque conseguiram inverter toda aquela dialética da “donzela em perigo” colocando no lugar um personagem masculino – mesmo em suas atualizações mais recentes, onde surgem “donzelas com utilidade”, que mesmo sem poderes numa batalha, conseguem achar alguma serventia para os heróis (buscar informações, distrair o inimigo, etc). O cara é tão relevante quanto qualquer mulher coadjuvante em gibis “comuns”, e isso é bem complicado, porque mostra que o título – embora não tenha tons de misandria – promove antes um feminismo clássico do que um cenário igualitário.

Quase uma donzela.

No mais, pra não dizer que ao invés de resenhar fiquei apenas divagando, a história entra num arco maior mostrando diversos acontecimentos que giram entorno do grande vilão, que é revelado apenas na última página. Resumindo bem, Carol Danvers está com uma lesão cerebral grave, meio Rocky Balboa, com a diferença que ao invés de não poder lutar, não pode voar, correndo o risco de morrer caso o faça. É interessante, porque o primeiro volume consegue (com louvor) construir a personalidade da heroína enquanto piloto de caça militar extremamente competitiva, forte e independente. Eu sei: você, eu e toda a torcida do Florminense já vimos o memos mimimi-de-mulherzinha antes, que eu nunca disse que ser ORIGINAL, mas que é pelo menos legítimo. Mesmo que muitos momentos fique num “olhe pra mim, como eu sou porradeira e não fico devendo pra nenhum homem”, está de bom tamanho pra um quadrinho, não soando como um pastiche.

Mas é um trabalho bem insosso perto da recapitulação/retcon da origem da personagem apresentada no primeiro número. Cito como destaque somente a primeira história, onde a atual capitã encontra a anterior, Monica Rambeau, que até hoje pra mim é uma das melhores personagens femininas da Marvel (embora seja engraçado esse “encontro de explotations” – Feminismo X Questão étnica). O gancho final é fraco e o vilão um ilustre desconhecido, pelo menos para mim que não acompanho o lore da personagem. Mas, ao que parece isso deve impulsionar a trama para o surgimento da próxima capitã, que é o que eu queria desse título pra início de conversa. O jeito é aguardar, mas pelo menos não deu aquele sentimento de dinheiro perdido… quase.

Que ixprodiu uma MONTANHA no Secret Wars!

Por fim, a Marvel talvez falhe nisso, em reconhecer que as meninas que leêm gibi GOSTAM de TODOS os heróis, independente do gênero do personagem, o que segura mesmo o público – seja ele mulher, homem, hetero, homo ou leitor do MDM – é o ROTEIRO. Se o argumento for uma desgraça não adianta enfiar um herói “latino, judeu, pobre e gay” que não vai vender. Ou pelo menos não deveria. Mas é o que acaba acontecendo.

Ficam no entanto sinais de uma iniciativa muito boa, e sigo aguardando aparecer a nova Capitã Marvel, adolescente e muçulmana, para ver se os novos ares do primeiro volume são de fato um novo fôlego para os personagens femininos nos gibis de linha da editora ou se aquele clima das primeiras edições foi só uma brisa passageira.

Capitã Marvel #2
Roteiro de Kelly Sue DeConnick e Christopher Sebela, arte de Dexter Soy e Filipe Andrade, cores de Veronica Gandini e Jordie Bellaire
132 páginas, cores, capa mole, R$ 13,90, Panini.

Nota: 7,5

Sobre Tango Commando

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Não sou exatamente um guêimer; não costumo comprar guêimes no lançamento, então geralmente só vou …

134 comentários

  1. Vou ler, vou ler… Mas me poupe do discurso feminista.

  2. FEMINAZI!

  3. O post não tá aparecendo na página principal!

    Eu até tenho vontade de ler, mas cada um fala uma coisa diferente dessa revista. Uns gostam, outros não e eu sou mão de vaca pra gastar 14 reais sem saber se vale a pena.

  4. Gostaria muito que minha namorada gostasse de ler quadrinhos, mas não é a praia dela. Até porque realmente os personagens femininos realmente são a idealização do que os homens pensam das mulheres. Se fossem histórias feitas por mulheres e pra mulheres, quem sabe esse retrospecto não mudaria?

