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Faz então, senhor fodão: Melhorar o Universo DC no cinema

Opa, aqui estamos nós com uma iniciativa que deve durar aproximadamente 1 edição (se essa chegar a acontecer), o Faz Então, Senhor Fodão. É onde eu tento parar de falar só mal das coisas e dar SUGESTÕES CONSTRUTIVAS para um problema.

No caso de hoje, temos a questão de como colocar o universo cinematográfico da DC nos ajustes, porque atualmente o Zack Snyder quebrou tudo. Preparados? Claro que não, mas vamos lá.

Primeiro, vamos ao cerne do problema. Por mais que a qualidade dos filmes da DC sejam discutíveis (e, quando falo isso, digo que são uma merda só que tem gente que defende), o principal problemas deles é a falta de entendimento dos personagens, que saem completamente descaracterizados. Minha proposta para corrigir isso depende totalmente do filme da Liga, que tem potencial de ser a virada de maré que a DC necessita. O filme da Mulher-Maravilha é importante, claro, mas queremos corrigir o presente cronológico da editora. Portanto, o cerne da questão é o filme da Liga.

Para isso, precisamos entender a equipe. Em uma revista pré-Novos 52 da Sociedade da Justiça, a Liga foi caracterizada como uma tropa de choque. Contudo, quero ir mais além. A Liga da Justiça é o suprassumo de uma equipe que simboliza a luta por valores de um mundo melhor. Ou, obviamente, uma equipe que luta por Justiça. Com J maiúsculo. E toda equipe possui pilares dentro dela para fazê-la funcionar. Aqui os quatro cernes que eu considero:

  • Superman: O líder moral, representa os ideais. Uma Liga sem Super não possui sua bússola de valores.
  • Batman: O líder tático, representa o funcionamento. Uma Liga sem o Batman não é organizada nem efetiva.
  • Mulher-Maravilha: A líder extra-campo, representa a união, ou a Liga (hãn, hãn). Ela tem o papel de elo entre os integrantes, e o desequilíbrio na balança Batman/Superman. Uma Liga sem a Mulher-Maravilha é desunida, fraca.
  • Ajax: O coração da equipe. Sempre considerei o Ajax um personagem que representa a Liga como ninguém, alguém que daria tudo por ela. Uma Liga sem Ajax carece de vontade, de alguém que está disposto a se sacrificar pelo time.

No início do filme, temos o Batman e a Mulher-Maravilha, mas, além de faltar o Ajax (substituirei ele depois), não há o principal, o que simboliza o verdadeiro Universo DC: O Superman. E é aí que vem minhas ideias.

Para acertar a Liga, e doravante a DC no cinema, precisamos mostrá-la dependente moralmente do Superman. Logo, uma equipe que carece de uma bússola moral. Batman e Mulher-Maravilha passariam a maior parte do filme formulando, seguindo as palavras de Sociedade da Justiça, uma tropa de choque. Ela seria eficiente por causa do Batman, e unida por causa da Mulher-Maravilha. Contudo, faltaria o valor humano, o sentimento de que sempre precisamos fazer o certo, não importa o que acontecesse.

Dois pontos importantes para essa sensação estão no Flash e no Ciborgue. O Flash é o garoto novo, idealista, mas que carece de uma figura maior para se espelhar. E o Ciborgue deve calçar as botas do Ajax e servir como o coração da equipe. Ele tem que se tornar alguém que se sacrificaria pelo que a equipe representa.

Depois da consolidação dos personagens e dos dilemas, precisamos fazer a virada. Ela vai ser o ponto mais importante de todo o Universo DC até então, e para isso precisamos do Superman. Como ele vai voltar dos mortos não importa, o que importa é que ele esteja vivo antes do ato final. Ele voltará mudado, muito mais respeitoso à vida humana do que antes (podemos justificar isso porque ele já matou e morreu, entendendo ambos os espectros. De nada, Snyder), só que ele precisa transmitir esses sentimentos. E podemos resolver isso e ainda caracterizar o Ciborgue ao mesmo tempo.

A situação é a seguinte: temos o Ciborgue, montado com aparelhos da Caixa Materna. Imaginemos que o Lobo das Estepes consiga mandar um sinal para os circuitos do Ciborgue para transformá-lo numa bomba. Essa bomba explodiria em alguns minutos, levando o planeta com ela. O Batman diz que precisam matar o companheiro para salvar a Terra, mas o Superman pede por alguns minutos. Ele diz que o Ciborgue merece uma chance de resolver essa situação.

Enquanto o resto da Liga se preocupa em evacuar os civis/lutar com parademônios para ganhar tempo, o Superman tem uma conversa com o Ciborgue. Enquanto o rapaz de lata diz que estava preparado para morrer, o Superman diz que não irá matá-lo. Ele aprendeu (finalmente) que matar alguém não é solução para nada, e ao contrário disso tem esperança. Esperança de que nunca mais o assassinato seria usado para corrigir os problemas. Esperança que o Ciborgue consiga sobrescrever o comando do Lobo das Estepes e salvar o planeta. E, para provar isso, ele fica do lado do Ciborgue o tempo todo.

E, claro, o Ciborgue consegue impedir a bomba e a Liga salva o dia. Podemos apontar duas consequências desse ato nos dois personagens que apontamos antes. O Flash fica admirado com a resolução do Superman e finalmente tem um modelo para se inspirar, e o Ciborgue prova aos outros que iria a extremos pelo que a Liga significava. Claro, a mensagem, principalmente do Super, ainda precisa de muito trabalho (particularmente num Man of Steel 2), mas imagino que aqui seja a virada para sairmos da descaracterização de personagens e entrarmos no verdadeiro Universo DC.

E que bom que podemos ter confiança que isso possa acontecer, afinal temos Geoff Johns e muita gente que entende a DC trabalhando no fil…

Bem, a esperança foi boa enquanto durou.

E antes que alguém pergunte qual o papel do Aquaman na Liga, FODA-SE O AQUAMAN, MÊO!

Sobre Lojinha

Apenas um evangelizador de One Punch-Man, Gintama, Undertale, Community e Cave Story.

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