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“Capitão América: O Soldado das Trevas”? Frank Miller quer escrever o bandeiroso!

“É bebé, mamar na vaca você não quer né?”

Saiu esses dias no /Film uma declaração que o fascistinha renomado escritor de quadrinhos e diretor/roteirista de filmes de merda Hollywood, Frank Miller, teria feito lá naquele site confuso pra cacete – o Reddit -, contando seu interesse em escrever histórias para o bandeiroso da Casa das Idéias – o homem-bandeira, Capitão América.

E se você é tão burro quanto eu e também não entende o Reddit/Tem o inglês nórdico pior que o meu, Doutor Tango (parece nome de vilão do SHAZAM) te ajuda com mais uma tradução canhestra, made in Córdoba.

“De novo, eu voltaria pelo Capitão América, porque eu vejo nele um maravilhoso anacronismo. E também, sinto que ele possui virtudes características que meu país ou perdeu ou negligenciou durante um longo período de tempo. Especialmente nestes tempos onde nosso país está claramente ameaçado, um herói como ele se faz necessário. Eu me lembro de dizer às pessoas na Marvel, apenas alguns dias depois dos atentados de onze de setembro, que eu esperava que eles percebessem o que estava diante deles, que a reação do Capitão ao 9/11 deveria ter sido bem direta.”

Ou sejE, ele queria um Capitas tradicionalista, revanchista, belicoso e agressivo! Mas, pera, já tivemos isso (e com gente muito melhor que o Miller): o Grande Diretor, o Capitão dos Anos 50 que apareceu retconizado durante o ótimo run do Steve Englehart na Marvel.

Com o final da Segunda Guerra, sem nazistas pra socar mas com revistinhas pra vender, a Marvel optou por tentar seguir com as histórias do personagem apenas trocando o inimigo – nazistas por comunistas -, refletindo o clima que se via no povo americano: trocando um ambiente nacionalista de esforços de guerra pelo medo extremo da União Soviética e do Comunismo. Fascistinha, Macartista até o talo e violento, esse era o Capitão durante os anos da guerra fria até sua revitalização pelo velhote safado, Stan Lee, já em meados dos anos 60. E esse é o Frank Miller pós-9/11, como tem mostrado em seus pronunciamentos ideológicos ou mesmo em sua obra, como no MUITO MEIA-BOCA Holy Terror, de 2011.

Mas, de uma forma ou de outra, a vontade de Miller não ecoa pelos corredores da editora em questão, ou pelo menos não da forma como o autor esperava. Segundo a resposta a uma pergunta que apareceu no FORMSPRING OFICIAL DO TOM BREVOORT, pica grossa da Marvel (Cheessus, alguém ainda usa isso??), ter Frank Miller escrevendo histórias do Sentinela da Liberdade até poderia acontecer, MAS NÃO NO VIÉS DE SUAS ÚLTIMAS OBRAS.

“Ei Tom, essa é a segunda vez que Frank Miller expressou interesse em escrever Capitão América. Ele diz isso apenas como uma resposta pronta para quando inquirido sobre ou é a Marvel que não o quer como escritor? (…) O que você diz?”

“Até onde eu sei, Frank nunca falou conosco sobre este desejo, ou com ninguém na Marvel. Nós certamente estaríamos interessados num resumo, dependendo de que história ele gostaria de contar. (eu não penso, por exemplo, que teríamos seguido adiante com HOLY TERROR, caso fosse uma história do Capitão América)”

Ou seja: se Miller quer escrever na Marvel, que mande seu handoutzinho como qualquer escritor faria, sem problemas, mas que não venha com DELÍRIOS DE VIOLÊNCIA IDEOLÓGICA que não terá vez! Claro, isso pode significar tanto que a Marvel não concorda com esse tipo de coisa como postura editorial ou até mesmo que prefere manter uma postura CHAPA-BRANCA nesses assuntos, pois além de ser ruim para a imagem da empresa, também é ruim para os negócios, visto a preocupação com filmes, mercado consumidor, etc… resumindo: CHUUUUUUUUUUPA MILLER!

Até parece que, ainda mais nesse mundo pós-9/11, onde até o Doutor Destino chora diante de tragédias, teríamos um Capitão América violento, revanchista, belicoso, fascistinha na Marvel, que sempre foi meio água-de-salsicha nesse tipo de posicionamento. Se bem que…

holy-terror-captain-ultimate-frank-miller

Éééééé… “é melhor não pensar muito nisso”.

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