    • Histórias feitas por mulheres e pra mulheres? Novelas e livros como Crepusculo e 50 tons de cinza

      • Falo de HQs, e não livros, sua mula!

        • Além disso, as histórias desses livros são ainda com a visão estereotipada dos homens, mesmo que tenham sido escritos por mulheres.

          • Veja o exemplode 5 tons de cinza, é sucesso absoluto entre as mulheres, tanto que já foi transposto para outras midias…

          • O livro se vendeu não por causa da história “instigante”, e sim por conta do bafafá que se gerou em cima do seu conteúdo erótico e da submissão da personagem ao chefe dela…

          • Isto prova que o machismo é aceito e de certa forma é cultuado entre as mulheres, e o feminismo é uma forma de mascarar isso. Eu gosto da forma como a Viuva Negra é abordada no Marvel-verso cinematográfico!

          • Mas a personagem da Scarlet vai da sensualização sem perder o espírito de liderança e ser uma mulher forte e que não fica dependendo dos homens pra tomar suas atitudes. Ao contrário das personagens dos livros, que são submissas pra caralho!

          • Ela é tudo que a mulherada quer ser. Gostosa, poderosa e independente. Mas as mulheres não curtem isso…

          • Você entende muito da aura feminina pelo visto, né Chico Buarque?

          • Pelo visto não deve conviver e nem conversar com mulheres né… Eu falo pq quando via a reação das mulheres em relação a Viuva Negra nos filmes. Sempre em tom de rivalidade…

          • Engraçado, eu vejo muitos gostarem sim do personagem, mas concordarem de que vez em quando a usam como objeto de admiração masculina.

          • De fato ela é um objeto de admiração. Toda mulher bonita é… Mas, sei lá… As mulheres sentem um pouco de rivalidade e por isso não aprovam… deve ser por isso que personagens femininas não fazem muito sucesso com mulheres

        • Sua mula, eu citei um exemplo de algo feito por mulheres e pra mulheres. Se forem seguir sua sugestão as HQs terão o mesmo teor das novelas e desses livros pra mulheres… sua capivara!

          • O conteúdo dos livros não pode ser aplicado aos quadrinhos, até porque 50 Tons se vendeu pela polêmica, não pela história.

          • Esse é só um exemplo. Crepusculo, Jogoz Vorazes, Divergente… Tem elementos quadrinisticos nessas obras que daria pra aplicar numa eventual HQ, e olha a tematica

          • Jogos Vorazes e Divergente são exemplos melhores que 50 Tons e Crepúsculo, as heroínas dos livros são bem representadas, e os títulos vendem muito bem.

          • Jogos Vorazes eu concordo, gostei muito dos filmes (Jenifer Lawrence delicia), mas sempre tem que ter aquela novelinha, romancezinho na história… Se não tiver essa dose de acuçar a mulherada não compra

          • Mas até os quadrinhos masculinos tem essa novelinha que você diz, faz parte dos dilemas de cada personagem.

          • Cara, a gente gosta de ver pegação, é diferente… Agora a mulherada quer ver aqueles draminhas, desencontros, sofrimento, choro… que merda cara

          • Essa é a sua visão dos fatos…

          • Exato! Só posso falar por mim, e é isto que eu observo! Agora, pelo visto você é um cara sensível e que lê Nicholas Spark e chora no final!

        • Tenta dar “Fábulas” pra ela ler. Agrada todo mundo.

      • Eu não ando sempre sem camisa e com purpurina! Sociedade matriarcal opressora!

    • Onde se lê: minha namorada;
      Leia-se: minha mão

    • Não acho que isso funcionaria, a segregação continuaria se dividissem em “histórias de meninos” e “histórias de meninas”. Tem que fazer histórias que agradem ambos os gêneros sem partir de estereótipos de que mulher tem que escrever história de mulher e vice versa.

      • Mas muitos personagens ainda são predominantemente masculinos, sendo que eles são líderes de seus grupos. Acho que poderiam trabalhar com personagens femininos já existentes e tentarem dar uma aprofundada em suas histórias. Não digo que tenha que ter o mesmo número de títulos que o habituais, nem prego a segregação, somente o mesmo cuidado e profundidade com os roteiros.

