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52 #5


Resenha de gibi com dois meses de atraso? Esse pessoal do MdM é muito safado mesmo…
Mas vamos ao que interessa.
E tem SPOILER, caceta!

Elogiei a escolha da capa na edição passada, então nada mais justo que meter o pau nessa. A escolha não foi feita pela Panini, mas pelos próprios leitores no fórum da editora. Mas ainda assim a cagada foi da Panini. Calma que tem explicação.
A capa escolhida tem o Lobo, um personagem adorado pelos fãs, e ainda faz referência à capa da primeira semana. Vitória compreensível, portanto. Só que na página de votação lá do fórum, eles colocaram só os desenhos originais, sem outros detalhes gráficos (igual a esse aqui embaixo). E aí é que tá o problema.
O balão de fala do Lobo perdeu completamente o sentido na adaptação de formato. Sendo capa da edição 17 original, o Maioral aparece sacaneando o leitor gringo que comprou a revista semanal, lembrando a ele que ainda faltavam 35 edições pras 52. Manter o mesmo texto aqui dá a impressão de que a versão brasileira terá 40 edições de 100 páginas. Não sei se foi desleixo da Panini ou alguma exigência editorial burra dos gringos, mas o resultado confuso atrapalhou a bela arte da capa.

O conjunto de semanas desta edição teve seus altos e baixos, mas com todas as semanas mantendo um nível razoável.
Na semana 17, finalmente o grupo formado por Adam Strange, Estelar e Homem-Animal recebeu um destaque maior. Mesmo sendo personagens muito diferentes, tanto nos poderes quanto no histórico, a equipe de roteiristas conseguiu criar uma boa química no relacionamento deles.
O azar dos heróis é que, justo quando ganharam a posição de protagonistas da revista, apareceu o Maioral pra roubar a cena. Mesmo sem dizer uma palavra (ele tem um diálogo, mas não “ouvimos” o que ele diz), Lobo chega e vira o centro das atenções e o leitor só consegue ficar imaginando o que será que o último czarniano vai aprontar dessa vez.

Muitos acontecimentos e muitos personagens aparecem na semana 18, começando pela participação especial d’A Casa dos Mistérios (um dos cenários recorrentes da série Sandman, e quem ouviu o podcast sabe que sou “putinha do Gaiman”), que serve de QG para a Sociedade Croatana, ou simplesmente os “Croatoanos”.
A equipe do Detetive Chimp se vê com um mistério nas mãos ligado ao elmo do Senhor Destino. Cabe ao macacão achar o sumido e (cada vez mais) maluquinho Ralph Dibny pra ajudá-lo a resolver o caso.
Somos levados a acompanhar, em Cincinnati, Ohio, o funeral do Gladiador Dourado, o mais medíocre já mostrado num gibi de super-herói, o que é sensacional.
Também somos levados de volta ao Kahndaq, onde Renee Montoya não comparece a uma cerimônia em homenagem a ela porque está… adivinhem… sapecando mais uma guria! BWA-HA-HAHAAHAHHAHAH!!! Depois que revelaram que a ex-policial é lésbica, sempre que podem, os roteiristas da DC mostram ela dando uns pegas em alguma moçoila. Os homens do DCverso são tão buchas que quem mais aparece com mulher nas histórias é outra mulher!

O destaque da semana 19 é a arte do sumido Pat Olliffe, que desenhava as histórias da Garota-Aranha. Ele está longe de ser um dos meus desenhistas favoritos, mas esse estilão mais clássico dele cai bem de vez em quando e condiz com a proposta de rotatividade de artistas da série semanal.
Boa parte da ação se concentra no robozinho Skeets e seu envolvimento com Daniel Carter, um antepassado do Gladiador Dourado. A torradeira voadora usa a semelhança de DNA do cara pra verificar novamente o laboratório do Rip Hunter e acabamos descobrindo que o parceirinho robótico pode ser o responsável por toda a quizumba do DCverso.
Nessa semana também passamos a conhecer melhor a faceta religiosa do Lobo. Ou melhor, do Arcebispo Lobo da Primeira Igreja Celestial do Deus-Peixe Triplo. Só ver o Maioral vestido de papa já vale o preço do gibi!
Ah, sim, tem mais uma ceninha com o prego do Supernova e a chatinha da Pirralha-Maravilha e sua obsessão com o falecido (já foi tarde!) Superboy. Sabem como é… quando bate, fica!

Na semana 20, vemos o Supernova na Batcaverna (será que ele é o Alfred?), o Aço dando uma de dublê do Surfista Prateado e, finalmente, uma batalha decente.
Lobo e o os três patetas perdidos no espaço enfrentam uma horda de gafanhotos galáticos ou coisa que o valha. E, por ter feito o voto de não-violência, o Maioral é simplesmente destroçado. Não que isso seja um problema pra quem é imortal e pode se regenerar infinitamente.
Na última página da história, o painel “a seguir” mostra pelo menos um bom motivo para comprar a próxima edição: Grande Barda!
E, fechando a revista, mais algumas origens resumidas escritas por Mark Waid e desenhadas por artistas convidados. Temos Aço e Lobo pelo traço de seus criadores (Jon Bogdanove e Keith Giffen, respectivamente), Metamorfo por Eric Powell (de The Goon), Adão Negro por J.G. Jones (o capista de 52) e O Questão pelo brazuca Joe Bennet, mostrando um estilo mais sombrio, bem interessante.
As origens dos heróis e as capas originais do Jones foram a melhor coisa do gibi e levantaram a nota de uma edição que só pelas histórias principais seria apenas mediana.
Nota: 6,5.
Melhor diálogo:
[Estelar] Pelo menos diga do que estamos fugindo.
[Lobo] Hmm, de onde é que cê acha que veio o Olho Esmeralda de Ekron?
Foi arrancado da cabeça esmeralda de Ekron.
Melhor piada:
A inscrição (meio escondida) na camisa do Detetive Chimp na capa da Semana 18: IN GRODD WE TRUST.
Sensacional!
(52 #17-20)
Formato americano, 100 páginas, papel Pisa Brite, capa couché, R$ 6,90, distribuição nacional.

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O que esse cara ainda tá fazendo aí? VAI EMBORA DO AMÉRICA!!!

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