        • Verdade, tinham que dar a mesma importância pras personagens femininas e não colocá-las na história apenas pra ser a gostosona alívio visual.

    • Baratas também têm orgasmos

      Defina história de mulher pra mulher. Exemplifique também.

    • Uplan Uplanoso Uplanado®

      Tipo aquela batgirl e catwoman?

  5. ALS Ice Bucket Challenge Sexiest Compilation



  6. Post é tão merda que nem na home ele tá…. Tinha que ser sobre a Marvel..

  7. Pessoal, tô precisando da ajuda de vocês. Preciso fazer uma pesquisa com pelo menos 15 pessoas, poucas perguntas, só para fins facultativos. Se vocês quiserem podem inventar o nome, mas que ele seja crível. E por favor, não esculachem, porque eu preciso disso de verdade!

    Conto com a compreensão de vocês amiguinhos! <3

    A pesquisa é em volta de televisores, da Sony e outras marcas ok?

    1- Qual seu estilo de vida? (trabalho, estuda, entretenimento)
    2- Roupas. (qual o estilo que você gosta?)
    3- Poder Aquisitivo (Classe D,C,B ou A)
    4- Usabilidade (por quanto tempo você fica com uma televisão?)
    5- Escolaridade
    6- Intenção de compra (O que você procura em um televisor?)

    Então pessoal, é só isso. Se vocês puderem me ajudar eu agradeço… Se não, ok.

  8. ” e sigo aguardando aparecer a nova Capitã Marvel, adolescente e muçulmana…”

    Não é uma nova Capitã Marvel, mas uma nova Miss Marvel. Você changeou de novo.

    Porra, Change tá fazendo escola…

  9. Weslunatic Gay Sexercise MdM

    Ué, que merda de post é esse que não aparece na página principal?

  10. Weslunatic Gay Sexercise MdM

    Ah, já que esse post saiu errado, a gente podia ignorar ele mesmo, né?

    Tipo, post de estagiário, gente.

    Ahahahahahahaaaaa

  11. Aqui está o link do formulário da pesquisa no Google Drive:

    https://docs.google.com/forms/d/1z10DSOPwNn-Aw2dIF-o3wLwAXfPIsX2EZP0jIST6qCQ/viewform?usp=send_form

    Aqueles que puderem me ajudar, eu agradeço.

  12. “Quase uma donzela.”

    Isto pode se referir a leitores virjões do MDM que gostam de fazer piadas com bacon e namoradas imaginarias só por não terem capacidade de desenvolver um relacionamento com alguém do sexo oposto.

  13. Já que não tem post novo, fiquem com o jogo do Cybercops feito no RPG Maker


  14. A verdade é que a cada dia fica chato pra caraio ler essas porras.

  15. Hein? Alguém entendeu?

  16. “Por fim, a Marvel talvez falhe nisso, em reconhecer que as meninas que leêm gibi GOSTAM de TODOS os heróis, independente do gênero do personagem, o que segura mesmo o público – seja ele mulher, homem, hetero, homo ou leitor do MDM – é o ROTEIRO. Se o argumento for uma desgraça não adianta enfiar um herói “latino, judeu, pobre e gay” que não vai vender. Ou pelo menos não deveria. Mas é o que acaba acontecendo.”

    Assino embaixo.

  17. Bancar o homem feminista faz vcs comerem mais mulheres?

  18. “Ficam no entanto sinais de uma iniciativa muito boa, e sigo aguardando aparecer a nova Capitã Marvel, adolescente e muçulmana…”

    Essa é a nova Miss Marvel, cara.

  19. Uplan Uplanoso Uplanado®

    O Captão Marvel homem e um pentelho marrom que vira um brucutu marrom do panteão da DC.
    A nova Captão Marvel e uma petelho marron que vira uma loira tetuda que a marvel tenta de todas as maneiras possiveis socar no panteão.

  20. Síndrome do politicamente correto.

  21. Hique: de férias na Terra

    “teste de Bechedel”.

    Acho que não conheço uma mulher que passe neste teste.

  22. nada contra, mas não sei que ideía retardada essa, de sepultar o capitão marvel original ( já que o fraldinha não possui mais esse nome ), deixava a porra da Miss Marvel apenas melhorando o teor das histórias, a Marvel ainda vem fazendo muita merda desde o tempo que resolveram ridicularizar o tal Sentry ( que não duvido muito que volte daqui a pouco ….)

  23. Pata de Camelo Olímpica

    Acho que essa parada de “só mulher sabe escrever personagem feminino” algo meio sexista também. Acho que um bom roteirista sabe escrever qualquer tipo de personagem.

    Os criadores de The Last Airbender e Legend of Korra são homens mas suas histórias estão cheias de personagens femininos interessantes e bem desenvolvidos (inclusive com personagem principal feminino em uma série dramática de ação, muito incomum e que “não dá certo” segundo os sabichões de Hollywood).

    Gayman também escreve personagens femininas muito bem.

    As Crônicas de Gelo e Fogo tem personagens femininas de todo tipo, e acho que todas elas são bem condizentes ao universo fantástico da série.

    • Rapaz… se as feministas de plantão lerem seu comentário, vão fazer uma fogueira pra te queimar. Já vi textos “argumentando” que a as Cronicas de Gelo e fogo, além de machistas (segundo os autores dos textos todas as mulheres na história são objetos sexuais, ou sexualizadas demais) são obras pedófilas, uma vez que as personagens casam muito jovens… aff…

      • Pata de Camelo Olímpica

        Não me incomodo, ódio sem dentes vira comédia.

        Na real mano, o universo de Cronicas de Gelo e Fogo é misógino/machista/whatever sim… como a Idade Média e um monte de lugar no mundo atualmente. Ainda assim, a história contada é cheia de personagens femininos interessantes e que se destacam, a despeito de todo o ambiente opressor.

        Se alguém não consegue entender esse contexto, só posso lamentar.

        • Chinês Renderizador de Macacos

          Um contexto “machista” é bem diferente de a obra em si ser “machista” e tem consequências muito diferentes. E o problema é que tem muito texto afirmando o segundo.

    • Mas geralmente são pessoas com uma leitura muito superficial que defendem a necessidade de ser uma mulher, por exemplo, pra escrever bem uma personagem feminina. Só pra efeitos de comparação, Gail Simone escreveu a Mulher-Maravilha e era terrível: gorilas albinos, passeios de concha do mar depois de conhecer a mamãe pra pedir em namoro (isso sem contar quando ela passou pelas Birds of Prey e o roteiro fazia o possível e o impossível para gerar cenas fanservice pro traço do Ed Bennes…). Da mesma forma, quando o Azzarello assumiu a mesma Mulher-Maravilha, e escreveu personagens femininas excelentes, chegando a fazer o triângulo das HQs de aventura (mocinho-mocinha-vilão) todo composto por mulheres (MM-Zola-Hera) e ser excelente.

      É importantíssimo que mulheres possam escrever e expor suas visões de mundo sobre as coisas. Mas também é importantíssimo saber que nem toda mulher é necessariamente feminista (deveria, mas…) e que nem toda mulher é a melhor porta-voz para o assunto – pode haver um homem específico que é melhor do que uma determinada mulher em específico…

      • De fato é importante que a mulher tenha liberdade para atuar nos diversos ramos na arte e que possam expressar suas opiniões, mas não é necessário ser mulher para escrever sobre uma.
        Mas acima de tudo falta essa compreensão de que uma boa história independe do gênero do seu protagonista ou do seu escritor.

  24. Com isso a Capitã… Miss Marvel é a personagem que mais sofreu retcons da editora, ficando na frente até do Beyonder que hoje em dia é um moleque de tão fraco.

    Não leio isso ai, mas nem amarrado. Já cansei de essa personagem sofrer na mão de roteiristas medíocres. Nem o bendis com preparo salva ela.

  25. Vote Capivaroto Raccoon 69!

    Tango machista imbecil.

    • Fui machista? Me ilumine.

      Ser machista é apontar problemas no roteiro da HQ? Pelo contrário, eu aplaudo de pé as primeiras edições e o primeiro arco por colocar uma Carol Danvers legítima. Esse segundo que ficou muito pastel, muito babaca, colocando o namoradinho dela lá e retirando todos os personagens masculinos. Me soa preguiçoso.

      Ainda mais quando logo nas primeiras páginas do primeiro encadernado quanto aparecem a Capitã e o Capitão dando um pau no Homem-absorvente, o diálogo entre os dois heróis é do caralho, empoderador pra cacete, inclusive explicando que a patente dela é maior que a do Steve Rogers huahauahuah.

      Me pareceu mais que começou muito bem, mas teve dedo de editor e piorou, e que só vai melhorar quando aparecer enfim a nova MISS MARVEL (agora com o nome certo, seus chatos do caralho).

  26. Vote Capivaroto Raccoon 69!

    Chamar o Porco pra comer o cu desse Tango… pqp

  27. Na boa, esse Tango Comando é babaca pra caralho.

  28. Hans Tmk - Go Deutschland!

    Esse raio de “teste de bechedel” é uma grande merda, pois pressupõe que todas as histórias devem obrigatoriamente dar destaque para personagens femininas. É justamente esse tipo de pensamento que cria obras que só são “inclusivas” por obrigação e não por mérito. E obras inclusivas por “obrigação” são até mais superficiais do que as que nunca pretenderam ser inclusivas. É onde entra a questão de que “o que segura público é roteiro”. Acho que só faria sentido aplicar esse teste nas histórias que se propõe a dar esse destaque. Cada autor produz sua obra do jeito que quiser e assiste/lê quem quer. E a mesma lógica pode ser aplicada a qualquer outro gênero, etnia, classe social, nacionalidade e qualquer outra “minoria”.

    • Hans…. você tá falando merda.
      Me diga uma coisa: você trabalha em algum lugar que tem outras pessoas, sendo algumas delas mulheres?
      E, durante um turno de trabalho, elas conversam entre si? E se conversam é SEMPRE sobre homens, ou diversos assuntos entram na pauta também?

      O problema do seu raciocínio é que ele está imerso na noção de “normalidade”, e a normalidade é masculina, branca (eurocêntrica) e heterossexual. Uma HQ de 20 páginas, mesmo que não seja focada nisso, sempre traz dois (ou mais) homens conversando sobre um assunto qualquer que não o sexo oposto. Geralmente, nunca é o sexo oposto.
      Aí, na sua concepção, o Outro (o não-homem, não-branco/a, não-heterossexual) pra aparecer numa trama precisa se apresentar cumprindo o papel de “não-normal”, quando na verdade o que se quer mostrar é que negros, mulheres, gays, latinos, pobres são normais.

      É impossível o recorte de um momento da realidade (duas horas do ambiente de trabalho, por exemplo), sem que duas mulheres conversem sobre um assunto não ligado a sexo. É impossível. Por que então em 22 páginas de HQ ou 70min de um filme isso acontece? Mesmo que essas produções se proponham a se basear e contar diferentes recortes de “realidade”? Essa é a essência do “teste” de Blechedel.

      • Hans Tmk - Go Deutschland!

        Porco, por favor: Onde eu disse que mulheres, negros, homossexuais e qualquer outro grupo não são normais. Eu só disse que as histórias não tem obrigação de seguir isso, mesmo sendo um recorte da realidade. É a obrigatoriedade que não faz sentido pra mim. Claro que na vida real as pessoas conversam sobre n assuntos diversos. Mas estamos falando de aventuras de heróis com poderes ficticios. É interessante colocar dramas banais na vida desses heróis (como o Homem-Aranha por exemplo)? Sim, é. Mas é obrigatório? Não como eu vejo quadrinhos, que são apenas fantasia e entretenimento.

        • Por isso eu falei de noção de normalidade.
          Como eu disse e repito, você está falando merda porque simplesmente não está entendendo o que se discute: “falta entendimento pra cuspir na estrutura”, numa paráfrase de uma frase de efeito antiga.
          Porque ninguém está falando de “dramas banais”. Estamos falando de um diálogo, qualquer diálogo sobre qualquer assunto (exceto o sexo oposto) numa HQ. Ele existe entre homens, mas não existe entre mulheres.
          Dou um exemplo concreto: a página 74 do volume 8 da Coleção Histórica do Homem-Aranha. No primeiro quadro, Homem-Aranha e o Nova, no meio de “uma aventura de heróis com poderes fictícios” discutem sobre a fuga do vilão. No quadro seguinte, dois suspeitos do sexo masculino trocam acusações.
          Em 22 páginas, a única personagem feminina que aparece está fora da ação, num “drama banal”, e tem três falas louvando o seu namorado, Harry Osborn. E mesmo assim, ela dialoga com o próprio Harry!
          E olha, peguei uma revista aleatória (era a primeira da minha pilha de leitura), abri numa página aleatória e fiz uma rápida análise, deu nisso aí. Como eu disse antes, o que você afirma (e meu exemplo reitera) é que a única forma de uma mulher entrar numa HQ de supers é em “dramas banais”, porque não é “normal” envolvê-las no centro da ação de aventuras escapistas de seres com poderes fantásticos! É justamente esse tipo de arranjo que o “teste” de Blechedel se esforça em evidenciar e, naturalmente, combater…

          • Hans Tmk - Go Deutschland!

            Ok Porco. Você venceu. Não discuto mais. Eu entendi seu ponto e seus argumentos e como sempre você é bastante coerente. Na verdade, já tinha entendido antes, mas você é que não entendeu o meu ou o que quis dizer (minha culpa com certeza por não escrever muito bem). Só entenda que em nenhum momento eu falei que “a única forma de uma mulher entrar numa HQ de supers é em “dramas
            banais”, porque não é “normal” envolvê-las no centro da ação de
            aventuras escapistas de seres com poderes fantásticos!”
            . Isso foi conclusão sua. Mas ok, como eu disse, não discuto mais.

  29. Chinês Renderizador de Macacos

    Foi uma história para agradar as femimimistas, que querem dar pitaco em tudo, mas que não conhecem porra de merda nenhuma. Elas acham que o mimimi que elas fazem na internet é o que está motivando essas mudanças, mas é óbvio que não. O que está motivando isso são as verdinhas, que agora as mulheres do sexo feminino têm. O que não tem nada de errado, isso quer dizer que as mulheres estão ganhando representação graças ao trabalho dela. Menos mimimi, por favor.

    • Eu sei que eu vou me arrepender demais em entrar numa discussão dessas, mas vamos lá… Sim, eu concordo que o dinheiro é importante. Muito importante. Mas se não fossem movimentos sociais (pode incluir a internet aí também, já que os pitacos na internet são sim considerados como uma forma de protesto), que mulher se sentiria compelida a depositar uma boa grana para conseguir representatividade? Se não fossem os protestos, o “mimimi”, nem mesmo as sufragettes ricas teriam dado apoio ao sufrágio universal. E se não fosse o “mimimi” causado na internet, nenhum executivo sentiria-se compelido a ir lá e depositar suas fichas numa nova caracterização menos machista para alguma heroína de quadrinhos. Falar que o “mimimi” não motiva mudança alguma é uma atitude besta. A única coisa em que que posso concordar que não é SÓ o “mimimi” que motiva algo.
      Mas, oi, o que eu estou falando? Eu sou só uma femimista, como você disse 🙂

      • Chinês Renderizador de Macacos

        É verdade, você tem toda razão. Você é mesmo só uma feminista, nem sei porque no começo estava te levando a sério, afinal, você criou uma conta nos Disqus só para me responder hahahaahhaha.

  30. 2° Sgt. Fahur , ROTAM Spec Ops

    a primeira edição me deu sono ,eu quero é uma hq solo da magia aquilo lá que é molier foda de verdade…..

  31. É como aquela frase: “não é o que você é que vai definir alguma coisa, é oque você faz”. Gostei do artigo

  32. Um beijo para o Tango Commando.
    Defendendo o feminismo! Abaixo a sociedade patriarcal! Um viva ao corte channel!

  33. Olha, eu, como boneco de neve favorito do tango commando, não posso deixar de registrar aqui o ser humano maravilhoso que ele é. Um exemplo de honestidade, caráter e legitimo defensor do feminismo. Esse blog tem a honra de te-lo como colaborador, parabéns!!

  34. Podem ter TODA a reprensatatividade nos quadrinhos, HQs, cinema e o escambau.

    Vou continuar a tratar qualquer mulher que não seja minha esposa/mãe/irmã/amiga como a qualquer outro homem.

    Me processa.

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